quarta-feira, 28 de maio de 2014

DJANGO - 1966

Django, 1966
Legendado, Sergio Corbucci
Classificação: Excelente

Formato: AVI
Áudio: italiano
Legendas: português
Duração: 92 min
Tamanho: 700 MB
Servidor: 1Fichier (Parte única)

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Parte única

SINOPSE
Django (Franco Nero) é um homem que arrasta consigo um caixão, onde dentro está escondida uma poderosa metralhadora. Na fronteira do México, ele está disposto a vingar a morte da sua esposa, e parte para uma luta sangrenta contra duas gangues rivais que agem na região, isso depois de fazer um acordo com o bandido local Hugo Rodriguez (José Bódalo). Só que desconfiado das intenções de Rodriguez, ele resolve se juntar a María, uma mulher que havia salvo, e os dois serão perseguidos pelo mexicano.

Fonte: Adorocinema
The Internet Movie Database: IMDB - NOTA IMDB: 7.3


ANÁLISE

Pura nitroglicerina.
Django foi legítimo filho do novo modo de se pensar e fazer western na Itália. Deslocado espacial e temporalmente, o faroeste italiano aposentava as grandes narrativas que construíram toda uma identidade nacional para os Estados Unidos, para que - após uma fase germinal em que basicamente copiava as fórmulas - a partir de Por Um Punhado de Dólares (Per Um Pugno di Dollari, 1964), capitaneada pela dupla Sergio Leone e Clint Eastwood, pudesse introduzir um novo olhar no imaginário popular.

Sergio Corbucci

Ajudado pelo avanço da tecnologia cinematográfica, com o desenvolvimento da proporção de tela e as lentes, os novos filmes eram marcados pela encenação em profundidade, pelo “balé da morte” dos personagens, da atenção ao ambiente que os cercava, da preocupação dada pelas novas escolas de cinema à época ao realismo, o spaghetti western inaugurou um western imoral e sanguinário, onde não há pausa para reflexão ou consciência, apenas para ganho pessoal e exterminação imediata de qualquer ameaça visível. Django é um dos maiores exemplos disso.

Dentre tantos personagens que estrelaram franquias (Trinity, Sartana, Sabata), Django com o tempo provaria ser talvez o mais duradouro: o trabalho do diretor Sergio Corbucci e do ator Franco Nero renderam várias continuações não-oficiais com o pistoleiro protagonista sendo interpretado por outros atores, até desembocar em resultados curiosos – para não dizer bizarros – como a salada ocidente/oriente presente em Sukiyaki Western Django (idem, 2007), do japonês Takashi Miike.


Uma das imagens mais célebres do filão spaghetti, provavelmente, é o início do filme, onde o personagem é apresentado com o “caráter” que o tornaria clássico: ao som da dramática música-tema, um homem com barba por fazer e pele maltratada pelo sol caminha, totalmente vestido de preto, arrastando consigo um caixão por um deserto – não o deserto do tecnicolor, mas um deserto pálido, árido, seco e sem vida.

Encarnado por Franco Nero, o pistoleiro passeia por um Oeste ameaçador, onde atrocidades acontecem no meio do caminho e as cidades são abandonadas, lamacentas, fantasmagóricas. A visão realista e quase escatológica de Corbucci pariu uma obra onde não mais importava o valor da casa, da propriedade e da honra, da inter-relação entre a esfera pública e a privada. Interessa nessa obra o ganho individual, o nomadismo, a fuga daquela terra hostil.


Não à toa, portanto, que a história de Django seja recheada de traição e deslealdade: em meio ao bacanal de violência gráfica, abundam os elementos visuais que configuram toda uma nova experiência sensória: os interiores feios, sujos e decadentes; a diversidade étnica do elenco protagonista; os figurinos – é notório testemunhar um “homem de preto” como protagonista, contrastando com a antiga paleta cromática que refletiam a integridade e a honra. A aparência de Django dá certeza para o espectador que tal homem segue um código de ética muito particular, que se estiver em desvantagem não mede esforços, como é revelado já na clássica cena onde é revelado o conteúdo do caixão que o pistoleiro arrasta para cima e para baixo.

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Screenshots






























































































2 comentários:

  1. A obra - prima do diretor Corbucci, acredito que ele nunca fez algo tão bom como esse faroeste, reverenciado por toda uma geração. O filme é memorável do começo ao fim, desde a abertura com a música tema até o duelo final no cemitério. Simplesmente imperdível! Grato pela postagem.

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    Respostas
    1. Concordo! Esse era um filme que queria postar a algum tempo, mas sempre esquecia. Acabei revendo para confirmar: que filme espetacular! Revolucionário, ácido e de um simplicidade incrível. A atuação do Franco Nero é soberba, criando um personagem incrível e mítico. A direção bastante simples mas segura do Corbucci é digno de nota, além da ambientação e argumento que desconstroem o western clássico à la John Ford. Acho um filme absolutamente formidável, imperdível!

      E valeu demais pelo comentário!

      Excluir

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