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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

ELEGIA DE UMA VIAGEM - 2001

Elegiya Dorogi, 2001
Legendado, Aleksandr Sokúrov

Classificação: Bom

Formato: AVI
Áudio: russo
Duração: 48 min.
Tamanho: 630 MB
Servidor: Mediafire (4 partes)

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SINOPSE
Um relato de viagem em forma de sonho. Inspirado por uma força maior que sua própria vontade, um homem embarca sozinho em uma viagem. Cruza vastas planícies nevadas, fronteiras e mares para finalmente chegar a um país estrangeiro. Ele relata para o espectador tudo o que vê e aqueles que encontra. O mundo real ilumina seus desconhecidos caminhos. Em regiões industrializadas, como Alemanha e Holanda, o homem é carregado pela maré do tráfego nas ruas e avenidas. Inesperadamente, chega às portas de um palácio que parece abandonado. Ele entra: é o famoso museu Boijmans, em Roterdam.

The Internet Movie Database: IMDB

ANÁLISE
Um pequeno filme-ensaio, em que se vê com clareza todas as principais preocupações dos filmes de Sokurov, uma necessidade de retrabalhar a imagem, de jamais dar ao espectador uma imagem clara, simples, direta, mas antes mistérios, imagens filtradas (pois é do uso de filtros, de fato, que se trata) onde a realidade está absolutamente escondida por trás de um véu que sempre recobre aquilo que vemos.
Aleksandr Sokúrov

De início, uma forte impressão: Alexandre Sokurov faz cinema para ter a possibilidade de poder registrar a presença de Deus. No início de Elegia de uma Viagem, como antes em Dolce , há generosos minutos dedicados unicamente à mostrar a força das intempéries da natureza. Sokurov nunca filma em ambientes calmos, mornos. São antes nevascas, tempestades, ventanias, ou calor extremo. É o poder da divindade, a natureza como expressão de um poder maior do que o homem, que o guia, que mostra seu poder diminuto frente a tanta força.
Elegia de uma Viagem começa como um caderno de notas. Intercalado às impressionantes cenas externas, onde os protagonistas são a neve, a lua, o gelo, as ruas desertas, os carros, vemos suas impressões pessoais, um encontro importante para ele, em que se discute a força de Deus e o sentido que o todo-poderoso dá. A segunda parte do filme é uma viagem ao Museu Boijmans, onde a câmera parece penetrar nas telas, onde as telas parecem reviver: vemos Vincent Van Gogh, Brueghel pai (incrivelmente a tela onde se pinta a Torre de Babel, a destruição divina da tentativa de chegada do homem ao saber absoluto) até nos demorarmos num quadro de Peter Saenredam, pintor do século XVII. O impressionante de todas essas tomadas, de toda essa Elegia, é de como é precário o acesso ao mundo exterior, como é distante a relação que há (de fato, se há) entre sujeito e objeto, entre aquele que vê e aquilo que se vê. Sokurov vê o mundo através dos olhos do solipsista: como para ele tudo são precepções, e só Deus é verdadeiro, nada que chega à imagem pode ter um bocadinho de clareza. As imagens de Elegia são sempre escuras, de uma beleza impressionante, e além disso recebem filtros digitais que sempre tornam mais de difícil acesso a relação da câmera com aquilo que ela filma. Esses filtros, entretanto de uma leveza profunda, não são tortuosos como os de Mãe e Filho nem pictorialistas como em Moloch, mas como se houvesse uma fina camada de água passando entre o olhar do sujeito que realiza o filme e o resultado de sua visão, onde os objetos se deformam de uma maneira leve e ritmada.
Isso talvez traga dúvidas em relação à natureza do cinema. Naturalmente, o cinema é a forma de registro mais direta, mais imediata de todas as artes. A arte mais atéia. Quase uma não-arte, e é nisso que reside sua grandeza. Sokurov tem o dom de transformar a clareza do cinema num sombrio mundo de tortuosidade. O que dá novamente ao cinema um caráter de religiosidade raramente possível de ser atingido (no que ele se reúne a grandes como Dreyer e Tarkovski). Talvez uma batalha contra o cinema – e essa é possivelmente a principal restrição à obra de Sokurov, construir sua crença em cima da falência da crença no registro da imagem, do registro da realidade. Como grande idealista, Sokurov não tem verdadeiro acesso às coisas mundanas, que lhe parecem inexplicáveis, quase inexistentes. Essa Elegia é sua nona, mas no fundo todo filme de Alexandre Sokurov é uma elegia, ou seja, um canto de melancolia e lamento sobre a morte de alguma coisa ou pessoa. Pois a morte é sempre o elo mais profundo com Deus, e um registro, mesmo sendo a morte do momento, é aquilo que o eterniza (transformando-o em outra coisa que um momento, claro). Todo filme de Sokurov é uma elegia do registro, um canto de morte da permanência e da clareza. Nisso reside a grande beleza – uma beleza melancólica e temerosa, contudo – de seu cinema.

Análise retirada do site Contracampo
























































































quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

O GUERREIRO GENGHIS KHAN – 2007

"Não despreze um filhote fraco. Ele pode se tornar um tigre feroz"
provérbio mongol



Sergei Bodrov tem demonstrado ser um autor de interesses bem definidos no que diz respeito ao campo temático que deseja trabalhar em seus filmes. Desde a infância um apaixonado declarado pela história e por seus mitos, o cineasta russo viu na rica quantidade de histórias destes pequenos países da Ásia em séculos passados uma forma de construir para si uma identidade de imediata assimilação.

O Guerreiro Genghis Khan, filme que deu ao seu país de origem sua primeira indicação ao Oscar de filme estrangeiro, é a segunda destas incursões investigativas de Bodrov pelo campo histórico oriental na década. O objeto de estudo neste caso é a formação de caráter do conquistador e imperador mongol Genghis Khan, tido por especialistas como uma das figuras de maior importância do período das grandes conquistas e um dos principais ícones de seu país, reverenciado até hoje e considerado não apenas um herói, mas o pai daquela nação. Por ser a história de um herói nacional, fatos concretos misturam-se a contos lendários de Genghis Khan.

O argumento, construído a partir de uma longa pesquisa realizada pelo diretor (que desde os anos 90 mantinha este como um de seus projetos de vida) em parceria com o roteirista Arif Aliyev, foi baseado no pouco que existe sobre a vida de Khan antes de se tornar o grande herói, sendo a maior parte deste material produzida com registros posteriores à época, já que até hoje poucas evidências do período foram encontradas.


O filme do diretor russo é um ótimo espetáculo. Ele conta a história de como o garoto Temudjin, filho perseguido de um líder tribal assassinado, torna-se Genghis Khan, o unificador dos mongóis.

Não faltam batalhas e paisagens grandiosas, mas a principal virtude do filme é o tratamento dado à figura humana de Temudjin. É sempre tentador num épico como este achatar o indivíduo sob fatos e eventos, mas o foco aqui foi outro. A espinha dorsal da narrativa é a relação de Temudjin com Börte, esposa que escolheu (ou por quem foi escolhido) aos 9 anos, à revelia da vontade paterna. O desejo irrepreensível de cumprir seu compromisso com Börte, encontrando-a, resgatando-a e aceitando-a incontáveis vezes não se resume a um simples mandamento romântico. Através dessa mulher especial, Temudjin consegue manter sua própria identidade no caos de adversidades que é sua existência.

O menino Temudjin torna-se homem diante de nossos olhos e ao final da projeção temos a convicção de que aquele personagem realmente era capaz de aglutinar em volta de si um povo até então dividido na anarquia de infindáveis brigas tribais. O filme até pode não ser rigorosamente acurado em termos históricos, mas é verossímil em termos humanos e isso já é mérito suficiente.

Há várias batalhas muito bem dirigidas e com movimentos plásticos, em que podemos ter um pouco de noção de estratégias militares. Algumas locações eram tão remotas e isoladas que foram construídas estradas para que os profissionais e o equipamento de filmagem pudessem ter acesso.

O diretor Sergei Bodrov e o cenografista Dashi Namdakov visitaram o chefe xamã mongol, na cidade de Ulan Bator, Mongólia, para pedir permissão para fazer o filme sobre a vida de Genghis Khan. O curandeiro disse-lhes que, de todas as pessoas que têm conversado sobre fazer um filme desses, eles foram os únicos a pedir sua permissão.





Título Original: Mongol
Título em inglês: Mongol: The Rise of Genghis Khan
Direção: Sergei Bodrov
Produção: Sergei Selyanov, Sergei Bodrov e Anton Melnik
Roteiro: Sergei Bodrov, Arif Aliyev
Gênero: Biografia/ Drama/ Romance/ Guerra
Origem: Cazaquistão/ Rússia/ Mongólia/ Alemanha
Ano: 2007
Lançamento no Brasil: 2009
Música: Tuomas Kantelinen
Fotografia: Sergey Trofimov, Rogier Stoffers
http://www.imdb.com/title/tt0416044/ - 7.4/10


Sinopse:

Reconstituição dos primeiros anos de vida de Genghis Khan, que ainda muito cedo foi escravo antes de se tornar um dos maiores conquistadores de todos os tempos, construindo o maior império (em extensão) da história em 15 anos, sem perder uma única batalha! Ele chegou a dominar metade do mundo conhecido até então, incluindo a Rússia no ano de 1206


Elenco:

Tadanobu Asano - Temudjin
Honglei Sun - Jamukha
Khulan Chuluun - Börte
Aliya – Oelun, Mãe de Temudjin
Ba Sem – Esugei, Pai de Temudjin
Amadu Mamadakov - Targutai
Ying Bai - Mercador com anel dourado
He Qi - Dai-Sechen
Ben Hon Sun - Monge
Ji Ri Mu Tu - Boorchu
You Er - Sorgan-Shira
Ba Tu - Altan
Deng Ba Te Er - Daritai
Bao Di - Todoen
Su Ya La Su Rong - Girkhai
Sai Xing Ga - Chiledu
Tegen Ao - Charkhu
Zhang Jiong – Chefe Tangut Garrison
Odnyam Odsuren – Temudjin criança
Bayertsetseg Erdenebat - Borte criança
Amarbold Tuvshinbayar - Jamukha criança
Ba Ti - Juchi
Li Jia Qi - Mungun
Bu Ren - Taichar


Informações do Arquivo:

Formato: rmvb
Qualidade: DVDRip
Áudio: Mongol/ Mandarin
Legendas: Português/BR
Duração: 126 min
Cor
Tamanho: 525 MB em 3 partes

DOWNLOAD:

http://www.megaupload.com/?d=TI27HHEJ
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