sexta-feira, 13 de setembro de 2013

OS VICIOSOS - 1995

   The Addiction, 1995, Abel Ferrara


Formato: AVI
Áudio: Inglês
Legendas: Português
Duração: 82 minutos
Tamanho: 700 MB
Servidor: Mega ( 3 Partes)
Links:

Parte 1
Parte 2
Parte 3


Sinopse:
Estudante de filosofia é arrastada para um beco por uma estranha mulher e mordida no pescoço. Aos poucos, sua necessidade por sangue começa a ser tão grande quanto à de um viciado por drogas. Alegoria que utiliza o vampirismo como metáfora para o vício, porém sem citar o termo "vampiro" em nenhum momento.
Fonte: Cineplayers                                                                                                 
IMDB - Nota IMDB: 6.2
                                                                                                              
Análise:

Em Os Viciosos, o diretor traz um exame de consciência sobre a maldade. Uma maldade aqui apresentada como uma potente droga, em que o ser humano na condição de viciado, usufrui do prazer que essa maldade pode proporcionar. Esse maldito vício nos leva a condição de predadores, nos transformando em criaturas de sentimentos dúbios. Em um primeiro momento, o diretor nos leva a crer que os personagens são vampiros clássicos, como os já vistos em muitas obras de terror. Aqui, esses clássicos monstros funcionam como analogias sobre um ser humano desprovido de aspirações que não sejam o prazer de uma dose (no caso o sangue como o simbolismo do medo). Adentrando na temática da obra, percebe-se que a verdadeira substancia viciante advém do temor que podem proporcionar as suas presas. Quando a estudante de filosofia Kathleen (Lili Taylor, sensacional), recentemente addiction (o titulo em inglês faz todo o sentido), afronta suas vitimas, o jogo psicológico aterrador que faz, lhe traz tanto prazer quanto o ato de sorver do sangue das mesmas. O prazer que sente é descomunal, mas o vazio existencial também não tarda a aplacar a sua alma, se é que ela tem uma. Uma das questões importantes que o roteiro levanta é sobre a existência de alguma culpa/consciência de quem comete tamanhas atrocidades.
Vejo Os Viciosos como algo bem perto de uma pequena obra-prima. Não é menos visceral, atordoante e reflexivo do que Vicio Frenético. Filmado belamente em um tom de sépia preto e branco, talvez o que não o faça ser tão saudado é o seu viés mais cerebral ou mesmo culto (o que não acho que seja um demérito), assim requerendo do espectador algum conhecimento literário (mesmo que breve), principalmente para entender as constantes citações que os personagens fazem a Sartre, Dante, Burroughs e outros escritores e filósofos menos conhecidos, mas não menos importantes, como Protágoras. Em contraponto as citações literárias, Ferrara criva uma trilha sonora repleta de canções de rappers gangstas, como os do Cypress Hill (banda famosa nos anos 90 por incitar o uso de drogas). Uma confluência curiosa que acaba por fazer sentido no contexto do filme e ajuda a compor toda a ambientação vagabunda e suja que o diretor atribui para a obra. A canção “I wanna get High” (algo como “Eu quero ficar doidão”) pontua bem os momentos anteriores ao uso de “drogas” (leia-se, submeter às vitimas a crueldades enquanto lhe sugam o sangue), mostrando como atos degradantes podem ser atrelados a situações felizes. Enquanto no decorrer do uso/efeito e também nas conseqüências, o sentimento de decepção pecaminosa vem em digressões cruas e das mais deprimentes.

2 comentários:

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