quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

O SALÁRIO DO MEDO - 1953

Le Salaire de la Peur, 1953
Legendado, Henri-Georges Clouzot


Formato: AVI
Áudio: francês/inglês/espanhol/alemão/russo
Legendas: português
Duração: 131 min.
Tamanho: 1 GB
Servidor: Bayfiles (parte única)

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SINOPSE
Quatro homens desempregados e miseráveis, que vivem em condições quase desumanas em um pequeno vilarejo da Guatemala, aceitam uma perigosa e desafiadora missão: transportar uma carga altamente explosiva de nitroglicerina em caminhões sem nenhuma estrutura para tanto, ao longo de estradas em péssimas condições, até um incêndio que está acontecendo em um poço de petróleo de uma extratora estadunidense. Filme vencedor da Palma de Ouro e do Urso de Ouro, respectivamente, prêmios dados no festival de Cannes e de Berlin.

Fonte: Cineplayers
The Internet Movie Database: IMDB - NOTA IMDB: 8.3


ANÁLISE

Num país miserável da América Central (Guatemala), quatro homens são selecionados para transportar uma imensa carga de explosivos (200 galões de nitroglicerina) destinada a extinguir um incêndio num poço de petróleo da SOC (Southern Oil Company), por uma estrada de difícil acesso. Thriller de suspense de George-Henri Clouzout, produzido em 1953 e baseado no romance homônimo de Georges Arnaud (Clouzot fez a adaptação e os diálogos do filme).

Num primeiro momento, Clouzot nos apresenta Las Piedras, pequena cidade degradada pela miséria e abandono completo no interior da Guatemala, cuja única atividade produtiva é estar próximo da exploração de petróleo da SOC, companhia petrolífera norte-americana. É em Las Piedras que se encontra a sede regional da SOC. O calor, desemprego, subemprego e miséria, assolam a pequena cidade. Ruas esburacadas, sem pavimentação, cheias de poças d’água estagnada, com vira-latas transitando com indolência. 

Henri-Georges Clouzot

Logo nas primeiras cenas, Clouzout expõe a síntese cruel daquele cenário urbano degradado onde irá se desenrolar o thriller em seus primeiros momentos: uma criança nativa brinca com insetos numa poça de lama. A seguir, vislumbra-se o cenário de subdesenvolvimento absoluto. Ao lado de transeuntes miseráveis, vê-se alguém pedindo esmolas. Uma mulher carrega uma lata d’água na cabeça (é provável que não exista saneamento básico em Las Piedras). Uma senhora idosa vende algum petisco num carrinho. Aos seus pés, um vira-lata atento ao que se passa. Enfim, o thriller deO Salário do Mêdo passa-se num cenário de subdesenvolvimento perverso, típica "República das Bananas", quintal do imperialismo yankee. É o cenário pleno da exceção da modernização capitalista. É nele que se desenrola o drama existencial de homens estranhados imerso num thriller de mêdo e de angústia.
Ao abrir o filme com a cena da criança brincando com insetos numa poça de lama, Clouzot traduz numa imagem o drama existencial de O Salário do Medo. É a metáfora da barbárie social. O recurso metafórico da bárbarie humana, em sua forma primordial, foi utilizado também, por exemplo, nas primeiras cenas de "Meu ódio será sua herança”, de Sam Peckinpah (de 1969), em que crianças assistem com satisfação um escorpião ser devorado por formigas do deserto.
Enfim, as primeiras imagens de O Salário do Medo expõem a aguda precariedade das condições de vida social no lugarejo do interior da Guatemala. Tal impressão de miséria humana está com vigor no romance de Georges Arnaud que, como epigrafe diz-nos: “”Não queiram encontrar neste livro aquela exatidão geográfica que não passa de um logro: a Guatemala, por exemplo, não existe. Eu sei-o, vivi lá.”

Talvez Clouzot, ao utilizar o best-seller de Arnoud quisesse elaborar uma metáfora sobre a condição humana (existe certo clima existencialista nothriller de Clouzot), ou ainda, apresentar para as sociedades européias do centro capitalista, o lado oculto da civilização do capital (estamos em 1953 e o Terceiro Mundo ainda era um Outro Mundo).

Mas, a presença de uma multinacional do Petróleo expõe o caráter moderno da miséria de Las Pedras (Mario, um dos personagens do filme, irá dizer: “Onde tem petróleo, tem americanos”). A SOC explora a força de trabalho dos indígenas e enfrenta a resistência do sindicato local (ao ocorrer a explosão no poços de petróleo, por exemplo, o sindicato local, liderado por uma mulher nativa, faz uma manifestação na sede da empresa, em Las Piedras, denunciando a morte de trabalhadores indígenas). A presença de indígenas nativos é marcante em algumas cenas de O Salário do Medo.

No romance de Arnaud a idéia da máquina imperialista que explora o trabalho vivo dos nativos é marcante. Diz-nos ele: “O suor, por vezes, o sangue desses homens, são necessários para o bom andamento da máquina. Toda a noite a sofrer calor e sono para esperar um novo dia.”

Continue lendo em Telacritica






















































































































Um comentário:

  1. Recentemente assisti a versão barra pesada do diretor Friedkin, que também é muito bom.Estou curioso em assistir a primeira versão. Sempre gostei do diretor Clouzot, mas nunca tive oportunidade de assistir o filme.Obrigado!

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