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terça-feira, 3 de março de 2015

RELATOS SELVAGENS - 2014

Relatos salvajes, 2014
Legendado, Damián Szifron


Formato: AVI
Aúdio: espanhol
Legendas: PT-Br
Duração: 122 minutos
Tamanho: 1,17 Gb
Servidor: Mega (Parte única)


DOWNLOAD
Parte única

SINOPSE
Diante de uma realidade crua e imprevisível, os personagens deste filme caminham sobre a linha tênue que separa a civilização da barbárie. Uma traição amorosa, o retorno do passado, uma tragédia ou mesmo a violência de um pequeno detalhe cotidiano são capazes de empurrar estes personagens para um lugar fora de controle.

Fonte: Adorocinema
The Internet Movie Database: IMDB - NOTA IMDB: 8.2


ANÁLISE

Enfim fui assistir Relatos Selvagens, filme de Damián Szifronque levou 3 milhões de espectadores aos cinemas da Argentina e se tornou assunto de três em cada três rodas de conversa por aqui. Tanto estardalhaço leva os espectadores tardios, como eu, a uma série de perguntas antes mesmo de entrar na sessão. A primeira, e mais óbvia, é se o filme é mesmo tudo isso. A segunda é o que une as seis histórias paralelas da comédia-drama. A terceira é por que um filme argentino tocou tanto em nós, brasileiros. As perguntas, para minha surpresa, foram mais fáceis de responder do que supunha.
Em primeiro lugar: sim, o filme é digno de todo estardalhaço. E as razões estão relacionadas justamente à segunda pergunta. É justamente o pano de fundo das seis narrativas que amarra histórias tão absurdas como verossímeis. Daí a identificação do público brasileiro, argentino, norueguês ou americano. Todos, de alguma forma, parecem se reconhecer nos personagens de episódios só aparentemente desconectados: a vítima do bullying que resolve se vingar dos algozes, a filha a tentar vingança contra a injustiça sofrida pelos pais, o motorista ofendido na estrada, a vítima da indústria da multa de trânsito, o garoto rico e superprotegido incapaz de lidar com os próprios atos, os noivos em pé de guerra.
Esse pano de fundo é um mundo à beira do colapso e da autodestruição. Nesse barril de pólvora, os personagens estão sempre diante de escolhas definitivas: desmontar a bomba ou mandar tudo para os ares; engolir ou vomitar; oferecer a outra face ou revidar. A escolha, de toda forma, é sempre do indivíduo. Que, diante da escolha de outros indivíduos, se distancia dos consensos e parte para a carnificina.
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