Taego Ãwa , 2016
Henrique Borela e Marcela Borela
Formato: avi
Qualidade do vídeo: XviD
Resolução: 960 X 540
Formato de Tela: 16:9
Frame Rate: ~24.000 FPS
Áudio: português
Legenda: -
Tamanho: 1,12 Gb
Não
por acaso, o que dispara a produção do filme é a descoberta de arquivos
com imagens dos Ãwa. No caso dessa tribo específica, há uma série de
características curiosamente muito afeitas a um trabalho com as imagens.
Os Ãwa, já chamados de “índios invisíveis”, parecem não só marcados
pela permanente violência e violação de seus direitos, mas também por
uma recorrente questão de visibilidade e invisibilidade. Pelo seu
histórico de reclusão e contato tardio com a sociedade branca, a tribo
parece alimentar um certo apetite genocida de faze-los visíveis (cujo
episódio da invasão de 1973, retratado pelo filme, articula bem, já
ligando violência física e imagética). De certa maneira, a resistência
dos Ãwa parece ser uma resistência dupla: a de se fazer visto e a de
fixar uma identidade ou uma “natureza”. O filme sugere, via acúmulo de
um histórico de agressões físico-imagéticas, que o que parece “natural”,
sua “cultura original” (conceitos cordialmente genocidas, já que
cultura é processo e troca), é justamente a mutação como resistência:
índios que se juntam, se separam, migram, remigram, se misturam com
outra tribo por espontânea vontade. Na cultura e nas imagens, a pureza é
um mito branco.
Fonte: revistacinetica
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