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quarta-feira, 25 de julho de 2012

OS MESTRES LOUCOS - 1955

Les Maîtres fous, 1955
Legendado, Jean Rouch
Classificação: Bom

Formato: AVI
Áudio: francês
Legendas: Pt-Br
Legendas: português
Duração: 30 min.
Tamanho: 227 MB
Servidor: Mega (Parte única)

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SINOPSE
Filmado em apenas um dia, o filme revela as práticas rituais de uma seita religiosa. Os praticantes do culto Hauka, trabalhadores nigerienses reunidos em Accra, se reúnem à ocasião de sua grande cerimônia anual. Na ‘concessão’ (…) do grande padre Mountbyéba, após uma confissão pública, começa o rito da possessão. Saliva, tremedeiras, respiração ofegante… são os signos da chegada dos ‘espíritos da força’, personificações emblemáticas da dominação colonial: o cabo da polícia, o governador, o doutor, a mulher do capitão, o general, o condutor da locomotiva, etc… A cerimônia atinge seu ápice com o sacrifício de um cão, o qual será devorado pelos possuídos. No dia seguinte, os iniciados retornam às suas atividades cotidianas.

The internet movie database: IMDB - NOTA IMDB: 7.0



ANÁLISE

A contestação do modelo civilizatório europeu, através do, a princípio, estranho e violento ritual dos haouka, na Costa do Ouro africana. Em Os Mestres Loucos, Jean Rouch se detém sobre a estratégia fundamental dos povos colonizados para resistir aos colonizadores: apropriar-se dos signos que efetuam a dominação e retrabalhá-los, questionando-lhes a naturalidade, a fim de assegurar a inserção e a sobrevivência em uma sociedade injusta e hostil.

Accra, Costa do Ouro, África. Centro urbano e comercial, sob domínio britânico, cuja efervescência econômica atrai populações de todo continente, ávidas por empregos. No mercado de sal, reúne-se, todo dia, o grupo de trabalhadores africanos que professa a cerimônia dos haouka, filmada por Rouch. Mesmo que pareça bárbaro aos olhos caucasianos de Ocidente, o ritual em questão, porém, nada mais representa que a reação dos personagens ao exemplo de civilização imposto pelo sistema colonial europeu, a saber, branco, cristão, capitalista e tecnológico, enraizado no preconceito racial, na profunda separação entre as classes sociais, no controle do poder político local e na violência militar.

Assim, os deuses haouka, bem como o culto religioso que os envolve, não se originam na tradição cultural africana, mas nascem do contato da África subdesenvolvida e miserável com as potências capitalistas coloniais que a exploram. Deuses da técnica, de uma religião que se alimenta da modernidade, seja ao copiar os protocolos e a estrutura hierárquica dos conquistadores ingleses, seja ao aludir às máquinas características do progresso tecnocientífico: o "maquinista", o "piloto de caminhão", os "sentinelas" (que guardam o lugar sagrado com falsos rifles de madeira), o "general", o "tenente", o "caporal de serviço", a "prostituta" e o "comandante" (que fala e ordena somente em francês, remetendo aos primeiros europeus na Costa do Ouro), além de outras entidades que se referem às transformações da milenar economia de subsistência africana em parte integrante da divisão internacional do trabalho como colônias ricas em mão-de-obra barata e em recursos naturais, cujas cidades experimentam relativa prosperidade graças aos investimentos metropolitanos na melhoria da infra-estrutura para a espoliação comercial.

Possuídos pelas divindades, os integrantes, em estado de transe catártico, reencenam o comportamento e as formas de interação social praticados pelos brancos. Não se trata, contudo, de aculturação, ou seja, da simples duplicação inocente e mecânica da realidade que observam diariamente na convivência desigual com o colonizador, o que confirmaria assim a suposta superioridade racial européia sobre os povos atrasados da África. Uma vez que Jean Rouch estabelece o corte magistral que contrapõe o ritual dos haouka ao da parada militar britânica no qual aquele se baseia, torna-se clara a estratégia de desconstruir o modelo colonial de organização política da sociedade africana, tomado como natural e verdadeiro, para mostrá-lo tão arbitrário quanto qualquer outro, apenas mais um meio de dominação que se valida pela força das armas e pelo poderio financeiro da Europa desenvolvida.

Desterritorializados pela invenção da prática haouka, a rede sígnica (na qual se encontra o ridículo penacho no capacete do comandante militar inglês) que antes reificava a supremacia européia, agora é posta em perspectiva para que os povos africanos constantemente marginalizados pelo processo colonial fundem suas próprias coordenadas dentro da sociedade que, via de regra, os classifica como meros animais, criando, em conseqüência, um novo espaço para o exercício da subjetividade e da liberdade. É ao se identificar com o colonizador – e ao contestá-lo – que o colonizado se legitima e se faz ouvir no meio social excludente em que vive.

Se, em geral, vemos somente a alienação dos dominados, em Os Mestres Loucos Jean Rouch, ao contrário, expõe a estupidez dos dominantes.

Fonte: Contracampo

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segunda-feira, 23 de julho de 2012

QUAL VANGUARDA CINEMATOGRÁFICA VOCÊ QUER NO CONVERGÊNCIA CINÉFILA?


O Convergência Cinéfila quer saber dos coleg@s qual a vanguarda cinematográfica que deve estar presente no blog?As opções são:



1. Montagem soviética;
2. Surrealismo; 
3. Western;
4. Noir.


Para votar basta clicar em uma das opções no tópico ao lado.

Att.,
Hilarius

quarta-feira, 18 de julho de 2012

INSOLAÇÃO - 2009

Insolação, 2009
Felipe Hirsch e Daniela Thomas
Nunca me aconteceu nada, nem mesmo remotamente parecido com isso. Como tudo que é mundano e comum, se torna terrível e selvagem, quando o coração é destruído, por felicidade e amor em excesso.”


Formatos: AVI
Áudio: português 
Duração: 93 min.
Tamanho: 322 MB
Servidor: Firedrive (Parte única) 



SINOPSE
Numa cidade vazia, castigada pelo sol, jovens e velhos confundem a sensação febril da insolação com o início delicado da paixão. Como espectros, eles vagam entre construções e descampados em busca do amor inalcançável.

Fonte: Cineplayers
The Internet Movie Database: IMDB - NOTA IMDB: 6.1

ANÁLISE

Primeiro filme de Felipe Hirsch e Daniela Thomas é o Sokurov do cerrado

Insolação, primeiro filme que os colaboradores dos palcos Felipe Hirsch Daniela Thomas realizam juntos, usa filosofia e teatralidade para registrar o que seus realizadores chamam de "a melancolia do amor inalcançável".
A inspiração no cinema e na literatura russa é perceptível nos tempos, nos diálogos, em certos temas e até mesmo nos nomes das personagens (Vladimir, Zoyka, Andrei...). Estruturas e descampados silenciosos, solitários, abandonados e texturados da cidade de Brasília - ela própria prova de um desejo inalcançado - servem como pano de fundo às histórias de pessoas que vagam como fantasmas em busca de alento amoroso. Entre elas estão uma jovem ninfomaníaca, um garoto apaixonado pela primeira vez, um casal de adultos em profissões indistintas, uma Lolita e o narrador nostálgico, vivido por Paulo José.
Tempos longos e monólogos sucedem-se sem grande integração a não ser a estética, o amor e a perda. Nesse Sokurov do cerrado, com atores declamando seus textos com aspereza (Simone Spoladore é a única que consegue escapar da pesada direção de atores), o desprendimento estrutural confunde-se - e muitas vezes com razão - com aleatoriedade... e o resultado perde força.
Insolação é, assim, pessoal demais, cinema de umbigo, para público restritíssimo, com texto apaixonado pelo texto, cuja única relação com o todo é o tema central - dividido entre os protagonistas numa relação a la Contos de Canterbury, num quiosque ao ar livre.
Difícil e talvez pretensioso demais, o trabalho sobrevive nos méritos da fotografia - que soube fazer desaparecer dos quadros a população do Distrito Federal. Não há como buscar o amor se ninguém está ali, afinal.
Fonte: Omelete


segunda-feira, 16 de julho de 2012

PICKPOCKET - 1959

Pickpocket, 1959
Legendado, Robert Bresson


Formatos: AVI
Áudio: francês
Legendas: Pt-Br
Duração: 75 min.
Tamanho: 685 MB
Servidor: Mega (Parte única)

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SINOPSE
O personagem principal é Michel (Martin LaSalle), um jovem que começa a bater carteiras por prazer e pela emoção do roubo, e isso vira uma compulsão. Ele é preso, percebe o choque que isso causa em sua mãe e em seus amigos e reflete sobre seus atos. Porém, depois de solto, ele se junta a um ladrão veterano e volta ao crime. Sua consciência pesa, bem como a memória de sua mãe. Também a presença de Jeanne (Marika Green), uma jovem por quem se apaixona, lhe faz pensar em deixar o crime, o que acontece de forma irônica. O filme contou com um batedor de carteiras como consultor. A frieza do tratamento, o rigor e a economia dos efeitos psicológicos faz deste filme um grande clássico da escola Bresson. Inspirado em Crime e Castigo, de Dostoievski.

Fonte: Interfilmes
The Internet Movie Database: IMDB


ANÁLISE

O francês Robert Bresson é um caso clássico de cineasta essencial, adorado por críticos e colegas de ofício, mas absolutamente ignorado pelo público comum. “Pickpocket – O Batedor de Carteiras” (França, 1959) é, junto com o polêmico “Diário de um Padre”, o filme mais conhecido e importante da carreira dele. Trata-se de uma obra desconcertante, que busca inspiração em Dostoievski e Camus para narrar uma história clássica de redenção, filmada de maneira gélida e completamente singular.
Robert Bresson
Em Bresson, a abordagem é tudo. O diretor era um homem profundamente católico, que seguia os ensinamentos de uma corrente religiosa chamada jansenismo. A doutrina prega a disciplina rígida de corpo e espírito para alcançar a iluminação, tendo semelhanças com o budismo. A partir de meados dos anos 1950, com a carreira já consolidada, Bresson se dedicou a transportar essa doutrina para o cinema. A operação revestiu os filmes dele de um rigor formal que poucos autores, antes ou depois, lograram conseguir. Uma vez que se conhece o estilo seco e objetivo de Bresson, é possível reconhecer um filme assinado por ele assistindo-se a apenas alguns minutos de projeção.
Algumas das regras de Bresson são semelhantes aos trabalhos do realismo italiano. O diretor francês não usava atores profissionais, e orientava todos os intérpretes a evitar expressões faciais, deixando o rosto sempre neutro, de forma que o espectador tivesse que prestar atenção aos sons e à composição visual para compreender a história. Os movimentos de câmera são raros, mas o diretor não era purista; se os italianos preferiam longas tomadas sem cortes, filmadas à distância, Bresson preferia uma narrativa mais ágil, com muitos planos fechados em partes do corpo e objetos.
A soma de tudo isso gerou um estilo único. A habilidade do autor para contar a história fica evidente, mas há uma recusa muito nítida de atribuir significados emocionais – raiva, dor, ciúme, paixão – a ações dos personagens. Por isso, os filmes de Bresson passam à platéia uma sensação de distanciamento. A narrativa é sempre gélida, impessoal, contida ao máximo. Como era exatamente este o efeito pretendido pelo cineasta, é fácil afirmar que Bresson dominava perfeitamente a gramática do cinema. Ele podia não usá-la do mesmo modo que outros diretores – de certa forma, Bresson é o oposto de Samuel Fuller, para quem tudo o que importa no cinema é “emoção” – mas entendia-a perfeitamente.
“Pickpocket” tem a trama livremente baseada no romance “Crime e Castigo”, de Dostoievski. Bresson era fã do escritor russo, tendo inclusive filmado dois livreos dele. No entanto, é também possível perceber influência de Albert Camus – Michel (Martin LaSalle), o protagonista, poderia ser o personagem principal do romance “O Estrangeiro”. Ele é um rapaz inteligente e culto, que não gosta de trabalhar e bate carteiras para sobreviver. Michel abandonou a mãe enferma, não quer ter mais nenhum contato com ela e mora num apartamento apertado cuja porta não fecha.
Ele desenvolveu um sentimento quase patológico de superioridade, que lhe impulsiona a ações cada vez mais ousadas contra outras pessoas. Não se importa com ninguém. Bresson narra os fatos da vida de Michel com frieza cirúrgica: ele se apaixona por uma garota (Marika Green), é perseguido por um detetive desconfiado (Jean Pélégri) e aprende novas técnicas de furto com outros batedores de carteira, sempre com o rosto impassível. É um personagem adequado para Bresson, pois um batedor de carteiras tem que ser um homem disciplinado e metódico. O diretor francês jamais poderia filmar a vida de um vendedor de shopping center.
Curto e impactante, o filme ficou famoso pela longa seqüência que flagra Michel e mais dois parceiros batendo carteiras dentro de um trem. Coreografada e editada com precisão milimétrica por Bresson, a cena é uma verdadeira aula de como filmar de modo claro e objetivo, sem usar palavras, ações de difícil compreensão pelo espectador. Se filmada de modo errado, a técnica refinada de Michel poderia parecer forçada e artificial, e deixaria a platéia perdida, sem saber direito o que está vendo. Não é o caso: a seqüência é tão limpa que o espectador compreende de imediato como o protagonista está raciocinando, e o quanto sua técnica é brilhante.
É um balé cinematográfico de tirar o fôlego, e tão naturalista que a polícia francesa proibiu o filme durante dois anos, por medo que ladrões de verdade aprendessem a roubar apenas vendo a cena. Mesmo se “Pickpocket” não fosse maravilhoso, esta seqüência, sozinha, teria potencial suficiente para seduzir qualquer cinéfilo. Além de tudo, o final redentor, mesmo filmado com a habitual frieza de Bresson, é capaz de emocionar até uma pedra.
Fonte: Cinereporter




























































































quinta-feira, 12 de julho de 2012

FELA KUTI - MUSIC IS THE WEAPON - 1982

Fela Kuti - Music is the weapon, 1982
Legendado, Jean-Jacques Flori e Stéphane Tchalgadjief 
Classificação: Excelente

Formatos: AVI
Áudio: inglês
Duração: 54 min.
Tamanho: 700 MB
Servidor: Mediafire (4 partes) e Torrent (Mediafire)


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Torrent

SINOPSE
Fela Kuti não quis a melodia beatle de Paul McCartney no seu afrobeat. Nem o selo Motown na sua seminal discografia. Quando sugestionado sobre a diminuição do tempo de suas músicas para torná-las mais acessíveis ao mercado fonográfico americano, Fela respondeu com afrobeats de 15 longos, luminosos e subversivos minutos. Por ter sido radicalmente avesso à padronizações, à qualquer proposta que pudesse levar sua arte a um estado de domesticação ou desfiguracão, Fela Kuti se tornou um ícone da música como instrumento de libertação, munição ou arma do futuro. Hoje, 15 de outubro, data do seu aniversário, é dia de Felabration, de celebrar a obra de Fela Kuti.
Se vivo, o pai do afrobeat estaria completando 73 anos. Se bem que ultimamente a onipresença de sua obra, seja por influência musical, citação política e identificação com ações libertárias, nos dá a sensação de que Fela Anikulapo Kuti está mais do que vivo.
Fela Kuti está em todos os lugares. A República Kalakuta (como se referia à sua residência) expandiu. Está na arte, no desejo de Spike Lee de levar às telas a história do Black President inspirado na biografia Fela - Esta puta vida, de Carlos Moore. O musical Fela! percorre o mundo após uma bem-sucedida temporada de estreia na Broadway, arrebatando a crítica e endossando a importância da obra de Fela Kuti.
Os filhos de Fela também estão em todos os lugares. Um vasto elenco de herdeiros, não apenas fruto da lida de Fela Kuti com suas 27 esposas legítimas, como os pródigos Seun Kutie e Femi Kuti. Um legado de panteras negras musicais que integra continentes e culturas, convergindo os ritmos de cada canto do planeta para dentro de uma batida. Um groove de todos os ritmos.
É o Afrika Shrine, santuário musical idealizado por Fela. Obra que não cabe em limites geográficos, conceituais e ideológicos: Antibalas, Budos Band, Nomo, Kutiman, Zozo Afrobeat, Chico Mann, Nação Zumbi, Lucas Santana, Bixiga 70, Burro Morto, Nomo, entre outros. Legado Kuti que leva a sério o caráter revolucionário do pai do afrobeat, estética, musical e politicamente falando.
Ei-lo novamente. Sempre. Fela Kuti. Maestro, cantor, multiinstrumentista, dançarino. Ativista. Herói nigeriano. Ídolo global. Encarnação do valor cultural que se sobrepõe às fajutices colonizantes. Sua luta para refundar o panafricanismo, "retirando-o" das mãos das oligarquias nigerianas, o tornou sujeito da mais expressiva tradução de vida em arte, de obra artística em plataforma política, de engajamento em movimento sócio-cultural.
A África que quer ser livre e do tamanho de sua riqueza quer ser Fela, tal o envolvimento da obra de Fela Kuti com o continente. O mundo precisa ser Fela: diverso, catalisador, tanto de ritmos quanto de cores e linguagens. Mestiçagem que sugere integração e conseqüente compartilhamento de riquezas, caminho inverso da globalização regida pelo já decadente receituário neoliberal do planeta.
Sim, afrobeat é compromisso. E como sentenciou Fela Kuti, música é a arma. Nem seria necessário explicar o porquê da afirmação, mas aproveito para complementar esse post-tributo a Fela Kuti com o documentário "Music is The Weapon". Dirigido pelos franceses Jean-Jacques Flori e Stéphane Tchalgadjie, explica bem com um belo registro histórico da vida e obra de Fela Kuti.
The Internet Movie Database: IMDB



domingo, 8 de julho de 2012

WAKING LIFE - 2001

Waking life, 2001
Legendado, Richard Linklater
Classificação: Bom

Formatos: AVI
Áudio: inglês
Legendas: Pt-Br
Duração: 99 min.
Tamanho: 700 MB
Servidor: Mega (Parte única)

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SINOPSE
Após não conseguir acordar de um sonho, um jovem passa a encontrar pessoas da vida real em seu mundo imaginário, com quem têm longas conversas sobre os vários estados da consciência humana e discussões filosóficas e religiosas.

Fonte: Filmow
The Internet Movie Database: IMDB


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