segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Mundo livre

IT'S A FREE WORLD..., 2007
Legendado, Ken Loach


"A mão-de-obra barata é o coração da economia britânica e o governo precisa subverter sua própria legislação, ou seja, assegurar-se de que o salário mínimo não será pago, pois se fosse, o preço da comida e da roupa aumentaria, a inflação subiria e a economia ficaria desequilibrada...",  Ken Loach

Formato: AVI
Áudio: inglês/polonês
Legendas: português
Duração: 96 min.
Tamanho: 380 mb
Servidor: Rapidshare (2 partes)

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SINOPSE
Angie (KIerston Wareing) é uma jovem que acaba de ficar desempregada. Não é a primeira vez que isso acontece. Mas, mesmo que não tenha educação formal, ela tem energia, perspicácia e ambição. Junto com a amiga Rose (Juliet Ellis), decide ter o próprio negócio e monta uma agência de recrutamento de trabalhadores imigrantes.

Ken Loach fez um grande filme, um dos retratos mais crus, anti-moralistas da realidade social britânica, leia-se, europeia, mas nenhuma distribuidora se dignou a distribui-lo nas salas nacionais. Não há obra mais pertinente que esta: um pedaço vivo da realidade da imigração ilegal, da questão do desemprego, da desintegração das famílias, todo o círculo vicioso que aflige as sociedades modernas está aqui contido e filmado sem juízos ou um pingo de sentimentalismo, sem leituras abusivas, retórica política ou super-heróis salvíficos ou sacrificiais.

The internet movie database: IMDB

Um pouco sobre Ken Loach


Ken Loach nasceu em 17 de Junho de 1936 em Nuneaton, Warwickshire, no Reino Unido. Desde cedo tornou-se militante trotskista. Foi aos 25 anos, e enquanto estudava direito em Oxford, que teve o primeiro contato com as artes cênicas, atuando no grupo de teatro da universidade.
Após ter terminado a sua formação, começa a trabalhar no Teatro de Northampton Repertory como assistente de encenação; mas o interesse pelo mundo audiovisual leva-o à BBC, onde começa a trabalhar com o produtor Tony Garnett na realização de uma série de documentários: a "Wednesday Play". Um dos episódios é o impactante "Cathy come home", de 1966, que denuncia a situação dos sem-tetos diante da inflexibilidade das políticas inglesas, revelando desde logo a sua tendência social e realista que iria marcar as suas produções audiovisuais. 
Em 1968, no auge de sua carreira televisiva, Ken Loach faz a sua estreia no cinema com "Poor cow" e, em seguida, "Kes", em 1969. Na década de 1980, em plena época do thatcherismo (referência à ex-primeira-ministra inglesa Margaret Thatcher, 1979-1990), Ken Loach enfrenta uma forte oposição. O conteúdo dos seus trabalhos foi boicotado através de uma censura que passava pela má distribuição dos seus filmes, da dificuldade de financiamento e do pouco "interesse" que a televisão tinha em passar filmes com tais conteúdos. 
Ken Loach decide então apostar no documentários, em uma tentativa de passar mensagens de forma mais direta. 
Depois de acumular tantos reveses, a década de 1990 foi uma reviravolta na carreira do cineasta, que passou a ser reconhecido como um dos grandes diretores europeus. O sucesso do thriller político "Agenda Secreta" abriu as portas para outros filmes, tais como "Terra e liberdade", "Meu nome é Joe" e "Pão e rosas."

Fonte: esquerda.net

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