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domingo, 18 de janeiro de 2015

O GRANDE HOTEL BUDAPESTE - 2014

The Grand Budapest Hotel, 2014
Legendado, Wes Anderson
Classificação: Bom - 8.0

Formato: AVI
Áudio: inglês/francês
Legendas: Pt-Br
Duração: 100 minutos
Tamanho: 831 MB
Servidor: Mega (Parte única)

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Parte única

SINOPSE
No período entre as duas guerras mundiais, o famoso gerente de um hotel europeu conhece um jovem empregado e os dois tornam-se melhores amigos. Entre as aventuras vividas pelos dois, constam o roubo de um famoso quadro do Renascimento, a batalha pela grande fortuna de uma família e as transformações históricas durante a primeira metade do século XX.

Fonte: Adorocinema
The internet movie database: IMDB - NOTA IMDB: 8.1

Screenshots



domingo, 7 de outubro de 2012

TRÊS É DEMAIS - 1998

Rushmore, 1998
Wes Anderson

Formato: AVI
Aúdio: Inglês
Legenda: Português
Duração: 125 minutos
Tamanho: 700 Mb
Servidor: Zippyshare
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PARTE 1
PARTE 2
PARTE 3
PARTE 4

SINOPSE
Max Fischer (Jason Schwartzman), um rapaz de quinze anos, conseguiu uma bolsa de estudos em Rushmore, uma escola preparatória para jovens de famílias ricas. Apesar de se dedicar a várias atividades extra-curricualres, Max corre o risco de ser expulso, em virtude das suas notas serem baixas. Ele se torna amigo de Herman Blume (Bill Murray), um magnata que atravessa uma depressão. Max se apaixona por Rosemary Cross (Olivia Williams), uma professora que tinha ficado viúva um ano atrás, mas há dois problemas: Rosemary acha que Max muito novo para ela e, além disto, Herman se apaixona por Rosemary e os dois se envolvem, criando entre Fischer e Blume uma certa rivalidade. 
Fonte: AdoroCinema


ANÁLISE

Bill Murray arrasa em surpreendente comédia melancólica para platéias inteligentes.


Wes Anderson é um dos poucos cineastas independentes dos Estados Unidos que possui uma carreira ascendente sem fazer concessões a Hollywood. Mesmo jovem, e com poucos filmes no currículo, Anderson segue mantendo uma produção regular, com orçamentos decentes e elencos de primeira qualidade. A chave disso é simples: o cineasta tem talento genuíno, sabe escrever roteiros originais com sensibilidade, sem ser agressivo, e dessa maneira atrai bons atores para seus projetos sem precisar pagar a eles os cachês habituais que recebem. O início dessa trajetória remonta a 1998, quando ele lançou “Três é Demais” (Rushmore, EUA, 1998).
O filme, uma comédia melancólica para platéias inteligentes, não era uma estréia. Wes Anderson já havia realizado Pura Adrenalina, um longa-metragem promissor, mas ainda irregular. Quando escreveu o roteiro de Rushmore (a partir daqui, por favor, vamos tratar de esquecer o ridículo título nacional, uma das aberrações mais idiotas dos últimos anos), ele já tinha cacife suficiente para enviá-lo a atores de certo prestígio. Teve sorte: o texto caiu nas mãos de Bill Murray, que achou-o sensacional. Foi Murray o responsável por tirar o filme do papel. Ele usou o nome para conseguir um orçamento de US$ 10 milhões, uma ninharia para os padrões dos EUA, mas suficiente para Wes Anderson imprimir seu roteiro em celulóide.
Sorte nossa. Rushmore não é mais o trabalho promissor de um gênio em construção, mas um dos melhores exercícios de desenvolvimento de personagens que a nova geração de Hollywood foi capaz de fazer nos anos 1990. A partir desse filme, Wes Anderson definiu as características gerais que marcariam sua obra futura: construção meticulosa de personagens marginalizados pela sociedade, direção de arte detalhada, uso de trilhas sonoras compostas por canções pop desconhecidas (aqui, The Who, Ron Wood e Rolling Stones comparecem com gemas vintage), datadas dos anos 1960, e atuações minimalistas dos atores (freqüentemente, eles permanecem sem expressão, ainda que tenham falas tristes ou alegres). Juntas, essas características compõem um universo rico e complexo, que serve de cenário para as tramas absurdas, levemente surreais, que o diretor propõe.
O protagonista é Max Fischer (Jason Schwartzman), um estudante de 15 anos que se apaixona por uma mulher que tem o dobro de sua idade. Miss Rosemary Cross (Olivia Williams) está saindo de um período emocionalmente turbulento, pois acabou de ficar viúva. Ela também atrai os olhares do empresário Herman Blume (Murray), sujeito rico e infeliz, que identifica em Max características dele próprio quando jovem, e por isso se torna uma espécie de mecenas do adolescente. Sim, mecenas, porque Max faz de tudo para se enturmar no colégio Rushmore, onde estuda: é presidente de quase todos os clubes da escola, representante de turma e até paga por benfeitorias no colégio. Paga com o dinheiro de Herman, é claro, pois Max é filho de barbeiro, ou seja, um jovem pobre que morre de vergonha disso.

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terça-feira, 2 de outubro de 2012

MOONRISE KINGDOM - 2012

Moonrise Kingdom, 2012
Legendado, Wes Anderson

Formato: mkv
Aúdio: Inglês
Legendas: Português
Duração: 94 minutos
Tamanho: 650 Mb
Servidores: Mega (Parte única)

LINK
Anos 60, em uma pequena ilha localizada na costa da Nova Inglaterra. Sam (Jared Gilman) e Suzy (Kara Hayward) sentem-se deslocados em meio às pessoas com que convivem. Após se conhecerem em uma peça teatral na qual Suzy atuava, eles passam a trocar cartas regularmente. Um dia, resolvem deixar tudo para trás e fugir juntos. O que não esperavam era que os pais de Suzy (Bill Murray e Frances McDormand), o capitão Sharp (Bruce Willis) e o escoteiro-chefe Ward (Edward Norton) fizessem todo o possível para reencontrá-los.
Fonte: AdoroCinema

IMDB
TRAILER


ANÁLISE

Moonrise Kingdom (2012)

Eis o responsável por inaugurar o ilustre 65º Festival de Cannes: um aguardado projeto que, além de marcar o primeiro filme de ação real de WesAnderson em cinco anos, apresenta, entre outras novidades, um elenco estelar, entre os quais apenas Bill Murray e Jason Schwaertzman são habitués. Ou seja, nem Owen Wilson, nem Anjelica Huston, nem Luke Wilson, mas uma trupe liderada por Edward Norton, Tilda Swinton, Frances McDormad e – atenção – Bruce Willis! Novos rostos para um novo argumento que, no entanto, a sua maneira, marca o estilo inconfundível do diretor.

Escrito pelo próprio em colaboração com Roman Coppola (donde já surgiu VIAGEM À DARJEELING), MOONRISE KINGDOM se situa em um mundo aparte, nos anos 60, para contar a historia de um jovem casal, sentimental e improvável, que foge da ilha onde moram para viver sua paixão adolescente. E, assim, convencida de que os dois foram sequestrados, a população local (tão imatura quanto os fugitivos) não poupa esforços para resgatá-los.

E nessa perseguição, um tanto improvável, um tanto maluca, haverá um pouco de romantismo ácido, piadas para criança, um policial de grande coração e calças muito curtas (Bruce Willis no extremo oposto de DURO DE MATAR), um acanhado líder de escoteiros em seu uniforme muito apertado (Edward Norton, confortável na comédia) e uma maldosa agente de serviços sociais (Tilda Swinton, sempre camaleônica).
E sob esse viés, diante de uma espécie de conto de fadas, se desenha um filme extremamente gráfico que desperta a mesma emoção vivida perante uma obra-prima. Anderson evoca notadamente a influência do ilustrador Norman Rockwell e suas cenas do cotidiano, sempre flertando com a caricatura. Evoca, também, os impressionistas, especialmente Renoir, que conhecia melhor do que ninguém como retratar a vida usando o poder ilimitado da sugestão. Aqui, o diretor faz o mesmo, em cores queimadas, em tons ferrugens, e se diverte (adoidado) com seus atores.

Um filme impregnado de cacofonia alegre, visual ultra-estiloso, canções pop, personagens depressivos e figuras de linguagem e, basicamente, a capacidade do cineasta de dizer as mesmas coisas, com diferentes prazeres. Entre linhas, Anderson reconstrói uma família como se fosse uma orquestra. Sem parecer, seus personagens assumem temas, padrões, ritmos, repetições. E, uma vez recolhidos na mesma sequência, eles permitem que ele, finalmente, crie harmonia. Anteriormente bonecos, outrora atores, agora são todos instrumentos que ele manipula perfeitamente com requintes de obsessão: As meias soquetes, os vestidos com gola “Peter-Pan”, os coletes de lã grossa, a ação estilizada, a bem-aventurança em mise en scène com os movimentos de câmera em seus travellings circulares e verticais. Enfim, um cartoon, onde cada personagem é pura pantomima e tudo está no seu lugar. Sob controle e descontrolados. Um delicioso teatro de fantoches que flerta com a extrema sofisticação e bom humor (Sem falar a inteligência).


Texto retirado do site Spoiler Movies