Importante

Para que o blog continue é fundamental que vocês deixem o filme compartilhando por pelo menos 3 vezes o tamanho do arquivo original. Se um arquivo tem o tamanho de 1gb, é importante que vocês deixem compartilhando até atingir 3gb. Isso ajudará a manter o arquivo com seeds (sementes) para que outras pessoas possam baixam os arquivos.
Mostrando postagens com marcador .John Cassavetes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador .John Cassavetes. Mostrar todas as postagens

domingo, 17 de maio de 2020

ASSIM FALOU O AMOR - 1971

Minnie and Moskowitz, 1971
Legendado, John Cassavetes

Formatos: avi
Áudio: inglês
Legendas: português
Tamanho: 1,40 GB

Torrent convergente

SINOPSE
Seymour Moskowitz, longo cabelo loiro e um impressionante bigode, trabalha num estacionamento e vai ao cinema ver filmes com Humphrey Bogart. Seymour fala de carros, dinheiro e comida. Minnie Moore trabalha num museu e também ela vê filmes com Bogart. E acaba de se separar do seu amante. Um dia, depois de um almoço desastroso com um pretendente, Minnie conhece finalmente Seymour. Dois seres que vão começar a mais improvável e imprevisível das relações.

Fonte: Cineplayers


7.4 de 10 80% - 86%1 h 54 min Trailer



Screenshots

domingo, 27 de outubro de 2013

NOITE DE ESTREIA - 1977

Opening night, 1977
Legendado, John Cassavetes


Formato: AVI
Áudio:inglês
Legendas: português
Duração: 144 min.
Tamanho: 1,45 GB
Servidor: Depositfiles e Mega (3 partes)

LINKS

SINOPSE
Myrtle Gordon (Gena Rowlands) é uma famosa atriz de meia idade, que passa por uma crise de identidade por se sentir culpada pela morte de uma ardorosa fã na estréia de sua nova peça teatral. Myrtle passa a ver a mulher em alucinações e se recusa a aceitar o papel de uma mulher que envelhece.

Fonte: Adorocinema
The Internet Movie Database: IMDB - NOTA IMDB: 7.8


ANÁLISE

Não poderia haver título mais teatral para Noite de Estréia(Opening Night), de John Cassavetes. Também não poderia haver atuações mais teatrais para a composição desse trabalho. Nesse caso, as atuações "teatrais" cabem como um elogio, já que, normalmente, minha tendência é a de usar a expressão para designar trabalhos nos quais os atores se comportam com o "over" ligado no máximo, como se estivessem realmente no palco - e não defronte de câmeras -, onde a necessidade das caretas, do berro e do gestual mais ampliado se fazem instrumentos necessários para que se possa alcançar o público lá distante (o que acaba - invariavelmente - por não resultar em bom desempenho na telona).
Geena Rowlands, como a atriz em crise por não querer encarar o fato de estar envelhecendo, entra em um redemoinho emocional atormentador após a morte de uma fã, poucos instantes após um estranho e próximo contato. Há uma extraordinária seqüência, que se inicia na saída de um teatro, envereda pela rua e sua iluminação noturna e artificial sob chuva, "embarca" num carro, e se completa com a câmera observando um acidente, seca e chocantemente filmado, um pouco "mais atrás". Seqüência que servirá de base para o início mais evidente da queda emocional da atriz, e que é toda musicada por um ritmo grandiloqüente que surgirá por diversas vezes durante o transcorrer da película, deixando no ar uma sensação estranha, que na realidade representa mais uma maneira de intervenção do diretor, com o provável propósito de evidenciar o espetáculo, afastando-o e posicionando-o acima da vida comum.
Rowlands encarna seu personagem de maneira tão assustadora que não dá para ficar impassível quando ela surge na tela. Em algumas cenas a sua entrega é tão evidente que surgem dificuldades em diferenciar a pessoa/atriz da personagem, Myrtle Gordon, ou que não me visse remetido à figura de Mabel (a própria Geena) enlouquecendo no filme Uma mulher sob influência. A combustão que ela consegue em associação com Cassavetes é rara. Seus desempenhos estão entre os mais marcantes na história da arte, e o diretor sabia como extrair o máximo dela; evidentemente. Mas a figura deNoite de Estréia vai além. O fato de ela se embebedar não significa que veremos uma atriz superatuando ou se amparando em clichês para compor aqueles momentos tão específicos, mas sim, que nos sentiremos envolvidos pelo cheiro do álcool e muito próximos das angústias que a levaram a tais limites. Quando ela reencontra uma figura improvável, em situação que poderia remeter a sentimentalismo fácil, o que acontece é toda uma explosão de reações reais e cruas - devidamente filmadas e coreografadas pelo diretor, logicamente - que dão vontade de levantar e ir embora da sala de cinema. Ou quando ela, com uma veracidade que poucas vezes tive a oportunidade de ver na tela grande, bate a cabeça insistentemente contra o batente de uma porta, criando momentos que quase fazem com que o espectador salte tela adentro, em seu auxílio.

Toda a seqüência final é uma deslavada homenagem ao teatro, com situações de riso e improviso muito reais e com uma boa dose de humor embutida. É como se o diretor a tivesse preparado para deixar bem evidente o quanto os atores são fundamentais em sua obra - apesar de, por vezes, dado o grau de excelência técnica ao qual chegou em sua carreira e seu modo peculiar de montagem, parecer que esse vértice da composição cinematográfica (os atores) não lhe seria de importância tão vital. 

Em Noite de Estréia, novamente o diretor se mostrou genial e mais amadurecido. Seu ritmo frenético está mais apaziguadoaqui, mas seus cortes continuam insinuantes e suas lentes ainda buscam o âmago dos personagens. Porém, esse tal ritmo "apaziguado" ganha seu correlato em ousadia através do modo com que ele introduz a música na fita, por diversos momentos. Repetindo a idéia central: Cassavetes a introduz como se fosse uma bandeira para deixar bem claro que, apesar de estar retratando o ser humano, o veículo é o do espetáculo; o cinema.

Análise retirada do site Omelete

























































sexta-feira, 11 de outubro de 2013

SOMBRAS - 1959

Shadows, 1959
Legendado, John Cassavetes

Classificação: Bom

Formatos: AVI
Áudio: inglês
Legendas: português
Duração: 81 min.
Tamanho: 800 MB
Servidor: Depositfiles (2 partes)

LINKS


SINOPSE
A primeira obra rodada por Cassavetes conta-nos a história de três irmão de etnias diferentes residentes em Manhattan; o irmão mais velho (Hug Hurd) um cantor de segunda é visivelmente negro, Beni (Ben Carruthers) passa por "mulato" enquanto que Lelia (Lelia Goldoni) é tipicamente branca. Esta obra foi filmada sem a existência de guião, crescendo a partir do improviso dos actores, dando ao filme uma rara sensação de delicadeza e "convivência" emergidas de uma intocável naturalidade e beleza.
As principais explorações deste filme são assuntos como o racismo, a forma blaze de encarar a vida, família e carreiras falhadas; assuntos retratados correntemente, mas neste caso de uma forma moderna cheia de charme, forma esta que consegue fazer frente ao charme de Godard. As linhas de baixo e o resto da banda sonora criam um estranho ambiente de conforto e um filme inteiramente prazeroso.
Possivelmente esta é uma intrepretação minha e possivelmente errada mas eu encontrei bipolaridade em várias personagens, as carregadas nuances nas alterações dos sentimentos das personagens era de tal forma vincada que me conseguiu fazer engolir aquilo como usual.
A contemporaneidade do filme surge ao mesmo tempo que a da Nouvelle Vague, merecendo ser destacada com igual relevo devido à sua fresca e despreocupada visão.
Retratando a geração beat emergente nos anos cinquenta, geração esta que entrou em rejeição com os valores mainstream, Shadows define-se como uma relíquia sintetizada e expressiva desse mesmo movimento/época.
Uma obra de imortal independência que se consegue enaltecer devido à vitalidade que a cor amadora da equipa proporciona ao filme.  

The Internet Movie Database: IMDB - NOTA IMDB: 7.2


ANÁLISE

Nas ruas úmidas e enevoadas de Nova York se vê, como em qualquer outra grande metrópole, pessoas das mais variadas raças, ideologias, descendências, se cruzando umas com as outras sem notar o sujeito que está ao lado, cada uma com grandes histórias para contar que muitas vezes serão deixadas na beira da calçada.
John Cassavetes
Na mesma cidade, no ano de 1959, era exibido nos cinemas Sombras, primeiro filme de John Cassavetes (1929-1989). No filme, assistimos a história da garota Leila, seu amor por Tony e suas relações com os irmãos dela. Mais do que isso, podemos dizer que o filme se trata da relação de todos eles com a cidade e o que esta tem a oferecer às amizades e à paixão do casal central. Em uma das cenas mais belas, Ben, um dos irmãos de Leila, leva os seus amigos para passear pelo Museu de Arte Moderna, e o que vemos é a interação completa dos personagens com o espaço. Os três amigos andam pelo Museu tentando interpretar as obras mostradas, tentando extrair do que veem algo que valha para a vida deles, mas não conseguem.
Essa é outra característica de Sombras: as pessoas ali são à margem da sociedade e tentam se encaixar da forma que for, seja apreciando obras de arte, organizando festas ou dando em cima de mulheres em bares. Leila, seus irmãos e amigos são marginalizados, por terem baixa renda ou por serem negros e mestiços. Mesmo todos tendo uma condição social parecida, muitas vezes os preconceitos pela cor os movem uns contras os outros.
Mas o que mais marca é a maneira de ele parecer um “filme de rua”. A câmera (às vezes na mão) passeia por avenidas, plataformas de trens, casas, táxis, preocupado com o que cada um desses lugares tem a mostrar; quer ver rostos de passantes e gente desconhecida, pessoas como aquelas lá de cima; Nova York foi pra tela de cinema em carne e osso. O que acentua esse aspecto também é a técnica de improvisação de Cassavetes, que usava atores não-profissionais.
Este genial diretor foi casado com a atriz Gena Rowlands. Trabalharam juntos em vários filmes, como Faces e Amantes. Morreu de cirrose hepática por seus problemas com a bebida. Mesmo com uma morte nada gloriosa para um grande expoente do cinema independente, ele será sempre lembrado por ter avançado a narrativa e o modo de filmar americano.
Fonte: Cinecafe