quarta-feira, 18 de julho de 2012

INSOLAÇÃO - 2009

Insolação, 2009
Felipe Hirsch e Daniela Thomas
Nunca me aconteceu nada, nem mesmo remotamente parecido com isso. Como tudo que é mundano e comum, se torna terrível e selvagem, quando o coração é destruído, por felicidade e amor em excesso.”


Formatos: AVI
Áudio: português 
Duração: 93 min.
Tamanho: 322 MB
Servidor: Firedrive (Parte única) 



SINOPSE
Numa cidade vazia, castigada pelo sol, jovens e velhos confundem a sensação febril da insolação com o início delicado da paixão. Como espectros, eles vagam entre construções e descampados em busca do amor inalcançável.

Fonte: Cineplayers
The Internet Movie Database: IMDB - NOTA IMDB: 6.1

ANÁLISE

Primeiro filme de Felipe Hirsch e Daniela Thomas é o Sokurov do cerrado

Insolação, primeiro filme que os colaboradores dos palcos Felipe Hirsch Daniela Thomas realizam juntos, usa filosofia e teatralidade para registrar o que seus realizadores chamam de "a melancolia do amor inalcançável".
A inspiração no cinema e na literatura russa é perceptível nos tempos, nos diálogos, em certos temas e até mesmo nos nomes das personagens (Vladimir, Zoyka, Andrei...). Estruturas e descampados silenciosos, solitários, abandonados e texturados da cidade de Brasília - ela própria prova de um desejo inalcançado - servem como pano de fundo às histórias de pessoas que vagam como fantasmas em busca de alento amoroso. Entre elas estão uma jovem ninfomaníaca, um garoto apaixonado pela primeira vez, um casal de adultos em profissões indistintas, uma Lolita e o narrador nostálgico, vivido por Paulo José.
Tempos longos e monólogos sucedem-se sem grande integração a não ser a estética, o amor e a perda. Nesse Sokurov do cerrado, com atores declamando seus textos com aspereza (Simone Spoladore é a única que consegue escapar da pesada direção de atores), o desprendimento estrutural confunde-se - e muitas vezes com razão - com aleatoriedade... e o resultado perde força.
Insolação é, assim, pessoal demais, cinema de umbigo, para público restritíssimo, com texto apaixonado pelo texto, cuja única relação com o todo é o tema central - dividido entre os protagonistas numa relação a la Contos de Canterbury, num quiosque ao ar livre.
Difícil e talvez pretensioso demais, o trabalho sobrevive nos méritos da fotografia - que soube fazer desaparecer dos quadros a população do Distrito Federal. Não há como buscar o amor se ninguém está ali, afinal.
Fonte: Omelete


6 comentários:

  1. Tava procurando esse filme, não estreou nos cinemas aqui onde eu moro e não tem em nenhuma locadora. Obrigado por compartihlar conosco. \o/

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  2. Hello, good people...

    Vc poderia me ajudar na busca deste agora clássico:

    http://www.imdb.com/title/tt0075140/

    Com Jon Voight e Robert Shaw, chamado END OF GAME, no Brasil Aposta Fatal?

    Grande policial psicológico....

    Abraços....

    Peter Hammill - SP

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  3. Uma produção da Daniela Thomas?! Ebaaaaaaaaa!

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  4. Filme para se assistir sozinho. No cinema ou em casa.

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  5. Sou fã da Daniela mais essa produção não me agradou. O objetivo era passar algo intimista e sensível mais forçado demais para chegar realmente a tocar.

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  6. "...para um público restritíssimo" Sem dúvida! Não é para mim, admito. Saí do cinema aos 20 minutos de projeção.

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