
Fonte: themoviedb

Fonte: themoviedb

Fonte: themoviedb

O roteiro não só acompanha de maneira inteligente o crescimento de Jamie — crescimento que vemos apenas em termos ideológicos e culturais, não em idade, o que pode parecer estranho no começo, mas deve-se admitir que foi uma boa escolha do diretor –; mas também do espaço geográfico, das mudanças sociais na Califórnia e em todos os Estados Unidos. Acontecimentos como marchas pelos Direitos Civis (da mesma safra, ver Eu Não Sou Seu Negro para ampliar essa discussão), a libertação sexual dos anos 1960, o final do movimento hippie e a verdadeira entrada do movimento punk e sua chegada e derivações nos EUA são abordados e mostrados na obra através de fotografias, que servem como contexto histórico, relevo para o roteiro e composição mais “modernosa” (e isso não é demérito) da estética do filme.
Fonte: Planocritico



Em Lucky, Stanton vive um homem ateu que tem uma rotina bastante monótona, mas que parece lhe dar grande prazer. Em certa medida o filme nos lembra Paterson, de Jim Jarmush, filme com a mesma base dramática de “encontrar poesia, beleza e felicidade no nada”, realizado na temporada anterior. Mas aqui há um elemento filosófico, nostálgico e até de despedida em evidência, ressaltado pelo fato de o protagonista ter falecido, aos 91 anos, no mesmo mês em que o filme estreou oficialmente nos cinemas americanos. A carta de amor à vida e à carreira do ator, o reencontro com pessoas com quem já tinha trabalhado antes, a temática da velhice e a inevitável chegada da morte são características do roteiro fortalecidas por esta despedida real.