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terça-feira, 20 de maio de 2014

ATRAVÉS DE UM ESPELHO - 1961

Såsom i en spegel, 1961
Legendado, Ingmar Bergman

Formato: AVI
Áudio: sueco
Legendas: Pt-Br
Duração: 89 min
Tamanho: 700 MB
Servidor: Mega (Parte única)

LINK
Parte única

SINOPSE
Karin (Harriet Andersson) volta para casa após uma temporada em um hospital psiquiátrico. Ela vive em uma ilha com seu solitário irmão (Lars Passgård), o marido (Max von Sydow) e o pai (Gunnar Björnstrand). As relações familiares logo se deterioram quando a instabilidade de Karin ganha força.

Fonte: Adorocinema
The Internet Movie Database: IMDB - NOTA IMDB: 8.1


ANÁLISE

Em mais um da Trilogia do Silêncio, Bergman cria um trabalho assustador e memorável.

Com Através de um Espelho, Ingmar Bergman deu início a sua “Trilogia do Silêncio”, que continuou com Luz do Inverno e terminou em O Silêncio. Todos têm como tema, como o próprio nome indica, o silêncio, seja o silêncio de Deus (recorrente na obra do cineasta), a incapacidade de comunicação ou mesmo o vazio existencial. O tema vem embalado pela música de Bach e pela brilhante, esfuziante, fundamental fotografia de Sven Nykvist (impossível falar da história do cinema sem citar o trabalho do fotógrafo sueco).

Por Através de um Espelho Bergman venceu o primeiro de seus três Oscar de melhor filme estrangeiro - venceria novamente na categoria por A Fonte da Donzela e “Fanny & Alexander”, sendo que os dois últimos venceram e foram indicados em outras categorias, como figurino, direção de arte e o fotógrafo, Sven Nykvist, talvez o maior do cinema em todos os tempos, que também venceu quatro vezes (neste Através de um Espelhoseu trabalho é nunca menos que brilhante, criando uma aura especial para os ambientes que se passavam no entardecer e à noite – ele não tinha a mão os artifícios que existem hoje para externas no período noturno.

A trama parece inconcebível para os dias de hoje. Um homem egoísta praticamente abandona os filhos. Está escondendo deles sua mediocridade como escritor, pai e ser humano. Não compartilha da vida deles, renega-lhes atenção, isola-se, sendo que muitas vezes se assusta com o próprio egoísmo e os efeitos perversos que suas atitudes causam.
Sua filha (Harriet Handerson) está com problemas mentais, os mesmos que levaram a mãe à morte, e a enfermidade se agrava rapidamente. O filho, um adolescente carente, faz de tudo para lhe chamar a atenção, mas recebe de volta a frieza, o racionalismo, o desprezo, um tratamento cortês e distante. Há ainda o genro (Max Von Sydow), que cuida com desvelo de sua filha, mas cobra do sogro seu papel na família.

Entre embates verbais ríspidos, planos de tirar o fôlego e uma sobriedade de direção que fizeram o nome de Bergman figurar como um dos maiores do cinema, a trama segue seca, precisa e áspera. O diretor arranca, como de hábito, fenomenais interpretações dos atores. É um filme assustador, que fica na memória e causa enorme desconforto mesmo muito tempo depois de ser visto.

Enfim, simplesmente essencial.

Análise retirada do site Cineplayers


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