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quarta-feira, 17 de julho de 2013

7 DIAS EM HAVANA - 2012

7 días en la Habana, 2012
Legendado, Benicio del Toro, Pablo Trapero, Julio Medem, Elia Suleiman, Gaspar Noé, Juan Carlos Tabio, Laurent Cantet


Formatos: AVI
Áudio: espanhol/francês/sérvio
Duração: 129 min.
Tamanho: 1,36 GB
Servidor: Mega (3 partes) 

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Parte 3

SINOPSE
Sete renomados diretores realizam curtas-metragens (um representando cada dia da semana) no intuito de traçar um panorama contemporâneo de Havana. O filme pretende capturar a energia e a vitalidade que fazem da capital cubana um lugar único. Os curtas possuem histórias independentes, mas com pontos em comum que ajudam a harmonizar o resultado final.

Fonte: Cineplayers
The Internet Movie Database: IMDB - NOTA IMDB: 5.3


ANÁLISE

Filmes coletivos podem ser uma armadilha. Tudo depende da matemática final, se o número de curtas bons supera o de ruins. Nas contas de 7 dias em Havana, o resultado é positivo: das sete histórias, apenas duas não mantêm o nível da semana.
Benicio Del Toro abre o filme com "Yuma", conto sobre um jovem ator (Josh Hutcherson, de Jogos Vorazes) que vai para Cuba estudar cinema.  O gringo é chamado de Yuma pelos locais em referência, explica o balconista de um bar, ao filme 3:10 to Yuma (Galante e Sanguinário no Brasil), estrelado por Glenn Ford em 1957 – que teria se destacado entre as produções permitidas pelo regime comunista na década de 60. Del Toro dirige bem sua segunda em Havana. Porto-riquenho, o ator/diretor consegue retratar com consistência os desentendimentos culturais entre o gringo e os cubanos.
A semana segue com “Jam Session”, do argentino Pablo Trapero. O diretor sérvio Emir Kusturica interpreta a si mesmo como o grande homenageado do Festival de Havana. Em meio a uma crise matrimonial, o sérvio se mostra descontrolado, encontrando paz graças à música do seu motorista. O curta tem uma bela cena em contraluz, com o mar cubano tomando o quadro enquanto os personagens apreciam o amanhecer e resolvem suas vidas.
"A Tentação de Cecilia", do espanhol Julio Medem é a primeira queda de 7 Dias em Havana. O curta tenta mostrar o drama cubano da busca por uma vida melhor fora da ilha nas dúvidas da jovem que é seduzida por um empresário europeu (Daniel Brühl). A história, porém, fica apenas no romance folhetinesco e o bolero que dialoga com a trama acaba deixando o filme de Medem com cara de mero capítulo de novela.
Na quinta-feira, o diretor palestino Elia Suleiman sobe o nível com "Diário de um Principiante”. Suleiman coloca-se no centro da história na pele de um visitante que aguarda ser recebido por Fidel Castro. Enquanto espera o término de um longuíssimo discurso, o cineasta passeia pela cidade, contempla os locais e cria situações de humor tão ricas quanto sutis. Logo depois, mais uma queda com o episódio assinado por Gaspar Noé. “Ritual” foca em um exorcismo homofóbico, uma filha submetida a um rito de purificação depois que os pais a surpreendem na cama com outra garota. Enquanto o curta de Suleiman consegue emocionar sem dizer apenas uma palavra, contudo, o filme de Nóe cria um silêncio constrangedor, onde o que se vê em tela são apenas as fixações do diretor.
O final de semana tem bons momentos, começando com “Doce-amargo”, do cubano Juan Carlos Tabío.  A história mostra a odisseia de um casal - ela psicóloga, ele um militar aposentado - para reforçar a renda familiar com a venda de alguns doces.  O humor fica por conta do grau de dificuldade que a tarefa simples ganha em Havana: não há ovos suficientes, falta luz e o casal não tem autorização para fazer doces, logo, a farinha precisa ser contrabandeada por um amigo. As mesmas dificuldades aparecem no domingo com “A Fonte", do francês Laurent Cantet. Focado no sincretismo religioso cubano, o curta bem-humorado acompanha o esforço dos moradores de um cortiço para atender os desejos de uma mãe de santo: uma fonte para a Virgem Maria no meio da sua sala.
A música, a religião e o sexo são os três temas que unem os curtas, muito mais que os pequenos pontos em comum forçados às tramas para fingir consistência. Nos sete dias passados em Havana, o espectador tem a chance de ver uma Cuba não idealizada pelo regime castrista, mas ainda assim romantizada. É uma ilha apaixonante, povoada por personagens exóticos, enérgicos e, apesar de tantas dificuldades, muito bem-humorados.
Análise retirada do site Omelete