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terça-feira, 27 de agosto de 2013

AMARELO MANGA - 2002

Amarelo manga, 2002
Legendado, Cláudio Assis

Classificação: Excelente

Formato: AVI
Áudio: português
Duração: 102 minutos
Tamanho: 700 MB
Servidor: Mega (4 partes)

LINKS
Parte 1
Parte 2
Parte 3
Parte 4

SINOPSE
No subúrbio de Recife, Lígia (Leona Cavalli) acorda já mal humorada, pois terá de suportar mais um dia servindo fregueses, que às vezes a bolinam no bar onde trabalha. Quando o dia terminar, só lhe restará voltar ao seu pequeno quarto, em um anexo do bar, e dormir para suportar a mesma coisa no dia seguinte. Paralelamente Kika (Dira Paes), que é muito religiosa, está freqüentando um culto enquanto seu marido, Wellington (Chico Diaz), um cortador de carne, decanta as virtudes da sua mulher enquanto usa uma machadinha para fazer seu serviço. Neste instante no Hotel Texas, que também fica na periferia da cidade, Dunga (Matheus Nachtergaele), um gay que é apaixonado por Wellington, varre o chão antes de começar a fazer a comida. Na verdade ele é a pessoa mais polivalente no Texas, pois faz de tudo um pouco. Um hóspede do Hotel Texas, Isaac (Jonas Bloch), sente um grande prazer em atirar em cadáveres, que lhe são fornecidos por Rabecão, um funcionário do I.M.L. Apesar de decantar Kika, isto não impede de Wellington ter uma amante, que está cansada da situação e quer que ele tome logo uma decisão. Já Dunga pretende conseguir Wellington de outra forma, ou seja, fazendo um trabalho em um terreiro, assim de uma vez só ele "dá uma rasteira" na mulher e na amante. Isaac vai se encontrar no bar com Rabecão para lhe avisar que pode levar o cadáver. Lá ele conhece Lígia e sente vontade de ir com ela para a cama, mesmo com Rabecão lhe avisando que ninguém ali transou com ela.

Fonte: Adorocinema
The internet movie database: IMDB - NOTA IMDB: 6.2



















































































































segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

FEBRE DO RATO - 2012

Febre do Rato, 2011
Claúdio Assis
Formato: AVI
Aúdio: Português
Legendas: -
Duração: 105 minutos
Tamanho: 875 Mb
Servidor: Zippyshare

LINKS

SINOPSE
Zizo é um inconformado e anarquista responsável pela publicação do fanzine que dá nome ao filme. Zizo vive isolado em seu mundo particular até conhecer Eneida. Ela se transforma em sua consciência contemporânea e periférica, promovendo grandes transformações em sua vida.
Fonte: Cineplayers

IMDB
TRAILER

ANÁLISE

Você não põe a coleira em uma aberração.  

por Bernardo D.I. Brum

O terceiro filme de Cláudio Assis - sucedendo os tão aclamados quanto criticados Amarelo Manga (idem, 2002) e Baixio das Bestas (idem, 2007) - mostra que o diretor pernambucano não arrefeceu nem um pouco em seu radicalismo formal nem em suas temáticas sempre controversas: as histórias sobre indivíduos da classe baixa da sociedade pernambucana retratam um universo todo próprio e característico, onde assuntos como sexo, desejo, repressão e exploração são explorados constantemente sob uma ótica sempre distante e desconfortável, nunca cômoda ou resignada.

Febre do Rato abre com o ponto de vista de um barco se aproximando do litoral recifense. Vemos a cidade surgindo aos poucos, enquanto ouvimos uma voz declamando poesias. A imagem, que se assemelha com a primeira imagem registrada no Brasil – o ponto de vista de um barco chegando na Baía de Guanabara, filmado por Afonso Segreto – cumpre a mesma função que o registro centenário: irá, em preto e branco, descortinar um mundo muitas vezes ignorado e desconhecido, e a voz declamadora logo se revelará ser de Zizo, um poeta que edita um jornal independente homônimo ao filme, feito à mão, na raça e na coragem pelo próprio através da sua máquina de imprensa e sua fotocopiadora que distribui aos berros e protestos pela sua cidade.

Com Zizo compartilham espaço outros personagens de seu círculo social, pessoas que bebem, fazem sexo, traem, brigam e novamente se unem em uma espécie de união miserável em contraponto à angústia solitária, engolida em seco, de Amarelo Manga ou o desfile de perversões e personagens disfuncionais de Baixio das Bestas; para um artista que aposta no que incomoda, Febre do Rato funciona não apenas como filme, mas também como afirmação de estilo: como nas suas ácidas e críticas entrevistas, seu filme também é uma antítese de um cinema limpo, educado e cartesiano demais; seu grande espaço tempo diegético, a pouca presença de ação dramática, os diálogos com o ritmo de uma conversa cotidiana são racionalmente distante da pathos do cinema tradicional para justamente aproximar espectador do íntimo dos personagens: a nudez, a masturbação, o sexo, o sono, a ressaca pedem mais por instante e menos por pose. 

A fotografia de Walter Carvalho, como sempre acontece em tantos outros trabalhos seus, constrói um olhar carnal sobre os personagens enfocados, revelando sua sensualidade, sua feiúra, seus pequenos instantes, enfim; sua liberdade enquanto ser humano, quando ninguém mais está olhando.

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