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quinta-feira, 4 de julho de 2013

O PRIMEIRO HOMEM - 2011

Le premier homme, 2011
Legendado, Gianni Amelio


Formato: AVI
Aúdio: francês
Legenda: Português
Duração: 100 min.
Tamanho: 1,76 GB
Servidor: Mega (4 partes)

LINKS
Parte 1
Parte 2
Parte 3
Parte 4

SINOPSE
A leitura que o cineasta italiano faz do livro inacabado de Albert Camus, O Primeiro Homem. Retrata o regresso do escritor, Jacquer Cormey, à Argélia, no desejo de resgatar a memória do pai, morto na Primeira Guerra Mundial. A adaptação tocante do livro, cujo manuscrito original e incompleto foi reconstruído pela filha de Camus, em 1994.

Fonte: Cinedica
The Internet Movie Database: IMDB - NOTA IMDB: 6.6



































































sexta-feira, 28 de junho de 2013

MEMÓRIA DE MINHAS PUTAS TRISTES - 2011

Memoria de mis putas tristes, 2011
Legendado, Henning Carlsen

Formato: AVI
Áudio: espanhol
Legendas: português
Duração: 97 min.
Tamanho: 656 MB
Servidor: Mega (Parte única)

LINK

SINOPSE
O velho El Sabio é jornalista num pequeno povoado do México. Solteiro convicto, nunca conseguiu se relacionar a fundo com uma mulher desde a morte de sua mãe. As mulheres de sua vida foram sempre prostitutas. Agora, às vésperas do seu aniversário de 90 anos, ele resolve se dar um presente: uma noite de amor com uma adolescente virgem. Ele faz o pedido à dona do bordel que frequenta desde a juventude, que lhe apresenta uma jovem de 14 anos. Já no fim de sua vida, El Sabio vai finalmente descobrir o que é estar apaixonado.

Fonte: Filmow
The Internet Movie Database: IMDB - NOTA IMDB: 5.8

Screenshots























































terça-feira, 11 de junho de 2013

PROCURANDO SUGAR MAN - 2012

Searching for sugar man, 2012
Legendado, Malik Bendjelloul


Formato: AVI 
Áudio: inglês
Legendas: português
Duração: 86 min.
Tamanho: 1,92 GB
Servidores: Mega (2 partes)

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SINOPSE
Nos anos 1970, Sixto Rodriguez foi um cantor de folk que tentou a sorte na cidade de Detroit, lançando dois discos que não fizeram sucesso. Mais conhecido como Rodriguez, sua trajetória musical teve continuidade na África do Sul, onde se tornou um ícone da música pop local e inspiração para as gerações seguintes. Entretanto, Rodriguez simplesmente havia desaparecido. Rumores indicavam que ele tinha se suicidado, mas não havia qualquer confirmação. Até que, nos anos 1990, um grupo de fãs resolveu tirar a história a limpo e desvendar a verdade por trás do paradeiro do cantor.

Fonte: Adorocinema
The Internet Movie Database: IMDB - NOTA IMDB: 8.1



sábado, 8 de junho de 2013

RHINO SEASON - 2012

Fasle kargadan, 2012

Legendado, Bahman Ghobadi


Formato: AVI 
Áudio: iraniano/turco
Legendas: português
Duração: 88 min.
Tamanho: 906 MB
Servidores: Mega (5 partes)

LINKS

SINOPSE
O poeta curdo-iraniano Sahel acaba de receber uma sentença de 30 anos de prisão no Irã. Agora a única coisa que vai mantê-lo com vontade de continuar vivendo é o pensamento de reencontrar sua esposa que pensa que ele está morto há mais de 20 anos.

The Internet Movie Database: IMDB - NOTA IMDB: 6.8


















































sábado, 1 de junho de 2013

FEAR AND DESIRE - 1953

Fear and Desire, 1953
Stanley Kubrick


Formato: AVI
Aúdio: Inglês
Legenda: Português
Duração: 60 min.
Tamanho: 700 MB
Servidor: Dropbox

LINKS:

SINOPSE
Quatro soldados sobrevivem à queda do pouso de seu avião para se encontrar em uma floresta de seis milhas atrás das linhas inimigas. O grupo, liderado pelo tenente Corby, tem um plano: fazer seu caminho para um rio próximo, construir uma jangada e, em seguida, à noite, flutuar de volta para território amigo. Seus planos para voltar com segurança são desviados por uma jovem mulher que se depara com eles
Fonte: Cineplayers



SOBRE O FILME


Por RodrigoLaurentino

É fácil dizer que Fear and Desire é o ponto baixo da carreira do Kubrick justamente por ter sido o seu primeiro longa-metragem, depois de ter realizado dois curtas, o exercício de estilo narrativo e documental, Day of the Fight, e uma pequena bobagem, segundo o próprio diretor, o também documental Flying Padre. Renegado injustamente por Stanley Kubrick, por achar uma obra amadora e fraca, o filme realmente revela certa produção caseira, com certa falta de experiência por parte dos envolvidos, mas que na sua essência traz um dos muitos elementos que iriam caracterizar as obras de Kubrick: o interesse pela natureza humana. O filme narra a história de quatros soldados perdidos em linhas inimigas durante uma guerra desconhecida, que pode ser entendida como não por acaso, já que o conflito é o que menos interessa aqui, pois a preocupação é em como os personagens lidam psicologicamente com cada adversidade encontrada e mesmo com as equivocadas atitudes tomadas por cada um deles. Mesmo com um roteiro que envereda erroneamente por um caminho existencialista em meio a diálogos frágeis e uma estética narrativa presa aos primórdios do cinema, com decupagem que emulam D.W. Griffith e Sergei Eisenstein, Fear and Desire vale uma atenção, nem que seja para conhecer a aurora de um grande cineasta.

Texto retirado do Especial - O Arquivo Fantasma: Stanley Kubrick,  do site Ovo de Fantasma









sexta-feira, 31 de maio de 2013

OS RENEGADOS - 1985

Si toit ni lois, 1985
Legendado, Agnès Varda

Classificação: Bom

Formato: AVI 
Áudio: inglês
Legendas: português
Duração: 105 min.
Tamanho: 1,36 GB
Servidores: Mega (2 partes)

LINKS

SINOPSE
É inverno no sul da França e o corpo de uma jovem é encontrado em um fosso. Mona (Sandrine Bonnaire) era uma andarilha e passou seus últimos dias andando pelas estradas francesas. Aqueles com quem Mona cruzou, conheceu ou conversou são os que contam quem ela era e o que aconteceu.

Fonte: Adorocinema
The Internet Movie Database: IMDB - NOTA IMDB: 7.6


ANÁLISE

O fantasma da liberdade

Com Sem Teto Nem Lei, Varda encara o desafio de perguntar o que é ser livre. Curiosamente, para fazer isso cria uma estrutura de absoluto controle em sua mise-en-scène. Não há aqui nenhum sinal de improviso: cada travelling tem seu início e fim marcados. Como acontece com a trajetória da protagonista, o trajeto da câmera também está sempre definido de antemão. Mona está morta. O fim da linha está dado. É deste dado que o filme parte. No fundo do plano há solos áridos, galhos retorcidos, máquinas enferrujadas, portas invariavelmente fechadas e troncos decepados. Todo o caminho de Mona é uma dança da morte. É a morte que vemos agir no rosto, nos trajes, na terra seca e nas mãos calejadas. É sua ação, seu trabalho, que nos é dado a ver nos galhos, nas paredes, nas máquinas e nos corpos.

Agnès Varda

Entretanto, Mona não é a única morta, mas a única viva. É somente ela quem pode renunciar a tudo, inclusive a si mesma, a sua existência. Sua liberdade é essa: não ter identidade, objetivo ou causa. Não ter nada é a única forma de poder ter tudo, de poder ser tudo, de manter vivas as possibilidades. O que o filme busca é tentar apreender algo dessa força sem nome que emana da protagonista, interpretada por Sandrine Bonnaire. E apreender é solidificar, é dar nome. Varda decide pelas impressões, pelo que fica nos personagens pelos quais Mona passa, por suas narrações. A opacidade da personagem funciona como um espelho desses olhares. Assim, acaba revelando uma espécie de inventário de submissões e prisões pelas quais cada um daqueles personagens optou no seu esforço de solidificação, de se tornar estático, de fundar suas raízes num espaço específico, de conformação a alguma forma de status quo. É o oposto do que acontece com a protagonista, cuja morada é somente o movimento, o tempo em toda sua possibilidade. Mona representa o que é inapreensível.

Varda nos coloca dentro desde jogo onde, a cada segmento, achamos que Mona se apaixonou, se afeiçoou, escolheu uma causa ou uma casa. Mas ela sempre escapa, seja num sorriso fora de hora, ou numa moeda que não vai para o pão mas para a jukebox. A liberdade da protagonista coloca em questão todos os laços, compromissos e objetivos de quem passa por ela. Mona põe qualquer tentativa de imobilização, de retenção, em xeque – seja ela o trabalho de estudar árvores mortas, ou a decisão do ex-hippie de se fixar e “deixar a estrada”, a aceitação das regras pelo seu amigo tunisiano, ou mesmo a vagabundagem aproveitadora de seus últimos companheiros. Ela nunca se insere por completo, nunca se conforma ou ajusta. Seu compromisso é exatamente não ter nenhum. Nem mesmo com a estrada.


Mona é o vazio como potência. O vazio que nós e todos os narradores de Sem Teto Nem Lei preenchemos, a cada novo movimento, com espanto renovado. Não é vítima, vagabunda, hippie ou niilista. Ela representa justamente a falência de todas as narrações que estruturam o filme. Varda coloca estes registros em curto-circuito: seja ele o discurso da lógica, da busca racional pelas causas dos atos de Mona, de começos e fins; todos se deparam com um objeto que impõe seu limite. Mona é seu reverso. Não tem causas, nem objetivos, ela somente está. Presente em cada momento. Seu (não) compromisso é com a possibilidade como forma de existência. A cada cena, é isso que ela exerce, sem ter isso como meta.

Trata-se então de uma espécie de falso filme de desencanto. A política, que em toda a obra de Varda ocupa um lugar de destaque, tem aqui um dos seus ápices mais visíveis. Ela cria uma estrutura de conflito entre os personagens narradores e Mona, colocando justamente duas formas políticas em xeque: a da representação, da equivalência e da lógica, e outra absolutamente anárquica, sem causa, porém não niilista. Esta segunda é uma política do presente, da presença, da insubmissão do corpo, da não sujeição absoluta que prega a liberdade dos corpos em relação às identidades ou a qualquer outro tipo de pertencimento. O que é ser livre? Em Mona, a resposta parece começar a partir do momento em que para ela essa pergunta inexiste. É sê-lo indiferentemente, sem ter que optar por isso, para além desta palavra ou ideia.

Análise retirada do site Cinetica