terça-feira, 29 de agosto de 2017

SINAIS DE VIDA - 1968

Lebenszeichen, 1968
Legendado, Werner Herzog

Formato: mkv
Áudio: alemão e grego
Legenda: português
Duração: 1h 31min.
Tamanho: 1,10 GB
Servidor: 1fichier (Parte única) 



SINOPSE
Soldado alemão locado em uma unidade na Grécia enlouquece e toma um forte repleto de explosivos, ameaçando destruir toda a cidade. Primeira obra-prima de Herzog é um marco do Cinema Novo alemão, realizado a partir dos pressupostos do Manifesto de Oberhausen. 

O Manifesto de Oberhausen 

"Em fevereiro de 1962, durante a oitava edição do Festival Nacional de Curtas-Metragens de Oberhausen (um dos eventos criados pelo governo da Alemanha para incentivar o cinema nacional), um grupo de 26 cineastas publicou o breve e poderoso manifesto que marcaria a mais importante reação coletiva a esse estado de coisas: 

O colapso do cinema convencional alemão há muito tempo impede uma atitude intelectual e o rejeitamos em suas bases econômicas. O novo cinema tem, assim, a chance de vir à vida. Em anos recentes, curtas-metragens alemães, realizados por jovens autores, diretores e produtores, receberam inúmeros prêmios em festivais e atraíram a atenção de críticos de outros países. Esses filmes e o sucesso por eles alcançado demonstram que o futuro do cinema alemão está com aqueles que falam um nova linguagem cinematográfica. Como em outros países, o curta-metragem na Alemanha tornou-se um espaço de aprendizado e uma área de experimentação para o filme de longa-metragem. Declaramos que nossa ambição é criar o novo filme de longa-metragem alemão. Esse novo filme exige liberdade. Liberdade das convenções de realização cinematográfica. Liberdade das influências comerciais. Liberdade da dominação do interesse de grupos. Nós temos ideias intelectuais, estruturais e econômicas realistas sobre a produção do Cinema Novo alemão. Nós estamos prontos a correr os riscos econômicos. O velho cinema está morto. Nós acreditamos no novo cinema. (Oberhausen, 28 de fevereiro de 1962)

Entre os signatários do manifesto estavam Alexander Kluge, Peter Schamoni, Edgar Reitz e outros jovens artistas e produtores, alguns dos quais se consagrariam nos anos seguintes. O grupo, originário de uma classe média em ascensão, que chegava pela primeira à universidade, queria demarcar novos campos estéticos e ideológicos. Para isso, espelhava-se nos movimentos intelectualizados que se organizavam em várias partes do mundo, encabeçados pela Nouvelle Vague francesa. 
Se o ambiente cinematográfico internacional já era um incentivo às mudanças e aos questionamentos, a situação política da Alemanha também reforçava essa tendência. Nos anos que precederam o manifesto, o país enfrentara várias crises internas. Em agosto de 1961, fora erguido o Muro de Berlim. No mesmo ano, o julgamento de Eichmann, em Jerusalém, havia revelado detalhes brutais dos crimes praticados pelo regime nazista. Além disso, a censura à liberdade de expressão comandada pelo chanceler Konrad Adenauer causara uma onda de protestos (Kaes 1997, p. 614).
As questões relativas ao cinema nacional alemão não eram menos importantes. De acordo com Julia Knight (1992, p. 27), se, logo após a guerra, houve grande resistência à presença de profissionais que haviam pertencido ao partido nazista, em pouco tempo eles seriam preferíveis aos comunistas. Segundo a autora, em 1960 cerca de 40% do técnicos que estavam trabalhando na Alemanha haviam sido proeminentes no cinema nazista. Do ponto de vista comercial, era também um momento crítico. Com a popularização da TV no começo da década de 1960, o mercado exibidor entrara em crise no mundo inteiro. Na Alemanha, os cinema haviam perdido mais de três quartos do seu público (Kaes 1997, p. 614). Assim, para os jovens cineastas, a queda espetacular do cinema comercial, aliada à crise de identidade que assolava o país, oferecia a chance e o incentivo para novas experiências.
Mas seu clamor por um novo cinema que rompesse definitivamente com o passado não estava livre de contradições. Por um lado, o manifesto lembrava pronunciamento modernistas do começo do século XX, em sua romântica defesa da liberdade autoral  em relação ao lucro ou ao desejo da audiência. Por outro, os signatários do texto produziram um cinema que procuraria desesperadamente por seu público e pelo apoio de distribuidores e exibidores. As relações dos rebeldes com Hollywood eram igualmente dúbias. Como nota Corrigan (1994, p. 3), o cinema norte-americano era encarado por eles tanto como propaganda imperialista, quanto como imagem almejada de redenção e excelência técnica. Além disso, se a proposta de uma separação entre o novo e o antigo cinema complicou a relação com a indústria local dependente do poder público, o desenvolvimento de um novo cinema não poderia abrir mão do financiamento do governo. 
Todas essas contradições não passaram desapercebidas, nem para os críticos do movimento, nem para seus próprios integrantes. O que se viu nos anos seguintes, então, foi uma série de experiências e conflitos em todos os campos da atividade cinematográfica que acabariam gerando, anos depois, frutos de grande impacto artístico no mundo todo." (CÁNEPA, pp. 313-315)



O texto acima é de autoria de Laura Loguercio Cánepa, e faz parte do livro "História do cinema mundial" organizado por Fernando Mascarello. 


 7.4/10                                     Trailer

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segunda-feira, 28 de agosto de 2017

CORAÇÃO DE CRISTAL - 1976

Herz aus Glas, 1976
Legendado, Werner Herzog

Formato: mkv
Áudio: alemão
Legendas: Pt-Br
Duração: 1h 34min.
Tamanho: 1,5 GB
Servidor: 1Fichier (Parte única)

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SINOPSE
O tema central é a desagregação de uma aldeia de artesãos na Alemanha, século XVIII, a partir da morte de um mestre vidraceiro que leva consigo o segredo da fórmula de fabricação do "vidro-rubi". Premonições, previsões que se realizam, fenômenos paranormais e momentos de delírio e violência contribuem para sustentar o clima mórbido da Baviera.

Fonte: Cineplayers



 7.2/10                                     Trailer
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domingo, 27 de agosto de 2017

A ÚLTIMA PALAVRA - 1968

Letzte worte, 1968
Legendado, Werner Herzog

Formato: AVI
Áudio: alemão/grego
Legendas: português
Duração: 13 min.
Tamanho: 135 MB
Servidor: Uptobox (parte única)


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SINOPSE
O filme conta a história do último homem a deixar a ilha de Spinalonga, conhecida por ser um reduto de leprosos. O homem se recusou a abandonar a ilha e foi, então, forçadamente tirado de lá. Ele agora vive em Creta, onde toca lira num bar durante a noite e se recusa a falar, nem uma única palavra.


  6.3/10                                     Trailer
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sábado, 26 de agosto de 2017

O GRANDE ÊXTASE DO ENTALHADOR STEINER - 1974

Die Große Ekstase des Bildschnitzers Steiner, 1974
Legendado, Werner Herzog
Formato: avi
Áudio: alemão
Legendas: português
Duração: 45 min.
Tamanho: 350 MB
Servidor: 1Fichier (Parte única)

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SINOPSE
Já no plano de abertura, Werner Herzog não se inibe de denunciar o fascínio com que filma o personagem título de O Grande Êxtase do Escultor Steiner. Quando o corpo do esquiador Walter Steiner decola pela rampa de neve e é suspenso no ar para o salto, o diretor evidencia não apenas a condição de documentarista para a qual foi contratado, mas sobretudo a de um admirador. Neste instante, a opção pelo slow motion dilata a relação entre tempo e ação e transforma o voo de Steiner em um momento de êxtase não só para o personagem, cuja dedicação ao esporte que pratica é notável de uma maneira inusual, mas para o próprio filme — e também para o diretor, que entre tantas maneiras possíveis para iniciá-lo opta justamente por entregar, antes mesmo da aparição do título, a imagem-chave de sua narrativa: o corpo de Steiner rompendo as cores do céu, flutuando há metros do solo. A música de Popul Vuh, grupo com participação fundamental nas trilhas-sonoras de Herzog durante as décadas de 70/80, complementa esta breve e imersiva composição sensorial que, em um plano de 40 segundos, produz uma eficiente síntese da força e dos interesses deste espetacular documentário.
Steiner é o primeiro trabalho de Herzog em média-metragens documentais para a televisão, precursor de algumas operações que se tornariam corriqueiras na metodologia adotada pelo cineasta para seus trabalhos de documentarismo — tanto na televisão quanto no cinema. A mais notável, naturalmente, é a presença de Herzog à frente das câmeras e na trilha de narração extra-diegética, transformando a si e seu contato com o objeto filmado em elementos narrativos imprescindíveis para atingir a expressividade almejada — procedimento que aqui, curiosamente, fora imposto pela produtora de televisão que o contratou, mas que se torna fundamental para a potência do filme. Com esta característica, a partir de O Grande Êxtase…, Herzog construiria toda uma linha de documentários pela qual busca registrar pessoas reais que se aproximem da idiossincrasia de alguns personagens representados por sua ficção, especialmente aqueles interpretados por Klaus Kinski; homens que vivem sob um híbrido de loucura, sonho e obstinação, e que sustentam o estereótipo de personagem herzoguiano, não raramente apropriado como definição instransponível de seu cinema — apesar de representar com mais justiça um certo e fundamental recorte dele.
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    7.8/10                                     Trailer
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sexta-feira, 25 de agosto de 2017

TERRA DO SILÊNCIO E DA ESCURIDÃO - 1971

Land des Schweigens und der Dunkelheit, 1971
Legendado, Werner Herzog

Formato: avi
Áudio: alemão
Legendas: português
Duração: 1h 25min.
Tamanho: 694 MB
Servidor: 1Fichier (Parte única)

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SINOPSE
O documentário narra a história da cego-surda Fini Straubinger. Fini, que no filme já é uma senhora idosa, sofreu um acidente aos nove anos — caindo da escada do terceiro para o segundo andar e sofrendo um grande impacto nas costas e na cabeça. Desde então, ela passou a sentir uma constante dor e a perder a visão aos poucos. Aos 15 anos, a garota passa a ser obrigada a ficar na cama direto. E, três anos depois, começou a ter problemas para escutar. Sem um tratamento específico, Fini ficou na cama por quase 30 anos – até ser “acordada” e passar a atuar na instrução e cuidado de outros deficientes auditivo e visuais.
Sim, esse poderia ser um documentário apelativo e piegas, no qual a deficiência física dos seus personagens fosse apenas um caminho simples para o sentimentalismo fácil. Por sorte, as marcas do cinema de Werner Herzog levam essa história para outras dimensões. Mais do que um filme sobre a sofrida trajetória dessa mulher excepcional, da quase vegetação ao ativismo constante na luta pelo tratamento de outros cego-surdos por toda a Alemanha, o diretor faz também um filme sobre o tato como experiência. Assim, tocar o mundo (os animais, as plantas, o avião) e tocar aos outros (os toques das mãos como forma de comunicação e de contato privilegiado) passam a ser questões vitais para a câmera do diretor. A sua âncora é a presença de Fini (do seu corpo e acima de tudo da sua voz) e o seu guia é a maneira da personagem lidar com o mundo.
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     8.0/10                                     Trailer

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quinta-feira, 24 de agosto de 2017

FATA MORGANA - 1971

Fata morgana, 1971
Legendado, Werner Herzog

Formato: avi
Áudio: alemão
Legendas: português
Duração: 1h 16min.
Tamanho: 690 MB
Servidor: 1Fichier (Parte única)

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SINOPSE
"Fata Morgana" foi rodado em 1969 e, como o próprio título aponta, filma uma sucessão de miragens no deserto do Sahara. Concebido originalmente como um projecto de ficção científica (as palavras são do realizador), organiza-se em três partes distintas: criação, paraíso e a idade do ouro, cabendo a cada uma delas um narrador diferente, entre os quais Lotte Eisner. Se Herzog é conhecido por rodar em condições particularmente difíceis ou mesmo impossíveis, confessará que nenhum filme foi tão problemático como este em virtude das altas temperaturas do deserto

Fonte: Cinecartaz


     7.0/10                                     Trailer

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quarta-feira, 23 de agosto de 2017

FITZCARRALDO - 1982

Fitzcarraldo, 1982
Legendado, Werner Herzog

Formato: mkv
Áudio: alemão/espanhol/italiano
Legendas: português
Duração: 2h 38min.
Tamanho: 2,10 GB
Servidor: Uptobox

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SINOPSE

“Nós somos feitos do tecido de que são feitos os sonhos”.

Começo este artigo sobre Fitzcarraldo citando um dos mais famosos pensamentos do dramaturgo inglês William Shakespeare, autor de inúmeros clássicos da literatura mundial. Mas, afinal, o que teria Shakespeare a ver com Werner Herzog, diretor da obra em questão? Nada e tudo, repartindo o mesmo embrulho de significância. O excêntrico cineasta alemão jamais utiliza qualquer pensamento shakespeariano ao longo desta grandiosa e megalômana produção (aliás, a sentença acima é referenciada na obra-prima inigualável O Demônio das Onze Horas, de Jean-Luc Godard, em meio a outras tantas referências artísticas e filosóficas que emolduram um dos maiores feitos da humanidade – e não apenas artisticamente falando), mas, parece que evoca e reflete a supracitada frase do finado pensador a cada segundo deste impressionante, poético e reflexivo épico sobre o combustível que move a existência humana: os sonhos.

Afinal, de nada mais trata Fitzcarraldo se não de sonhos, não importando a origem, a imensurabilidade, a significância, a plausibilidade ou nenhum outro fator externo que possa interferir, tanto para auxiliar quanto para dificultar sua realização. E é de sonhos que se constitui a essência de Brian Sweeney Fitzgerald, ou, como o próprio prefere se chamar, Fitzcarraldo (nome cuja origem se dá na linguagem nativa da região em que é ambientada a obra), protagonista deste filme. Irreverente, endiabrado e com constantes delírios de grandeza, Fitzcarraldo, após desistir da construção de uma linha férrea em meio à floresta, parte para um novo desafio: agora, quer, a todo o custo, construir o maior teatro de ópera que a selva amazônica já vira em todos os tempos, em um lugar completamente isolado do mundo, no meio da mata nativa. Para tanto, não mede esforços nem muito menos dimensões, tentando fazer do impossível seu mais fiel aliado e, ademais, o que é pior, o verdadeiro e único objetivo a ser alcançado.

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     8.2/10                                     Trailer


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sábado, 19 de agosto de 2017

LA SOUFRIÈRE - 1977

La Soufrière - Warten auf eine unausweichliche Katastrophe, 1977
Legendado, Werner Herzog

Formato: avi
Áudio: alemão
Legendas: Pt-Br
Duração: 30 min.
Tamanho: 242 MB
Servidor: Uptobox (Parte única)

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SINOPSE
Em 1976, o vulcão La Grande Soufrière, na ilha Basse-Tere em Guadalupe, estava prestes a entrar em erupção. Werner Herzog, que a essa altura já era um diretor conceituado, seguiu as notícias e se surpreendeu quando leu que a população da ilha tinha sido evacuada, mas que um homem se recusou a partir. A decisão desse homem levou Herzog a tomar outra decisão completamente doida: ir com mais dois fotógrafos pra ilha, conversar com o morador.
É dessa aventura que nasceu La Soufrière – Waiting for an Inevitable Disaster [La Soufrière – Warten auf eine unausweichliche Katastrophe] (1977), um documentário de pouco menos de meia hora, mas que é com certeza um dos mais marcantes da carreira do Herzog. Esse é um filme que traz várias marcas dele da época e prenuncia aquilo que veríamos no seu trabalho nas décadas seguintes.
Como em outros documentários dirigidos pelo Herzog, este aqui também é narrado por ele mesmo (o que, pros fãs, só aumenta o apelo do filme!).
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                                               7.9/10                                     Trailer



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sexta-feira, 18 de agosto de 2017

MEU MELHOR INIMIGO - 1999

Mein liebster Feind, 1999
Legendado, Werner Herzog

Formato: avi
Áudio: inglês/alemão/espanhol
Legendas: Pt-Br
Duração: 1h 35min.
Tamanho: 593 MB
Servidor: 1Fichier (Parte única)

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SINOPSE
Filme sobre a tempestuosa e também lendária relação de trabalho entre dois mitos do cinema, Werner Herzog e Klaus Kinski, e seus planos independentes e simultâneos de um matar ao outro. Um relacionamento de amor e ódio, que é um complicado quebra-cabeças para quem está de fora, mas ao mesmo tempo revela a profunda confiança entre um diretor e um ator. Uma rede de coincidências levou Herzog, então um estudante de 13 anos, a encontrar Kinski no mesmo apartamento em Munique. Em um ataque de raiva, Kinski destruiu todos os móveis do lugar. Era apenas um de seus acessos de fúria. Assim, Herzog sabia o que o esperava quando, alguns anos mais tardes, chamou Kinski para trabalhar em Aguirre, A Cólera dos Deuses. Herzog e Kinski trabalharam juntos em cinco filmes.

Fonte: Filmow


                                               7.9/10                                     Trailer



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quinta-feira, 17 de agosto de 2017

A BATALHA DE ARGEL - 1966

La Battaglia di Algeri, 1966
Legendado, Gillo Pontecorvo

Formato: mkv
Áudio: francês/italiano 
Legendas: Pt-Br
Duração: 2h 01min.
Tamanho: 607 MB
Servidor: Uptobox (Parte única)

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SINOPSE
A luta da Argélia para se tornar independente da França é narrada pela trajetória de Ali, líder da Frente Algeriana de Libertação Nacional (FLN), desde o momento em que ele se une à organização, quando ainda era um pequeno ladrão, até sua captura, juntamente com os últimos líderes do movimento, e por fim a execução de todos pelo governo francês. Construído com um suspense crescente, o filme conta em paralelo a guerra dos rebeldes, fundada em métodos não convencionais, e as medidas cada vez mais extremas tomadas pela França. Banido por muitos anos na França e proibido no Brasil na época da ditadura militar, A batalha de Argel [The Battle of Algiers] conquistou o Prêmio da Crítica Internacional no Festival de Veneza de 1966 e, em 1969, quando foi lançado nos Estados Unidos, recebeu duas indicações ao Oscar, nas categorias de melhor direção e melhor roteiro original.

Fonte: Interfilmes


                8.1/10                                     Trailer



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quarta-feira, 16 de agosto de 2017

HANA-BI - FOGOS DE ARTIFÍCIO

Hana-bi, 1997
Legendado, Takeshi Kitano


Formato: AVI 
Áudio: japonês
Legendas: português
Duração: 1h 43 minutos
Tamanho: 692 MB
Servidor: Uptobox (Parte única)

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Parte única

SINOPSE
Hana-Bi é um dos raros filmes que se vê como quem está diante de uma obra única, feita com todo o rigor possível, com todos os seus elementos – seja cênicos, dramáticos ou imagéticos – relacionando-se a cada instante. Ou seja, vê-se Hana-Bi como quem está ouvindo uma excepcional peça sinfônica. Nessa peça, Takeshi Kitano consegue não só dar conta do universo violento de seus filmes de policial (Violent Cop, Sonatine), como também consegue incorporar nele todo o olhar esperançoso/melancólico/juvenil de Volta às Aulas (que também tem o nome de Juventude Perdida) e Cenas de Praia.

Em Hana-Bi, os mortos têm tanta importância quanto os vivos. A filhinha do policial Nishi (interpretado por Takeshi Kitano) e de Miyuki, sua esposa, está morta, e a própria Miyulki carrega consigo uma doença fatal, incurável (leucemia, diz um policial amigo de Nishi). De outra parte, Horibe, policial parceiro de Nishi, perde o uso das pernas quando é alvejado por um yakuza e passa a ser renegado pela mulher e pela filha, e vai isolar-se numa casa à beira da praia. Kitano vai observar as vidas desses três seres quase mortos, populados pela morte em mais de um sentido, para tentar alçá-los a mais um bocado de vida.

Nishi é o personagem principal da história. O filme funciona a partir dele, é ele o fio condutor que une toda a narração. Um incidente primordial, acontecido antes da história que Kitano nos mostra, parece dominar seus pensamentos: num shopping, em um tiroteio – que sempre vemos fragmentadamente, sem som e em câmara lenta – Nishi se atraca com um yakuza e outros dois policiais vêm em seu apoio. Um morre e outro é ferido. Como em uma sinfonia, esse é o motivo geral do filme, dando o tom para o clima desesperançoso e violento que o filme terá até seu final.

Hana-Bi trabalha sobretudo com duas metáforas-guias: os fogos de artifício e as flores. De fato, os dois são belos, mas de uma beleza fugaz, fugidia. Takeshi Kitano faz uso dessas imagens para associá-las a seus personagens. Através dos olhos de Kitano, podemos ver a beleza se esvaindo dos vivos, causando extremo desgosto a Nishi, aquele que vai até o fim lutar contra o apagamento da beleza. É ele quem vai restituir a vida a Horibe, presenteando-o com um kit de desenho, que será então seu refúgio; é Nishi que acompanha a sua esposa moribunda tentando fazer com que lhe valham todos seus minutos restantes; e por fim é ele que se responsabiliza pela ex-esposa do policial que morreu em seu lugar. Mas que não se pense que existe nele a mínima esperança da vida ganhar no final: ele sabe disso e espalha seu inconformismo pelas mais inocentes vítimas, como os jogadores de baseball ou a menina da pipa.

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                7.9/10                                     Trailer



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terça-feira, 15 de agosto de 2017

SOLARIS - 1972

Solyaris, 1972
Legendado, Andrei Tarkovsky

Formato: mkv
Áudio: russo/alemão
Legendas: português
Duração: 2h 47min
Tamanho: 790 MB
Servidor: Uptobox (Parte única)

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Parte única

SINOPSE
O famoso psiquiatra Kris Kelvin (Donatas Banionis) vai à estação espacial Solaris com uma importante missão científica: decidir se deve o trabalho realizado de investigação sobre um misterioso planeta deve continuar. Ao chegar à estação Kelvin já é surpreendido pelo suicídio de um dos integrantes da tripulação, sendo que outros dois, Snaut (Jüri Järvet) e Sartorius (Anatoli Solonitsyn), estão à beira da loucura. Com o tempo o próprio Kelvin passa a se sentir estranho, tendo transes oníricos onde vê sua ex-esposa Hari (Natalya Bondarchuk), falecida há anos.

Fonte: Adorocinema


                8.1/10                                     Trailer



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