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Mostrando postagens com marcador .Ethan Coen. Mostrar todas as postagens
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sexta-feira, 18 de junho de 2021

FARGO - 1996

Fargo, 1996
Legendado, Ethan e Joel Cohen


Formato: AVI
Áudio: Inglês
Legendas: Português
Tamanho: 700 MB

Torrent convergente

Sinopse

Em 1987 em Fargo, no Dakota do Norte, o gerente (William H. Macy) de uma revendedora de automóveis, ao se ver em uma delicada situação financeira, elabora o seqüestro da própria esposa (Kristin Rudrüd) e faz um acordo com dois marginais, que ganhariam um carro novo e metade dos 80 mil dólares que seriam pagos pelo seu sogro, um homem muito rico. Mas uma série de acontecimentos não previstos cria logo de início um triplo assassinato e uma chefe de polícia grávida (Frances McDormand) tenta elucidar o caso, que continua provocando mais mortes.

Fonte: Filmow

 

8.1 de 1094% - 93%1h 38min 
Trailer

 

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domingo, 26 de abril de 2020

BARTON FINK: DELÍRIOS DE HOLLYWOOD - 1991

Barton Fink, 1991
Legendado, Joel Coen e Ethan Coen
 

Formato: avi
Áudio: inglês
Legendas: português
Tamanho: 696 Mb


SINOPSE
Nova York, 1941. Barton Fink (John Turturro) é o dramaturgo do momento e toda a Broadway, além da imprensa, se curva ao seu talento. Como conseqüência Fink vai para Hollywood para escrever um roteiro para um filme B, que aborda a luta livre. Ele se hospeda em Los Angeles no Earle, um hotel de segunda categoria, mas o objetivo de Fink é ficar longe de tudo e todos e se concentrar no seu roteiro. Porém, ele é atingido por um bloqueio de escritor de tal natureza que não consegue escrever nada. Charlie Meadows (John Goodman), seu vizinho, um amigável vendedor de seguros, tenta ajudá-lo mas diversos acontecimentos bizarros aliados a um calor infernal surgem na vida de Barton. O ápice de tudo é quando se vê envolvido em um assassinato que deixa Barton totalmente desesperado e à beira de um ataque de nervos.

Fonte: limaomecanico


7.7 de 10 90% - 89% 1 h 56 min Trailer



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segunda-feira, 13 de abril de 2020

O GRANDE LEBOWSKI - 1999

The big Lebowski, 1999
Legendado, Joel Coen e Ethan Coen
 the Big Lebowski | The big lebowski movie, The big lebowski, Movie ...

Formato: avi
Áudio: inglês, alemão, hebreu e espanhol
Legendas: Pt-Br
Tamanho: 700 MB



SINOPSE
Venice, Califórnia. Jeffrey Lebowski é um desempregado convicto, que vive no ócio e chama a si mesmo de "the Dude". Quando não está sozinho no apartamento, ouvindo canções do Creedence ou usando drogas, está jogando boliche junto com os amigos Walter Sobchak, neurótico por armas, e Donny, um grande jogador que ninguém deixa falar. Um dia alguns desconhecidos invadem o apartamento de Lebowski, cobrando o dinheiro devido por Bunny, sua suposta esposa. "Dude" tenta desfazer o mal entendido, mas um deles se vinga urinando no tapete. Logo em seguida "Dude" descobre que eles estavam atrás de outro Lebowski, um milionário. Irritado com o que aconteceu, já que gostava muito do tapete, "Dude" vai até seu homônimo exigir uma compensação. Sem conseguir nada, ele resolve roubar um dos valiosos tapetes da mansão. Tempos depois, Lebowski pede que "Dude" o ajude a entregar a quantia pedida pelo resgate de Bunny. É quando Walter elabora um plano para desmascarar os sequestradores e ainda ficar com o dinheiro.

Fonte: Papodecinema


8.1 de 10 82% - 94% 1 h 57 min Trailer



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terça-feira, 23 de julho de 2019

FARGO - 1996

Fargo, 1996
Legendado, Ethan e Joel Cohen

Formato: AVI
Áudio: Inglês
Legendas: Português
Duração: 1h 38min
Tamanho: 693 MB
Servidor: Uptobox (Parte única)

LINK
Parte Única

Sinopse
Em 1987 em Fargo, no Dakota do Norte, o gerente (William H. Macy) de uma revendedora de automóveis, ao se ver em uma delicada situação financeira, elabora o seqüestro da própria esposa (Kristin Rudrüd) e faz um acordo com dois marginais, que ganhariam um carro novo e metade dos 80 mil dólares que seriam pagos pelo seu sogro, um homem muito rico. Mas uma série de acontecimentos não previstos cria logo de início um triplo assassinato e uma chefe de polícia grávida (Frances McDormand) tenta elucidar o caso, que continua provocando mais mortes.

Fonte: Filmow



IMDb Rating          8.1




Trailer

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sábado, 28 de maio de 2016

AVE, CÉSAR! - 2016

Hail, Caesar!, 2016
Legendao, Ethan Coen e Joel Coen
Clique na imagem para ver o trailer

Formato: mp4
Áudio: inglês
Legendas: português
Duração: 1h 46 min.
Tamanho: 931 MB
Servidor: 1Fichier 

LINK

SINOPSE
Hollywood, anos 1950. Edward Mannix (Josh Brolin) é o responsável por proteger as estrelas do estúdio Capitol Pictures de escândalos e polêmicas e vive um dia intenso quando Baird Whitlock (George Clooney), astro da superprodução Hail, Caesar!, é sequestrado no meio das filmagens por uma organização chamada "Futuro".

Fonte: Adorocinema
The internet movie database: IMDB - NOTA IMDB: 6.6

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domingo, 9 de fevereiro de 2014

ONDE OS FRACOS NÃO TÊM VEZ - 2007

Filme vencedor dos seguintes prêmios no Oscar 2008: Melhor filme, Melhor diretor (Joel Coen e Ethan Coen), Melhor ator coadjuvante (Javier Bardem), Melhor roteiro adaptado (Joel Coen e Ethan Coen) 

No Country For Old Men, 2007
Legendado, Joel Coen e Ethan Coen

Classificação: Excelente

Formato: AVI
Áudio: inglês
Legendas: português
Duração: 122 min.
Tamanho: 1 GB
Servidor: 1Fichier (3 partes)

LINKS

SINOPSE
Texas, década de 80. Um traficante de drogas é encontrado no deserto por um caçador pouco esperto, Llewelyn Moss (Josh Brolin), que pega uma valise cheia de dinheiro mesmo sabendo que em breve alguém irá procurá-lo devido a isso. Logo Anton Chigurh (Javier Bardem), um assassino psicótico sem senso de humor e piedade, é enviado em seu encalço. Porém para alcançar Moss ele precisará passar pelo xerife local, Ed Tom Bell (Tommy Lee Jones).

Fonte: Adorocinema
The Internet Movie Database: IMDB - NOTA IMDB: 8.2


ANÁLISE

EM ALGUM LUGAR, EM LUGAR NENHUM: NOTAS SOBRE NO COUNTRY FOR OLD MEN 

Os irmãos Joel e Ethan Coen são conhecidos no cinema americano e mundial como cineastas que trabalham temas limites e que tem uma aproximação e uma re-leitura do estilo “Noir” do cinema americano dos anos 40: assassinatos em série; atmosfera tenebrosa; figuras psicóticas; sangue à vontade e suspense. Gosto de sangue (1984); Arizona nunca mais (1986); Na roda da fortuna (1994) e Fargo (1995) são exemplos de uma perspectiva muito própria de levar para as telas alguns questionamentos que destoam do arrumado e previsível “cinema comercial”. Desta vez, acredito que se superaram. Em “No country for old men” (que tem como titulo sugestivo no Brasil “onde os fracos não têm vez”), os Coen fizeram um “filme policial” de intensa dramaticidade e com personagens sui generis, como os de Javier Bardem e Tommy Lee Jones e que no fim acabam por desconstruir a concepção de “filme policial” no estilo americano comercial. A película é ambientada no Texas, já na fronteira com o México, na década de 80. Tem enredo aparentemente simples: trata-se de um caçador que encontra uma série de corpos assassinados pelo tráfico e ao lado de um deles uma maleta cheia de dólar. Ao levar a maleta é perseguido implacavelmente por assassino psicótico, num jogo de gato e rato. Até ai, nenhuma novidade para o cinema americano. Porém a trama é mais rica do que uma brevíssima sinopse. O filme se inicia com uma voz, que é uma espécie de narrador, refletindo sobre as mudanças que a região do Texas vive naquele momento. Sabemos de imediato que a voz de um xerife melancólico que ver a violência ganhar proporções grandiosas e com requinte de crueldade. Saudosamente lembra quando policiais trabalhavam sem armas e com um baixo índice de criminalidade. A grande sacada do filme esta na forma de narrativa do protagonista vivido por Lee Jones. Um policial em fim de carreira e profundamente melancólico com sua impotência diante da “tempestade” que se avizinha, a saber, um temporal de violência gratuita e da mais completa desconsideração pela vida humana. Na fronteira Texas/México uma vida de um ser humano vale tanto quanto a de um cachorro (presença marcante no filme, os cachorros vivem as conseqüências da brutalidade humana sem compaixão). Um policial que conhece o assassino psicótico e sabe da sua c apacidade de perseguição por dinheiro e de sua conduta mafiosa, mas que já não tem nenhuma força para persegui-lo como deveria. A velhice o alcança da maneira mais triste possível e num momento em que se desencadeia um tipo de violência incontrolável. Um detalhe importante: a geografia (o deserto mexicano e taxano) se confunde com a narrativa. O tempo inteiro esse deserto acompanha os personagens e é o espaço onde acontece a luta encarniçada pela sobrevivência. A cena inicial em o caçador encontra vários homens mortos e um cachorro e um deles ainda sobrevivendo numa caminhonete pedindo água e pedindo para fechar a porta do automóvel com medo de lobos, é chocante e indica um rastro de morte e resistência que será a tônica da película dos irmãos Coen. Raríssimas vezes percebe-se alguém rindo no filme. A marca é a seriedade e a tristeza de personagens completamente impotentes perante um sistema implacável com os mais fracos. Vendedores, balconistas, c aixas de supermercado (profissão da esposa do caçador protagonista), funcionários de hotel desfilam no filme com rostos marcados pela escravidão da luz sem misericórdia de quem vive o cotidiano de um processo modernizador que jamais levará em conta a vida humana. Como muito bem afirma a personagem Carla Jean: “Estou acostumada com muita coisa. Trabalho num supermercado”. Frase marcante para situar o lugar de pessoa que “não podem parar o que esta vindo” e que assistem a tudo numa perplexidade sem fim e numa resignação irritante.

Os irmãos conseguem um feito cinematográfico interessante: articular a narrativa em três partes que correspondem a três focos narrativos, onde a trama esta toda articulada e os personagens intrincados numa perseguição que indica toda a ação da película. O primeiro foco é o personagem Llewelyn Moss, um caçador do deserto texano que encontra a mala de dinheiro depois de uma chacina cometida contra um grupo de traficantes (imagina-se de imediato uma guerra de bandidos disputando a venda de drogas). Moss e o dinheiro sofreram uma perseguição frenética de um segundo personagem, que corresponde a um segundo foco narrativo: Anton Chigurh, o matador psicopata que joga com uma moeda para saber se mata ou não qualquer que encontre pela frente. O terceiro e mais importante foco narrativ o é o do xerife Ed Tom Bell, um homem imerso no “passado idílico” em que a policia tinha o controle da violência previsível em qualquer sociedade. Pela narrativa melancólica do xerife é possível entender um processo de mutação em que vive o Oeste americano nunca imaginado na história dos Estados Unidos. Aquele Oeste de John Wayne não existe mais (se é que existiu algum dia fora das lentes cinematográficas) e os “violentos índios” peles vermelhas são brincadeira de adolescentes perto de um crime organizado que espalha um tipo de horror sem precedentes contra uma população impotente e sem rumo num deserto imenso e sob um sol inclemente... A forma como Anton mata as pessoas com um longo botijão de gás comprimido é algo assustador, que lembra aqueles filmes de terror da década de 80, mas com uma diferença, nos filmes de terror do período citado, havia um ar de ingenuidade e no final o matador psicopata era morto ou controlado ou empurrado para uma próxima parte. Era um medo que se resolvia. No filme dos irmãos Coen estamos só no começo de um terror que veio para ficar e é mais real do que imaginamos, tendo sua resolução no lugar de sempre onde os fortes de sempre tem só eles, sua vez. Até parece que não estamos num filme, mas numa cidade muito próxima a nossa realidade. A impotência daqueles personagens passa a ser a nossa impotência diante do horror de uma violência que cresce a cada dia e que um matador frio e psicótico como Anton esta por toda parte. A falência da “épica do Oeste americano” vem a partir da ascensão do terror do crime organizado em torno das drogas. É claro que a fronteira passa a ser o lugar limite para entendermos o que esta acontecendo nas grandes cidades. Os irmãos Coen não filmam gratuitamente lá na década de 80, no inicio de tudo. Hoje aquela violência da fronteira é a violência da cidade. O fim do filme é a descrição de um sonho estranho do impotente xerife qu e não prende mais ninguém e não dispara um só tiro naquele Oeste perdido no meio do mundo. Um filme extraordinário, daqueles que fotografam uma época num realismo sem nenhuma magia, mas com muito senso de realidade. O mundo que sai das lentes dos irmãos Coen e o nosso mundo real em que estamos é o mesmo mundo: é o lugar onde os fracos não têm vez.

Indicaria como sugestão de leitura para uma melhor compreensão das loucuras do mundo contemporâneo e do filme dos irmãos Coen dois textos que problematizam alguns aspectos da violência e o seu significado na vida dos fracos que não têm vez nem voz:

- EXTINÇÃO do filósofo brasileiro Paulo Arantes, publicado pela editora Boitempo em 2007. Destacaria o último artigo intitulado: Duas vezes pânico na cidade.

- ESTADO DE EXCEÇÃO do filósofo italiano Giorgio Agambem, publicado pela editora Boitempo em 2004. O autor nos faz refletir sobre a situação de exceção permanente em que governos encurralam os mais pobres do planeta...

Análise escrita por Romero Venâncio, professor de filosofia na Universidade Federal de Sergipe.






sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

INSIDE LLEWYN DAVIS - Balada de um homem comum - 2013

Filme indicado nas seguintes categorias ao Oscar 2014: Melhor fotografia (Bruno Delbonnel) e Melhor mixagem de som (Skip Lievsay, Greg Orloff e Peter F. Kurland)

Inside Llewyn Davis, 2013
Legendado, Ethan Coen e Joel Coen


Formato: AVI
Áudio: inglês
Legendas: português
Duração: 104 min.
Tamanho: 1,35 GB
Servidor: Mega (duas partes)

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SINOPSE
Llewyn Davis (Oscar Isaac) é um cantor e compositor que sonha em viver da sua música. Com o violão nas costas, ele migra de um lugar para o outro na Nova York dos anos 60, sempre vivendo de favor na casa de amigos e outros artistas. Talentoso, mas sem se preocupar muito com o futuro, ele incomoda a amiga Jean Berkey (Carey Mulligan), que vive uma relação com outro músico, Jim (Justin Timberlake). Nem um pouco confiável, Davis se depara com a oportunidade de viajar na companhia de um consagrado e desagradável artista, Roland (John Goodman), mas nem tudo vai acabar bem nesta nova jornada. 

Fonte: Adorocinema
The Internet Movie Database: IMDB - NOTA IMDB: 7.9


















































































































quarta-feira, 31 de outubro de 2012

O GRANDE LEBOWSKI - 1998

The big Lebowski, 1998
Legendado, Joel Coen
Classificação: Excelente

Formato: AVI
Áudio: inglês
Legendas: Pt-Br
Duração: 117 min.
Tamanho: 1 GB
Servidor: 1Fichier (Parte única)

LINK

SINOPSE
Venice, Califórnia. Jeffrey Lebowski (Jeff Bridges) é um desempregado convicto, que vive no ócio e chama a si mesmo de "the Dude". Quando não está sozinho no apartamento, ouvindo canções do Creedence ou usando drogas, está jogando boliche junto com os amigos Walter Sobchak (John Goodman), neurótico por armas, e Donny (Steve Buscemi), um grande jogador que ninguém deixa falar. Um dia alguns desconhecidos invadem o apartamento de Lebowski, cobrando o dinheiro devido por Bunny (Tara Reid), sua suposta esposa. "Dude" tenta desfazer o mal entendido, mas um deles se vinga urinando no tapete. Logo em seguida "Dude" descobre que eles estavam atrás de outro Lebowski (David Huddleston), um milionário. Irritado com o que aconteceu, já que gostava muito do tapete, "Dude" vai até seu homônimo exigir uma compensação. Sem conseguir nada, ele resolve roubar um dos valiosos tapetes da mansão. Tempos depois, Lebowski pede que "Dude" o ajude a entregar a quantia pedida pelo resgate de Bunny. É quando Walter elabora um plano para desmascarar os sequestradores e ainda ficar com o dinheiro.

Fonte: Adorocinema
The Internet Movie Database: IMDB - NOTA IMDB: 8.3


ANÁLISE
A crítica internacional parece ter uma tremenda dificuldade em analisar, classificar e rotular a obra dos irmãos Joel e Ethan Coen. É fato concreto e unânime que os dois estão entre os autores mais criativos e pessoais do cinema norte-americano, mas eles fazem filmes tão diferentes, tão oníricos, tão irreverentes que muita gente não consegue captar a essência dessas obras. Daí as apressadas classificações de “filme menor” que são atadas a comédias brilhantes como “O Grande Lebowski” (The Big Lebowski, EUA, 1998), um dos filmes mais engraçados e surpreendentes dos Coen.
Quando alinhado à obra prévia dos Coen, “O Grande Lebowski” demonstra uma coerência temática admirável. O filme, como quase todos os dirigidos por Joel (e produzidos por Ethan, e roteirizados por ambos), traz um protagonista inicialmente envolvido em uma pequena confusão que, ao tentar resolvê-la, termina por disparar uma sucessão inacreditável de situações irreversíveis que levam o caso a extremos completamente originais e surpreendentes. "Fargo” era assim, “O Homem Que Não Estava Lá” também, e até “Barton Fink”, que não aborda diretamente a idéia de um crime ter sido, ou estar sendo, cometido, como nos outros casos.
Jeff Lebowski (Jeff Bridges) é o protagonista. Ele é um hippie barrigudo, cabeludo e quarentão cuja vida se resume a meia dúzia de pequenos prazeres: fumar maconha, tomar cerveja, jogar boliche com os amigos. Ele faz bicos para sobreviver e mora em um pequeno apartamento à beira-mar, sem ligar para prestações atrasadas. É o tipo de sujeito que horroriza qualquer um que use gravata para trabalhar, mas que secretamente invejamos pela postura blasé diante da sociedade. O tipo de cara para quem os grandes problemas do dia-a-dia de gente comum, como eu e você (pagar o aluguel, trocar o carro, consertar o ar-condicionado), não significa nada. “The Dude” (ou “O Cara”), como é conhecido pelos amigos, é um cara largadão, que vive de chinelos e bermudas, e não está nem aí para o que pensam dele.
O acontecimento que dispara o “efeito dominó” sobre a vida do nosso herói é a invasão do apartamento dele por dois ladrões. Os sujeitos o confundem com um homônimo multimilionário morador da praia de Pasadena, entram no apê, bagunçam tudo e, crime dos crimes, urinam no tapete da sala. Aí já é demais para Jeff: roubar tudo bem, mas estragar o tapete que é parte essencial da decoração da sua casa não dá. Ele decide arrumar dinheiro para comprar outro tapete, e acha que talvez o “grande Lebowski”, verdadeiro alvo dos criminosos, possa pagar por isso. Terá a ajuda de dois amigos íntimos, o veterano de guerra Walter (John Goodman, excepcional e hilariante) e o meio idiota Donnie (Steve Buscemi).
A jornada para conseguir um novo tapete tem tudo o que um amante de bom cinema deseja: lances desconcertantes, cenas hilariantes de comédia refinada (ou não) e até delírios da mente cheia de fumaça de “The Dude”, delírios que geralmente envolvem boliche e o uso de câmera lenta. Joel e Ethan Coen afirmam que “O Grande Lebowski” é uma tentativa de criar uma comédia noir (quem conhece a obra dos dois sabe que eles têm obsessão pelo estilo) ambientada nos dias de hoje. Eles conseguem. O filme é engraçadíssimo, tem uma trilha sonora de primeira qualidade e delírios visuais impagáveis, além de interpretações uniformemente boas, que ficam no limite entre a paródia e a comédia pastelão.
“O Grande Lebowski” é um trabalho de quem possui controle absoluto sobre sua criação. Autores com menos habilidade ou confiança no que estão fazendo jamais conseguiriam desenvolver roteiros tão seguros, que jamais derrapam para a obviedade. Você chamaria de refinado um texto que contém nada menos do que 281 vezes a palavra “fuck”? Não? Pois acredite: “O Grande Lebowski” é, sim, um dos roteiros mais refinados dos irmãos Coen, porque trabalha uma coleção de personagens improváveis, e reúne uma grande quantidade de cenas aparentemente impossíveis de serem ligadas, em um todo fluído que é comédia da mais alta qualidade.
Análise retirada do site Cinereporter
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