segunda-feira, 7 de julho de 2014

O SAMURAI - 1967

Le samouraï, 1967
Legendado, Jean-Pierre Melville

Formato: AVI 
Áudio: francês
Legendas: Pt-Br
Duração: 105 minutos
Tamanho: 681 MB
Servidor: Depositfiles (Parte única) 


SINOPSE
O matador Jeff Costello é um perfeccionista: ele sempre planeja com extremo cuidado todos os seus assassinatos para nunca ser pego. Uma noite, porém, ele finalmente é surpreendido por uma testemunha, e aos poucos, a partir daí, ele vai sendo cada vez mais pressionado.

Fonte: Cineplayers
The internet movie database: IMDB - NOTA IMDB: 8.1


ANÁLISE

O Samurai é um neo-noir francês de 1967 dirigido e escrito por Jean-Pierre Melville, adaptado do mais clássico código de conduta samurai: Bushido. Na história, Alain Delon interpreta de forma genial Jef Costelo, um matador de aluguel profissional contratado para liquidar o dono de um refinado restaurante.
O trabalho de adaptação de uma obra clássica japonesa para um policial francês dos anos 60 é genial. Construído de forma sublime, Costelo é um homem contemporâneo com uma conduta de cavalheirismo quase feudal. Solitário, frio e empenhado em sua profissão. Cenas que mostram Costelo prestes a sair de casa, por exemplo, são maravilhosas, ao mostrar que o homem, mesmo morando em um flat pouco prático, pouco limpo e pouco conservado, se veste e se porta de forma irretocavelmente fina.


O desenvolvimento do caractere de Delon é igualmente magnífico: somos introduzidos a Costelo de forma repentina, e acompanhamos seus preparativos antes de realizar o crime para o qual foi contratado com uma crueza narrativa quase documental. Poucos diálogos, cenas longas e íntimas. Somos pouco a pouco conduzidos pela parcialidade sutil de Melville a repudiarmos seu personagem, ou pelo menos a não observá-lo de forma positiva, característica latente durante os minutos finais, onde Costelo segue motivado por vingança e termina por resumir sua existência em poucas palavras:
“- Por que, Jef?
- Fui pago para isso.”
Essa é a sua sina. Um homem que vive pelo dinheiro, para o trabalho e que não parece usá-lo para absolutamente nada. Melville nos convida, portanto, a olhar para este homem, belo e solitário, e para todas as pessoas que igualmente o são. O mais impressionante é a redenção dada pelo cineasta a seu samurai, no último segundo, de forma que não há redenção de fato para Costelo, mas permanece a admiração por sua honra, por seu legado.
Crítica retirada de cinecafe
Screenshots




























































































































































3 comentários:

  1. Um grande filme de ação, mas suntuoso, com uma atuação elegante de Delon.A cena da ponte onde os dois assassinos se encontram é sensacional, apenas com belo travelling de câmera. Cinema que não busca o espetáculo fácil como nos blockbusters do cinemão americano. O diretor Melville é um dos grandes do cinema francês. Parabéns pela escolha do filme mais do que bem-vinda. Obrigado!

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    Respostas
    1. Essa é mais uma repostagem que demorou a ser feita, pois foi um dos primeiros filmes a ser postado aqui no Convergência. Achei a atuação do Delon quase impecável e o Melville é um dos meus preferidos do cinema francês (ao lado do Renoir).

      Mais do Melville:

      http://cinefilosconvergentes.blogspot.com.br/2013/11/les-enfants-terribles-1950.html

      http://cinefilosconvergentes.blogspot.com.br/2013/12/os-profissionais-do-crime-1966.html

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  2. Hilarius meu amigo, grato pela postagem e já que o assunto é cinema francês, quando vamos ter um filme do grande Jean Cocteau. Simplesmente obrigatório.Obrigado!

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