terça-feira, 10 de novembro de 2015

ESSE AMOR QUE NOS CONSOME - 2012

Esse amor que nos consome, 2012
Alla Ribeiro


Formato: AVI
Aúdio: português
Duração: 80 minutos
Tamanho: 700 Mb

Servidor: 1Fichier (Parte única)

LINK

SINOPSE
Gatto Larsen e Rubens Barbot são companheiros há mais de 40 anos. Eles acabam de se mudar para um casarão abandonado no centro da cidade, onde ensaiam com sua companhia de dança. O dia-a-dia da dupla envolve a criação artística e a crença nos orixás. Através da dança, eles marcam os territórios do Rio de Janeiro.

Fonte: Adorocinema
The Internet Movie Database: IMDB - NOTA IMDB: 6.6

Screenshots

terça-feira, 3 de novembro de 2015

A VIDA SOBRE A TERRA - 1998

La Vie sur terre, 1998
Legendado, Abderrahmane Sissako

Formato: mkv
Aúdio: francês/bambara
Legendas: Pt-Br
Duração: 60 minutos
Tamanho: 1,03 Gb
Servidor: 1Fichier (Parte única)


DOWNLOAD
Parte única

SINOSPE
Nos últimos dias de 1999, após alguns tiros terem sido disparados em um supermercado francês, Dramane (Abderrahmane Sissako) escreve uma carta para seu pai, que mora em Mali, sua terra natal. Quando viaja de volta para casa ele conhece uma bela jovem, que o faz considerar outros caminhos a seguir. Mas após a passagem de ano nada parece ter mudado na vila, contrastando as dificuldades do local com a modernidade européia.

Fonte: Adorocinema
The Internet Movie Database: IMDB - NOTA IMDB: 6.9


ANÁLISE

A beleza de um filme como A Vida na Terra não se explica com palavras num papel. Ele foi feito para ser visto/ouvido/vivido. É um filme absolutamente sensorial e muito pouco racional. Tendo sido proposto como parte da série "2000 visto por...", filmes sobre a noite da passagem do milênio, ele é o oposto completo de O Muro, outro filme da série já exibido aqui. O que este tinha de excessivo, óbvio e descuidado, parecendo um trabalho de pura obrigação contratual, este tem de trabalho de amor, de artista de verdade, belíssimo.

O filme começa com um longo e intrigante plano que passeia pelas prateleiras de um supermercado. Um homem sobe as escadas rolante com um grande urso de pelúcia. Corta para uma árvore frondosa no meio da planície africana. Como a narração indica, e nós logo entendemos, o pouco que o filme tenta ter de história é isso: um exilado africano em Paris que volta para seu país de origem para a passagem do milênio. A partir disso, poderia se esperar mil clichês dos conflitos deste personagem de volta ao seu continente, das adaptações, da recepção, dos hábitos. Mas o filme não é sobre este personagem. Apenas se utiliza desta premissa para fazer uma investigação poética da terra de origem, a região de Sokolo, às vésperas do século XXI. O filme se estrutura em cenas soltas, sem continuidade, sons, narração poética-literária, muita música, não tentando contar UMA história, mas sim traçar um painel desta terra. Terra dividida entre as distantes influências da civilização, que ela precisa consumir desde a colonização européia (o que traz tanto avanços tecnológicos como dependência externa e miséria), e por outro lado a natureza exuberante que a cerca, a força do milenar, do que sempre esteve lá. Um tema recorrente do filme é a comunicação precária entre esta terra e o resto do mundo, simbolizada pelo único telefone do local que nunca funciona como se espera. É um lugar que não se faz ouvir. Por outro lado o rádio revela o resto do mundo, da mesma forma que age como passatempo para os homens ociosos.

Dentro do painel que é criado, fica explícito o quão insano são alguns expedientes da vida urbana moderna, como a própria "passagem do milênio". Paradoxalmente (pois sua simples existência como filme se deve a esta euforia), o diretor mostra que para aquelas pessoas isso não faz a menor diferença. Nós nem vemos a noite do reveillon no filme, um golpe de gênio. O rádio anuncia os preparativos em Paris, depois do fim do dia há um corte, um novo amanhecer com as mesmas atividades (humanas e animais), e mais uma vez é o rádio que nos diz que já estamos em 1º de janeiro de 2000, e conta como foram os festejos em Paris. Para aquele local (e, pensando bem, para todos nós), não faz a menor diferença. Os problemas são os mesmos, as alegrias também. Um morador só pede que o ano novo não seja tão penoso. Não por eles, mas pelas crianças.

Análise retirada do site Contracampo

Screenshots