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sábado, 18 de outubro de 2014

A VACA - 1969

Gaav, 1969
Dariush Mehrjui, legendado


Formato: MKV
Tamanho: 1,25 GB
Duração: 100 min.
Áudio: Persa
Legendas: PT e EN (e EN embutidas)
Servidor: MEGA (Uma Parte)



Sinopse
Hassan vive numa vila no Irão, e é profundamente apegado à sua vaca, a única da vila. Um dia, quando vai para Teerão, sua vaca morre, o que causa uma enorme preocupação aos demais moradores, que não imaginam o que pode acontecer se Hassan descobrir o ocorrido.
Fonte: Cineplayers


Ficha Técnica e Capturas de Ecrã


   

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

A RIBEIRA - 2001

La Rivière, 2001
Michel Houellebecq, legendado


Formato: MKV
Áudio: Francês
Legendas: PT e EN
Duração: 16 min.
Tamanho: 96 MB
Servidor: MEGA (Parte única)


SINOPSE
A Ribeira é uma curta metragem realizada por Michel Houellebecq e difundidad em 2001 no Canal + Francês. Trata-se de um filme integrado na série "O Erotismo visto por..." 
Fonte: Wikipedia
Notação IMDB: 5,3

Ficha Técnica & Capturas de Ecrã

sábado, 27 de setembro de 2014

OS CAVALOS DE DEUS - 2012

 Les chevaux de Dieu, 2012
Legendado, Nabil Ayouch

Formato: AVI 
Áudio: árabe/francês
Legendas: Pt-Br
Duração: 115 minutos
Tamanho: 1,45 GB
Servidor: 1Fichier (Parte única)

LINK
Parte única

SINOPSE
Yashin é um rapaz de 10 anos que vive com a família no bairro de lata de Sidi Moumen em Casablanca. A sua mãe, Yemma, faz o que pode para sustentar a família, que inclui um pai depressivo, um irmão no exército, outro quase autista e um terceiro, Hamid, de 13 anos, o rufia do bairro e protetor de Yashin. Hamid acaba por ser preso e Yashin começa a fazer pequenos biscates para tentar sair daquela miséria de violência e droga.

Fonte: Cinemasapo
The internet movie database: IMDB - NOTA IMDB: 7.3


Screenshots








































































































quinta-feira, 18 de setembro de 2014

AS FÉRIAS DO SENHOR HULOT - 1953

Les vacances de Monsieur Hulot, 1953
Legendado, Jacques Tati

Formato: AVI 
Áudio: francês/alemão/inglês
Legendas: Pt-Br
Duração: 85 minutos
Tamanho: 676 MB
Servidor: 1Fichier (Parte única)

LINK
Parte única

SINOPSE
Mr. Hulot (Jacques Tati) decide passar férias num hotel próximo a um balneário francês, mas acidentes e confusões insistem em acontecer onde quer que ele vá. O bem-intencionado Hulot acaba com a paz do local e impede o descanso dos demais hóspedes, provocando uma onda de catástrofes.

Fonte: Adorocinema
The internet movie database: IMDB - NOTA IMDB: 7.6


ANÁLISE

Nosso querido Hulot

Se o meio do cinema é a realidade física como tal, torna-se desafiador filmá-la sem pré-estilização mas de modo a obter um resultado com estilo. Por mais que mobilize um variado repertório de elementos pró-fílmicos (figurino, iluminação, maquiagem), Jacques Tati filma o espaço exatamente como este se apresenta previamente. E seus filmes, no entanto, estão impregnados de uma marca pessoal inconfundível, que abarca desde a caracterização do inesquecível Sr. Hulot, eternamente desajeitado e bem-intencionado, até as incontáveis piadas sonoras e os recorrentes comentários cômicos sobre a múltipla relação estética/funcionalidade do modo de vida moderno - incluindo sua arquitetura, seu ritmo, seu design, sua hierarquia de valores (nada raros sãos os personagens de Tati que se perdem em longas exposições sobre seus objetos de consumo ou de interesse).

Jacques Tati

As comédias de Jacques Tati não excluem um perfil de crônica sentimental, quer se trate da região de veraneio de As Férias do Sr. Hulot, quer se trate da vida automatizada e paradoxalmente caótica na grande cidade de Playtime e Trafic. É admirável a riqueza de sua construção de atmosfera, de um sentimento de tempo indissociável do espaço que o recepciona. Assim sendo, a ambiência experimentada em As Férias do Sr. Hulot é típica de um local de praia, com seu andamento produzido pela alternância entre situações extremamente movimentadas e longos marasmos. Da mesma forma como nos filmes de Tati o tempo é capturado quase que em estado "natural", à diferença do tempo abstrato construído pela decupagem clássica, o espaço é preferencialmente mantido em integridade física e constitutiva. Sua predileção por planos abertos e sua magistral utilização do formato panorâmico, como em Playtime, confirmam o interesse pela representação do espaço conservando não só sua condição original, mas também sua especificidade material e rítmica. Playtime joga com a transparência dos edifícios e com o vai e vem e a simultaneidade das ações cotidianas tão-somente porque a arquitetura e a vida modernas assim o permitem. E As Férias do Sr. Hulot já começa com os desencontros entre trem e passageiros porque tal jogo é suscitado pela própria organização do espaço na plataforma de embarque. A estilização do mundo pela mímica.

A maleabilidade do corpo e a preservação da continuidade sensível do espaço cômico (sempre a relacionar os personagens com o meio, as pessoas e os objetos circundantes), no cinema de Tati, traduzem mais do que a filiação a regras básicas da comédia cinematográfica: carreiam, a exemplo da manipulação da atenção do espectador através do uso criativo do som (como na magnífica cena do pingue-pongue), uma extraordinária pesquisa, embora sutil, das possibilidades de linguagem. A prova da consistência desse trabalho está nos ecos que ainda provoca no cinema contemporâneo, seja na obra do cineasta taiwanês Tsai Ming-liang, seja em algumas cenas protagonizadas pelo ator Bill Murray (de clássicos como Feitiço do Tempo e Nosso Querido Bob) no recente Encontros e Desencontros, de Sofia Coppola.

Continue lendo em Contracampo

Screenshots


























































































domingo, 14 de setembro de 2014

GENTE DO PÓ - 1947

Gente del Po, 1947
Legendado, Michelangelo Antonioni 
Classificação: Excelente

Formato: AVI 
Áudio: italiano
Legendas: Pt-Br
Duração: 10 minutos
Tamanho: 130 MB
Servidor: 1Fichier (Parte única)

LINK
Parte única

SINOPSE
Um dos filmes precursores do neo-realismo - Gente Del Po, documentário sobre uma das regiões mais miseráveis da Itália.

Fonte: Cineplayers
The internet movie database: IMDB - NOTA IMDB: 7.0


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domingo, 31 de agosto de 2014

SOUL KITCHEN - 2009

Soul Kitchen, legendado, 2009, Fatih Akin.
i

Classificação: Excelente
Formato: AVI Xvid (576x304)
Áudio: Alemão
Legendas: Português
Duração: 99 min.
Tamanho: 716MB
Servidor: MEGA (3 Partes)
Links:

Parte 1
Parte 2
Parte 3



Sinopse: Depois de sua namorada o trocar por um emprego em Shanghai, a vida de Zinos, jovem de origem grega, dono do restaurante Soul Kitchen, entra em crise e ele decide vender o estabelecimento. Nas três semanas antes de fechar as portas, mudanças repentinas começam a acontecer: o novo chef cozinha o que ele sempre quis fazer, um novo DJ agita o espaço levando os clientes a dançarem depois das refeições, artistas passam a exibir seus trabalhos - e todos estão gostando. Rumores sobre o cult Soul Kitchen se espalham por Hamburgo. Zinos percebe que é bobagem vender o restaurante, mas talvez seja tarde demais.

Fonte: Cineplayers
The Internet Movies Database - IMDB: Nota Imdb 7.3

Crítica:
Um grande diretor pode ser identificado pelo talento que ele demonstra ao narrar uma boa história envolvendo, para isto, o espectador com cada elemento que o cinema tem a oferecer em seu caldeirão de recursos. A filmografia que Fatih Akin vêm construíndo nos últimos 15 anos comprova que ele já pode ser enquadrado nesta categoria. Ainda que menos “conceitual” que seus filmes anteriores, Soul Kitchen segue demonstrando a vocação de Akin para contar histórias. Que aparentemente são simples, mas essencialmente belas, e que exploram os encontros e desencontros tão típicos da vida. Mais uma vez este diretor alemão de origem turca consegue, com maestria, conduzir o espectador pela mão com linhas de roteiro perfeitas, uma ótima condução de atores, cenas de beleza sutil e que demonstram fluidez, e uma trilha sonora intocável. Outra de suas obras contagiantes, não há dúvidas.
A HISTÓRIA: Zinos Kazantsakis (Adam Bousdoukos) dá o sangue em seu restaurante em um bairro operário de Hamburgo. Proprietário, gerente e “cozinheiro” do local, Zinos serve comidas de preparo rápido – a maioria delas, frituras. Para isso, ele tem uma clientela fixa e pequena. Depois de mais um dia de trabalho, ele vai até um restaurante chique da cidade para o jantar de despedida da namorada, Nadine Krüger (Pheline Roggan). No caminho, ele encontra um antigo colega do tempo do colégio, Thomas Neumann (Wotan Wilke Möhring). No restaurante, ele vê uma cena inusitada envolvendo o chef Shayn Weiss (Birol Ünel). No dia seguinte, Zinos recebe a visita de seu irmão, o presidiário Illias (Moritz Bleibtreu). Estes e outros encontros e desencontros na vida de Zinos ocorrem de maneira muito acelerada, mudando a sua rotina de maneira decisiva.
VOLTANDO À CRÍTICA (SPOILER – aviso aos navegantes que boa parte do texto à seguir conta momentos importantes do filme, por isso recomendo que só continue a ler quem já assistiu a Soul Kitchen): Este filme de Fatih Akin quase pode ser considerado um exemplar perfeito de uma “comédia de erros”. Acelerada, com novos personagens aparecendo rapidamente sob os olhares atentos do espectador, a narrativa de Soul Kitchen vai agravando, colheirada por colheirada, a história de seu protagonista. Parece que a maré de “azar” de Zinos Kazantsakis não tem fim. E que o seu destino é realmente a sarjeta… mas, como nos filmes anteriores de Fatih Akin, é preciso estar atento aos detalhes. Porque por mais que as coisas parecem ir piorando na realidade de Zinos pouco a pouco, paralelo a isso surgem oportunidades e encontros promissores.
Fatih Akin tem um certo gosto por narrativas paralelas, encontros e desencontros e, principalmente, o peso que ele dá para as pequenas escolhas que a pessoa faz na vida. Como no perfeito Auf der Anderen Seite (comentado aqui no blog), em Soul Kitchen, novamente, os personagens principais são ao mesmo tempo “donos” e “vítimas” de seus destinos. O que o diretor e roteirista parece querer nos dizer sempre é que, por mais que a vida tenha a sua dinâmica e sua lógica próprias, nós também somos capazes de dirigí-la. Afinal, no “palco” das nossas vidas, somos atores fundamentais do nosso drama e da nossa comédia.
Em Soul Kitchen, cada pequena escolha, cada gesto do protagonista leva a um novo evento. Que pode ser problemático ou uma solução. Algumas vezes na história – como na vida real -, Zinos apenas reage ao que os acontecimentos lhe apresentam. Na interação com as outras pessoas, isso Fatih Akin gosta de ressaltar, é que se faz a existência. E mais uma vez, o roteiro do diretor, escrito ao lado do ator principal desta produção, Adam Bousdoukos, revela uma gama curiosa de personagens interessantes, ricos em suas vivências e histórias e que, ao se encontrarem e desencontrarem ao longo do tempo, provocam no público compaixão, risadas legítimas e alguns momentos de surpresa.
Um dos aspectos que eu achei mais curiosos deste filme é a forma com que Fatih Akin ressalta os “acidentes de percurso” e/ou os encontros inusitados que seus personagens vão tendo pelo caminho. Metade das relações do protagonista são, digamos assim, “previsíveis” – cito, nesta situação, seus encontros com o irmão, a garçonete Lucia Faust (Anna Bederke), o construtor de barcos Sokrates (Demir Gökgöl), o barman Lutz (Lukas Gregorowicz) e a namorada de Zinos. Mas outras relações, que acabam sendo decisivas para a história, acabam se desenvolvendo “por acaso”, como ocorre com o ambicioso e trapaceiro Thomas Neumann, o chef de cozinha Shayn e a massagista Anna Mondstein (Dorka Gryllus). São estas “novas aquisições” na vida de Zinos que acabam modificando a sua realidade de forma fundamental.
Assim, no nosso dia a dia, também nos encontramos com pessoas que podem alterar definitivamente a nossa realidade. Mas para que isso aconteça – e o diretor deixa claro em dois momentos “apaixonados” do filme -, é preciso que as pessoas estejam abertas a tudo de revolucionário que novos encontros podem nos trazer. Nem que estas “novidades” surjam apenas para reavaliarmos o que tínhamos e para onde queremos ir. O que Soul Kitchen e outros filmes de Fatih Akin ressaltam é que não há interação, um encontro verdadeiro entre duas pessoas que não resulte em uma realidade modificada.
Outra característica marcante deste diretor alemão é o de não evitar a dor, a perda e as “desgraças” da vida. Para ele, tão importante quanto a alegria e o amor, é o aprendizado, as oportunidades e os efeitos que as tragédias, as perdas e os danos têm nas histórias das pessoas. (SPOILER – não leia se você não assistiu ao filme). Em Soul Kitchen, algumas vezes, parece que Fatih Akin sente um certo prazer mórbido em fazer os seus personagens passarem por maus bocados. Mas o curioso deste filme, mais do que em Auf der Anderen Seite, é que o diretor e roteirista revela, acima de tudo, uma mensagem de esperança, de alegria. Afinal, Soul Kitchen é, acima de tudo, uma história de amor. Feita de percalços, dores, desafios, mas uma história em que o amor, a generosidade e as convicções do protagonista não se perdem nunca. Um filme essencialmente esperançoso.