
Escrito por Nemes e Clara Royer, O Filho de Saul tem um foco extremamente simples, centrado no que o título diz. Todavia, esse filho e o seu possível pai estão em meio ao holocausto, no ano de 1944, em um lugar onde outros judeus também integram os Sonderkommandos (grupo de judeus escolhidos que trabalhavam como assistentes de administração e manutenção dos campos até que fossem selecionados e também mortos) e onde a morte parece não incomodar mais ninguém.
Pode parecer estranho para alguns espectadores a frieza com que os personagens lidam com o extermínio, mas a exposição constante desses homens às atrocidades acabam por banalizar e diminuir o peso da violência e da morte para eles. O que temos são praticamente zumbis que limpam, esfregam, assentem para os nazistas e seguem as ordens de guiar centenas de pessoas para as câmaras de gás ou, em uma fase posterior, de jogar com pás quilos e quilos de cinzas de corpos cremados por todo o campo. Em dado momento de conflito de interesses, um dos personagens chega a dizer a um antagonista: “já estamos todos mortos“.
Fonte: planocritico
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| 7.5 de 10 | 96% - 80% | 1h 47min | Trailer |
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