segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

O ALUCINADO - 1953

El, 1953
Legendado, Luis Buñuel
Classificação: Bom - 8.5

Formato: AVI
Áudio: espanhol
Legendas: Pt-Br
Duração: 92 minutos
Tamanho: 690 MB
Servidor: Mega (Parte única)

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Parte única

SINOPSE
Francisco mantém uma imagem de homem tranqüilo, conservador e religioso. Durante uma missa, conhece Glória, noiva de um amigo. Em pouco tempo, consegue separá-los e casar-se com a jovem. Depois do casamento, passa a ser um homem paranóico, ciumento e atormentado. Fascinante drama psicológico marcado por crítica feroz à burguesia e ao clericalismo,"O Alucinado" é considerado pela crítica mundial como uma das obras máximas do mestre Luis Buñuel. Inclusive, o próprio cineasta costumava afirmar que este era um dos seus trabalhos favoritos.

Fonte: Filmow
The internet movie database: IMDB - NOTA IMDB: 7.7


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ZONA DO CRIME - 2007

La zona, 2007
Legendado, Rodrigo Plá
Classificação: Bom - 8.0

Formato: AVI
Áudio: espanhol
Legendas: Pt-Br
Duração: 97 minutos
Tamanho: 700 MB
Servidor: Mega (Parte única)

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Parte única

SINOPSE
Cidade do México, México. Alejandro (Daniel Tovar) é um adolescente que vive em La Zona, um condomínio fechado protegido por guardas particulares. No dia de seu aniversário três jovens de uma favela vizinha invadem o local, para assaltar uma das casas. Durante o assalto eles matam uma mulher, mas a empregada consegue fugir e avisa a segurança. Os guardas reagem e matam dois dos invasores, mas Miguel (Alan Chávez) consegue escapar. Logo em seguida um grupo de moradores se reúne na casa de Alejandro, onde fica decidido que nada será dito às autoridades e que eles próprios procurarão o 3º invasor pela propriedade do condomínio.

Fonte: Adorocinema
The internet movie database: IMDB - NOTA IMDB: 7.1


ANÁLISE

Há uma similaridade curiosa entre as introduções de Zona do Crime, produção mexicana dirigida por Rodrigo Plá, e o clássico cult Veludo Azul, realizado por David Lynch em 1986: depois de se deterem na aparência superficialmente paradisíaca de um recorte da sociedade (um elegante condomínio fechado e um confortável subúrbio norte-americano, respectivamente), ambos os filmes logo revelam um incômodo contraste entre aquela fachada e o que realmente há por trás (ou por baixo) daquele mundo. Porém, enquanto Lynch revelava a perversão e o falso moralismo dos norte-americanos, aqui Plá busca chocar com a brutal desigualdade econômica entre a minoria dominante e rica e a maioria miserável que estabelece a dinâmica social dos países do Terceiro Mundo. 
Rodrigo Plá
Co-escrito pelo diretor ao lado de Laura Santullo (autora do conto original), Zona do Crime é ambientado num imenso e sofisticado condomínio fechado habitado por ricaços mexicanos que, durante certa noite de chuva, tem parte de seu muro derrubado por um outdoor e é invadido por três jovens assaltantes que residem na favela situada ali ao lado. Depois de matarem a dona da primeira casa que tentam roubar, eles passam a ser perseguidos pelos demais condôminos, que decidem fazer justiça com as próprias mãos, chegando a mentir para a polícia a fim de se verem livres para caçar Miguel (Chávez), o único bandido que permanece vivo. Sem ter como sair do condomínio, o rapaz se esconde no porão da casa do adolescente Alejandro (Tovar), que decide tentar salvar sua vida. 
A princípio, pode parecer estranho que os obviamente abastados residentes de “La Zona” (como o condomínio é conhecido por todos) possam ter tamanha autonomia em relação à polícia local – e o filme leva algum tempo para ilustrar para o espectador que aquele é um local com regras e leis próprias, funcionando quase como um território estrangeiro dentro do país. Aos poucos, porém, a lógica que rege a narrativa vai se tornando clara e percebemos que Zona do Crime se entrega à alegoria no intuito de fazer sua crítica social, tornando-se mais e mais óbvio à medida que retrata as dissidências em seu microcosmos e os métodos repressores que passam a ser adotados pelos “governantes” diante de seus opositores (o que leva a um interessante momento em que o telefone de um residente é confiscado, transformando-o num prisioneiro dentro de seu próprio lar e cerceando sua liberdade de expressão). Da mesma forma, a brutalidade dos mini-ditadores, que manipulam informações, ocultam cadáveres e impõem o toque de recolher acaba compondo uma distopia que remete diretamente  à história recente de tantos países da América Latina (incluindo-se, aí, o Brasil).
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domingo, 25 de janeiro de 2015

E SUA MÃE TAMBÉM - 2001

Y tu mamá también, 2001
Legendado, Alfonso Cuarón 
Classificação: Bom - 8.5

Formato: AVI
Áudio: espanhol
Legendas: Pt-Br
Duração: 106 minutos
Tamanho: 783 MB
Servidor: Mega (Parte única)

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Parte única

SINOPSE
Tenoch (Diego Luna) e Julio (Gael Garcia Bernal) são dois adolescentes de 17 anos que são controlados pelos seus hormônios e desejam se tornar adultos rapidamente. Em uma tarde festiva eles encontram Luisa (Maribel Verdú), uma garota espanhola 11 anos mais velha que eles e que é casada com o primo de Tenoch. Eles a convidam para uma viagem à praia de Boca del Cielo, convite este inicialmente recusado e posteriormente aceito, após Luisa receber uma desagradável notícia. Porém, tanto Julio quanto Tenoch não conhecem o caminho até a praia e nem mesmo se ela realmente existe, fazendo com que os três se aventurem em uma viagem onde inocência, sexualidade e amizade irão colidir.

Fonte: Adorocinema
The internet movie database: IMDB - NOTA IMDB: 7.7


ANÁLISE

Filmes sobre adolescentes quase nunca provocam algum tipo de resposta emocional em pessoas adultas, especialmente se forem produzidos nos Estados Unidos. Por lá, esse tipo de produção repisa sempre a mesma história, mostrando um bando de garotos feiosos sedentos por sexo. “E Sua Mãe Também” (Y Tu Mama También, México, 2001), ainda bem, não é norte-americano – e talvez por isso seja tão refrescante. Curiosamente, também versa sobre dois rapazes que só querem transar, mas a abordagem do cineasta Alfonso Cuarón faz toda a diferença, e o transforma em um filme maravilhoso. Trata-se do tipo de obra que provoca identificação imediata entre os mais jovens, e traz uma bem-vinda sensação de nostalgia gostosa para adultos.
Alfonso Cuarón 
Em termos de gênero, “E Sua Mãe Também” poderia ser descrito brevemente um dos melhores filme de adolescentes já produzidos. Não é exagero. O título não tem nada a ver com as contrapartes americanas que são produzidas a toque de caixa, a exemplo da série “American Pie” e congêneres. O diferencial, sem dúvida, é a mão do diretor, que trata a sexualidade – basicamente, o norte que guia qualquer adolescente normal – sem o menor traço de culpa ou repressão, e com doses cavalares de energia e honestidade.
O filme cozinha firmemente, no mesmo pote, temas como sexualidade, juventude, amizade e globalização, e a receita jamais perde o ponto. Não há gorduras narrativas. “E Sua Mãe Também” é uma pequena pérola perfeita, o tipo de filme que a gente assiste de olhos bem abertos, vidrados, sem pensar em ir ao banheiro, sem olhar para o relógio, apenas desfrutando do aqui e do agora, exatamente como fazem os personagens. E isso tudo é muito, muito bom.
Os dois personagens principais são melhores amigos. Julio (Gael Garcia Bernal) e Tenoch (Diego Luna) têm 17 anos e ficam sozinhos durante as férias, depois que as respectivas namoradas viajam para a Itália em intercâmbio. São dois rapazes normalíssimos para a idade, inseparáveis, que vêem diversão (e sexo, claro!) em tudo. Tomam porres homéricos, se masturbam na piscina pública do clube local, sonham em transar o máximo possível durante as férias e passam cantadas em qualquer garota que esteja por perto. Uma delas é Luisa (Maribel Verdú), moça de 28 anos casada com um primo de Tenoch.

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sábado, 24 de janeiro de 2015

OS ESQUECIDOS - 1950

Los olvidados, 1950
Legendado, Luis Buñuel
Classificação: Excelente - 9.0

Formato: AVI
Áudio: espanhol
Legendas: Pt-Br
Duração: 85 minutos
Tamanho: 695 MB
Servidor: Mega (Parte única)

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Parte única

SINOPSE
Nos subúrbios da Cidade do México um grupo de jovens delinqüentes passa os dias cometendo pequenos roubos. Um fugitivo de um reformatório, Jaibo (Roberto Cobo), por ser mais velho e experiente se torna o líder natural deles. Um dia, na companhia de Pedro (Alfonso Mejía), Jaibo se descontrola e espanca Julian (Javier Amézcua) até a morte, pois supostamente este o teria delatado. Pedro, que tem uma grande necessidade de carinho materno mas é ignorado por sua mãe (Estela Inda), carrega um sentimento de culpa por se considerar cúmplice de Jaibo, que se comporta como se nada tivesse acontecido. Jaibo ainda tenta seduzir a mãe de Pedro, que não lhe dá nenhuma abertura, fazendo com que o confronto entre Jaibo e Pedro seja algo inevitável.

Fonte: Adorocinema
The internet movie database: IMDB - NOTA IMDB: 8.2


ANÁLISE

Após os marcos surrealistas Um Cão Andaluz e A Idade de Ouro e dos documentários Terra Sem Pão Espanha Leal em Armas (pró-república), Luis Buñuel mudou-se para os EUA, onde trabalhou na Warner Bros., supervisionando as dublagens em espanhol para o estúdio, e no MoMA, remontando O Triunfo da Vontade para que servisse como propaganda antinazista, além de ter sido expulso por Greta Garbo de um set de filmagem. Persona non grata na ditadura franquista, Dom Luis foi para o México, em 1946, à procura de emprego: bem ao gosto do sistema de produção cinematográfico daquele país, realizou as comédias de aventura Gran Casino e El Grande Calavera. O sucesso comercial do último, no entanto, permitiu a Buñuel dirigir o audacioso Os Esquecidos, com que retornou definitivamente ao primeiro plano do cinema mundial, ao ganhar, inclusive, o prêmio de melhor direção no Festival de Cannes. 

A fase mexicana, quando se juntou ao roteirista Luis Alcoriza e ao fotógrafo Gabriel Figueroa, reúne os melhores filmes de Luis Buñuel (exceção aos estupendos O Diário de Uma Camareira e Tristana, Uma Paixão Mórbida, feitos na França). Se Um Cão Andaluz A Idade de Ouro, como projetos ligados à vanguarda do surrealismo, pregavam a ruptura a quaisquer convenções narrativas, os filmes de Dom Luis no México, ao contrário, mostram-se justamente clássico-narrativos. Em Os Esquecidos, por exemplo, a história contada é límpida e cristalina: o menino Pedro se envolve com a pequena bandidagem de rua liderada por El Jaibo que, para se vingar de quem supostamente o entregou à polícia, assassina Julian. A fim de conquistar o amor da mãe ausente, Pedro se emprega como aprendiz de ferreiro, mas é acusado de roubo e vai para o reformatório. Ao sair, o reencontro com El Jaibo precipita a tragédia. 

Os Esquecidos
O Anjo ExterminadorO AlucinadoEnsaio de Um Crime, Viridiana, Nazarin: filmes narrativos que, todavia, sabotam a si próprios, na medida em que tornam ambíguas e mesmos incompreensíveis as motivações dos personagens. Por que, depois de presenciar tanta injustiça e maldade, padre Nazário se arma com um abacaxi e permanece teimosamente honesto, íntegro e bondoso emNazarin? Por que os burgueses de O Anjo Exterminadornão conseguem deixar a casa onde estão reunidos? Por que Francisco Córdoba, Archibaldo de La Cruz e Dom Jaime (protagonistas, respectivamente, de O Alucinado,Ensaio de Um Crime Viridiana) afundam no amor obsessivo e controlador, embora sejam cidadãos respeitados dentro da comunidade? Pedro, em Os Esquecidos, admite não ser bom, declara que deseja mudar, mas que não sabe como: seus atos não se adequam às explicações racionais, uma vez que se pautam pelos impulsos, pelos desejos e pelas emoções que explodem sem aviso, como na seqüência em que, com raiva e desconhecendo o motivo, mata as galinhas à paulada (embora, ao final, concorde com a nada convincente teoria do diretor do reformatório).

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HELI - 2013

Heli, 2013
Legendado, Amat Escalante
Classificação: Bom - 8.0

Formato: mkv
Áudio: espanhol
Legendas: Pt-Br
Duração: 105 minutos
Tamanho: 1,82 GB
Servidor: Mega (Parte única)

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Parte única

SINOPSE
Guanajuato, México. Estela (Andrea Vergara) é uma garota de 12 anos que está namorando às escondidas com Beto (Juan Eduardo Palacios), um jovem recruta. Ele a pressiona para que tenham relações sexuais, mas ela sempre recusa a iniciativa. Um dia, Beto esconde na caixa d'água da casa de Estela alguns pacotes com cocaína, que deveriam ter sido queimados pelo exército. Sua ideia é vender a droga e, com o dinheiro, deixar a cidade e se casar com Estela. Entretanto, os planos vão por água abaixo quando os militares que desviaram a droga descobrem quem roubou os pacotes.

Fonte: Adorocinema
The internet movie database: IMDB - NOTA IMDB: 6.8


ANÁLISE

A imagem grita, os personagens silenciam.
Heli abriu a Competição do 66º Festival de Cannes. É o terceiro longa-metragem do diretor mexicano Amat Escalante, bastante apreciado pelo Festival, visto que estreou seus dois outros longas – Sangre(2005) e Os Bastardos (Los Bastardos, 2008) – na mostra Un Certain Regard. É possível esboçar alguns temas que se repetem em sua obra, como a juventude, a violência, as situações limite, tendo sempre como cenário a sociedade mexicana contemporânea e sua relação com a cultura americana. Essa relação de poder lhe interessa em especial: ele próprio a vivencia intensamente, por ser americano por parte de mãe e mexicano por parte de pai.

Amat Escalante

A produção de Heli distribuiu um press kit que continha uma entrevista com Escalante. Nela, podemos entender várias das motivações e intenções do diretor. Ainda que informações extra-filme, acredito que sejam interessantes para tentar compreender algumas perguntas e desejos a que Heli tenta responder. Ao longo da entrevista, o diretor coloca, de diversas formas, que ambiciona uma mise en scène naturalista. E, para tanto, lança mão de alguns recursos, como o uso de lentes 50mm (ou mesmo 40mm) – que aproxima a imagem do filme da visão do olho humano; o trabalho com não-atores (com exceção do personagem do pai); e a predominância de iluminação natural por um chefe maquinista vindo do cinema documentário.

“Eu queria que os espectadores mexicanos vissem a realidade de frente”. Escalante se refere aqui à realidade social de seu país: o tráfico de drogas, a corrupção, a violência, o medo e a tensão permanentes. Um cotidiano ao qual ele tem acesso apenas indiretamente. Vemos ali cenários de sua infância, elementos que lhes são familiares (Sangre foi filmado em sua cidade natal e Heli em uma região vizinha). Mas sua relação com a violência é mediada: muitos dos elementos dramáticos foram inspirados em recortes de notícias publicadas e veiculadas pela mídia mexicana. A própria escolha do título pode servir como exemplo anedótico: era o nome de uma criança de 10 anos envolvida em um tiroteio entre sua gangue e a polícia e cuja história foi publicada em um pequeno artigo de jornal. Escalante disse ter gostado da sua sonoridade.

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sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

AMORES BRUTOS - 2000

Amores perros, 2000
Legendado, Alejandro Gonzáles Iñárritu

Formato: AVI
Áudio: espanhol
Legendas: Pt-Br
Duração: 154 minutos
Tamanho: 705 MB
Servidor: Mega (Parte única)

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Parte única

SINOPSE
Em plena Cidade do México, um terrível acidente automobilístico ocorre. A partir deste momento, três pessoas envolvidas no acidente se encontram e têm suas vidas mudadas para sempre. Um deles é o adolescente Octavio (Gael García Bernal), que decidiu fugir com a mulher de seu irmão, Susana (Vanessa Bauche), usando seu cachorro Cofi como veículo para conseguir o dinheiro para a fuga. Ao mesmo tempo, Daniel (Álvaro Guerrero) resolve abandonar sua esposa e filhas para ir viver com Valeria (Goya Toledo), uma bela modelo por quem está apaixonado. Também se envolve no acidente Chivo (Emilio Echevarría), um ex-guerrilheiro comunista que agora atua como matador de aluguel, após passar vários anos preso. Ali, em meio ao caos, ele encontra Cofi e vê a possibilidade de sua redenção.

Fonte: Adorocinema
The internet movie database: IMDB - NOTA IMDB: 8.1


ANÁLISE

Em Amores Brutos (2000), seu primeiro longa metragem, Alejandro González Iñárritu adentrou em um universo que seria recorrente a partir de então em todos os seus filmes. Ao retratar situações de tensão, dor e sofrimento ele cria representações universais que apontam para aquele que também viria a ser o mote de suas obras seguintes: a busca de indivíduos corrompidos por algum tipo de redenção. O foco da trama deste debut está no processo de desumanização, do quais seus personagens se tornam vítimas ao serem inseridos em situações extremas. O excelente roteiro escrito pelo Guillermo Arriaga (que colaboraria com Iñárritu em outros dois filmes) explora o mesmo tipo de construção de narrativa que seria reutilizado em 21 Gramas (2003) e em Babel (2006), no qual sub-tramas independentes são desenroladas até chegar a um ponto de convergência, onde se encontram e ganham uma espécie de sentido maior.

A história de Amores Brutos, que se passa na Cidade do México, é composta por três núcleos distintos, ligados à princípio pelo fato de que em todos eles há a presença de cachorros, cujos comportamentos parecem em alguns momentos se confundirem com o dos personagens humanos (não por acaso, o título do filme no original seria, em tradução literal, algo como 'amores caninos'). Octavio (Gael García Bernal), o protagonista da primeira das três sub-tramas, é um jovem desempregado que mora em uma região suburbana com a mãe, o irmão mais velho, o sobrinho ainda bebê e a cunhada. Tomado pela ambição de ganhar algum dinheiro, que torne possível seu plano de fugir com Susana (Vanessa Bauche), a mulher do irmão, ele decide inscrever seu cachorro em violentas rinhas, que são organizadas de forma clandestina. 

Na segunda história, conhecemos a Valeria (Goya Toledo), uma modelo que goza de considerável prestígio no meio em atua, ela é a amante do empresário Daniel (Álvaro Guerrero), um homem rico que vive com a esposa e duas filhas ainda pequenas. Cumprindo o que já vinha prometendo há algum tempo, Daniel abandona sua família e compra um apartamento para morar com Valeria. A tensão, que é crescente nesta sub-trama, começa quando o poodle da moça entra por uma fresta no assoalho e acaba se perdendo no vão que há entre o piso de madeira e chão do apartamento, deixando como sinal de vida apenas seus grunhidos, que podem ser ouvidos em diversos pontos do apartamento. A apreensão provocada pelo andamento da trama é atenuada em um segundo momento, após uma trágico agravante.

A terceira sub-trama gira em torno de Chivo (Emilio Echevarría), um andarilho, que vaga pelas ruas da cidade juntando materiais recicláveis para vender. Este é o personagem mais enigmático e talvez o mais interessante do filme, em sua composição é possível perceber claramente a construção metafórica que Iñárritu e Arriaga buscam associar à história contada. Chivo vive cercado de cachorros de rua, ele os acolhe e divide com eles o pouco que tem, em sua relação com eles está o seu último elo de ligação com um humanismo, que ele aparentemente perdeu. Tempos atrás, ele se viu obrigado a tomar uma decisão que o afastou de sua esposa e de sua única filha, que na época ainda era uma criança. Ele não se arrepende de ter agido de tal forma no passado, mas espera um dia ter o perdão da filha, que sempre acreditou que ele já estava morto.

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CANOA - 1976

Canoa, 1976
Legendado, Felipe Cazals
Classificação: Excelente - 9.0

Formato: AVI
Áudio: espanhol/nahuatl
Legendas: Pt-Br
Duração: 115 minutos
Tamanho: 705 MB
Servidor: Mega (Parte única)

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Parte única

SINOPSE
Este filme mexicano de 1976 é baseado em um incidente real que aconteceu em 1968. Quando um grupo de viajantes para em uma aldeia governada por um padre paranóico e fanático, eles são rotulados como comunistas e profanadores e são linchados pela população enfeitiçada.


The internet movie database: IMDB - NOTA IMDB: 7.7

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