
Em sua relativamente curta, porém ambiciosa filmografia, Kubrick passeou por diversos gêneros e estilos, buscando trazer para cada um destes seu toque pessoal, e por não dizer isso, visionário. Lolita trouxe uma abordagem refrescante e ousada sobre o thriller erótico, Dr. Fantástico ultrapassou limites (no bom sentido) no uso daquilo que conhecemos como humor negro, 2001: Uma Odisseia no Espaço é tido até hoje como referência no que se refere às ficções científicas, e O Iluminado foi uma aula de como criar um filme de terror através de ambientes claustrofóbicos e sufocantes.
Nascido Para Matar, apesar de não ser o primeiro filme sobre a guerra feito por Kubrick (antes disto tivemos o maravilhoso Glória Feita de Sangue), nos traz novamente aquela abordagem ácida, crítica, dura e desoladora que apenas um cineasta como Kubrick era capaz de construir. Antes de tudo, o diretor jamais foca no ato da guerra em si, mas no horror da mesma e os efeitos devastadores que esta causa ao ser humano. Muitos acusavam Kubrick de ser um cineasta frio e desumano, mas seus filmes, em contraponto a estas afirmações, eram carregados de um sentimento de humanidade poucas vezes experimentadas no cinema.
Ambientado durante a Guerra do Vietnã (um assunto ainda difícil para os americanos), Nascido Para Matar é divido em duas partes distintas, onde acompanhamos um grupo de jovens em treino para a guerra, onde diversas reações e situações desesperadoras irão surgir em meio a humilhações constantes sobre os recrutas.
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
| 8.3 de 10 | 91% - 94% |
1 h 56 min | Trailer |












