quarta-feira, 21 de março de 2012

O GOLEM: COMO VEIO AO MUNDO - 1920

Der Golem - Wie er in die Welt Kam, 1920
Legendado, Paul Wegener



Classificação: Bom




Formato: AVI
Áudio: inglês (intertítulos)
Duração: 85 min.

Tamanho: 1,17 GB
Servidor: Mediafire (6 partes) e Filefactory (torrent)



Torrent

SINOPSE
Ambientado em Praga, século XVI, onde uma pequena vila de judeus é posta em cheque pelo kaiser. Para defender a cidade, o velho cientista Rabbi Lowe se volta aos antigos recursos alquimistas para criar o Golem, um ser de cera de enorme porte e força. À princípio, a criatura apenas obedece seu mestre, mas, à medida em que o tempo passa, ele passa a ter consciência da própria existência, e decide tomar os rumos de suas ações. 

Fonte: Cineplayers
The Internet Movie Database: IMDB


O Expressionismo e o cinema
Autor (a): Laura Loguercio Cánepa


Em 1895, a Alemanha não estava atrás de outros países desenvolvidos na busca por uma tecnologia de reprodução fotográfica do movimento. De fato, em outubro de 1895, os irmãos Skladanovsky criaram o bioscópio, aparelho muito semelhante ao cinematógrafo que os irmãos Lumière exibiriam em dezembro do mesmo ano, em Paris. Mas, em seus primeiros 20 anos, o cinema alemão teve um desenvolvimento mais lento que o de outros países europeus. Até 1911, por exemplo, a Alemanha produzia apenas 10% dos filmes exibidos em seus cinemas. Mesmo assim, foram realizadas inúmeras fitas de diferentes orçamentos e gêneros. O que prejudica um conhecimento mais  aprofundado a respeito é a falta de material de investigação: muito se perdeu durante a guerra e, como os filmes alemães eram  raramente  exportados,  pouco  sobrou para  uma avaliação mais detalhada. Além disso, os principais estudos sobre o cinema mudo alemão (como os de Siegfried Kracauer e de Lotte Eisner) consideraram o cinema do Segundo Império como "arcaico" e sem importância, chegando a identificá-lo como um "amontoado de sucata" (Kracauer 1988, p. 42), cujo único interesse estaria reduzido aos filmes que, de alguma maneira, influenciaram o cinema de Weimar. 


Paul Wegener


Porém, nos últimos anos, alguns autores têm resgatado essa fase do cinema alemão sem ter em vista obrigatoriamente o extraordinário desenvolvimento estético e industrial do pós-guerra. Seus estudos apontam para temas interessantes. Martin Loiperdinger (1996, pp. 41-50), por exemplo, descreve o cáiser Guilherme II como o primeiro grande "astro" do cinema alemão. Segundo o autor, o imperador participou de documentários sobre a família real e era uma das figuras mais presentes no cinema alemão dos primeiros tempos. Sua figura impositiva e heróica influenciaria os filmes militares prussianos feitos durante a guerra e, posteriormente, o cinema nazista. 




A pesquisadora Heide Schlüpmann (1986, pp. 118-122) também faz uma curiosa observação dos filmes do período "guilhermino": para ela, muitos deles apresentavam uma certa feminilidade que seria suplantada pelos filmes da República de Weimar, centrados em figuras masculinas. A autora também destaca o fato de as mulheres já formarem grande parte do público do cinema alemão desde os primeiros anos do século XX, com uma grande quantidade de melodramas dirigidos a elas, como A traidora, de Urban Gad, em que uma moça mimada pelo pai dá a vida para salvar seu amado tenente (Nazário 2002, p. 506). Alguns filmes que já  prenunciavam a morbidez do  cinema expressionista também traziam figuras femininas importantes. É o caso da balada romântica Viver duas vezes (1912), de Max Mack: sua história traz uma mulher desmemoriada que é raptada pelo médico e acaba morrendo de desgosto ao reencontrar o verdadeiro marido. 

Esse destaque dado às mulheres também se refletiu no incipiente star system do cinema alemão, que tinha à frente uma mulher: a atriz dinamarquesa Asta Nielsen, trazida ao país pelo influente produtor Paul Davidson, em 1911. Ela foi a primeira grande estrela alemã, presente em mais de 70 filmes realizados até 1932. Entre as várias atrizes de destaque no período, há também que lembrar Ossi Oswalda e Pola Negri, que protagonizaram comédias e dramas históricos de Ernst Lubitsch. 

Outro tema importante quando se fala no cinema alemão do Segundo Império é a influência decisiva do cinema escandinavo. Como observa Evelyn Hampicke (1996, p. 72), uma das principais companhias cinematográficas alemãs na primeira década do século XX era a Nordische, uma subsidiária da dinamarquesa Nordisk. Além disso, muitos profissionais dinamarqueses foram importados pelo cinema alemão, como os atores Asta Nielsen e Olaf Fonss; os diretores Urban Gad e Stellan Rye; e também o famoso cinegrafista Axel Graatkjaer. E a influência do cinema dinamarquês não se deu apenas por meio de seus artistas: como observa Thomas Elsaesser (2000, p. 20), o trabalho e fotografia desse cinema foi sempre marcado pelo competente uso da paisagem realista  como elemento dramático e poético - lição que seria fundamental para a constituição do cinema expressionista.

Texto retirado do livro "História do cinema mundial" organizado por Fernando Mascarello. Você pode baixar gratuitamente o livro aqui
















































































































3 comentários:

  1. caramba, a parte3 está difícil de ser baixada...

    mesmo com velocidade razoável para download que possuo, neste arquivo é baixa.

    e muitas vezes simplesmente é interrompido a transferência, mesmo na casa dos 75% concluido...

    poderia re-upar esta parte...

    mesmo assim continuarei tentando, pois GOLEM vale a pena...

    obrigado de qlq forma.

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  2. ops, peguei uma boa maré e agora consegui!

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  3. Obrigado Hilarius, irei aguardar os novos links. Abração.

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