domingo, 29 de junho de 2014

SONHOS DE MULHERES - 1955

Kvinnodröm, 1955
Legendado, Ingmar Bergman
Formato: MKV
Áudio: Sueco
Legendas: Pt-Br e En
Tamanho: 693 MB
Duração: 83 min.
Servidor: MEGA (Parte única)

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SINOPSE
Susanne é uma fotógrafa que terminou recentemente o relacionamento que tinha com um homem casado, Henrik. Certo dia vai à cidade onde Henrik mora e conhece uma mulher, Doris, que também teve um caso com um homem comprometido. Susanne decide então ligar para o antigo amante e marcar um novo encontro, que acaba sendo descoberto pela sua esposa.
Fonte: Movievicio
Notação IMDB: 7,2

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NÃO AMARÁS - 1988

Krótki film o miłości, 1988
Legendado, Krzysztof Kieślowski

Formato: MKV
Áudio: Polaco/Polonês
Legendas: Pt-Br e En
Duração: 83 min.
Tamanho: 684 MB
Servidor: MEGA (Parte única)
 
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SINOPSE
Tom (Olaf Lubaszenko) é um rapaz de 19 anos que trabalha em uma agência do correio. Tímido , órfão e solitário, mora com uma velha senhora. Para preencher suas noites começa a observar com uma luneta, da janela de seu quarto, sua vizinha Magda (Grazyna Szapolowska). Apaixonado por ela, Tom acompanha sua vida íntima. Totalmente obcecado pela mulher, o jovem começa a enviar bilhetes, telefona sem dizer nada, apenas pelo prazer de ouvir sua voz: seu amor é timído, silencioso, sem objetivo ou grandes pretensões.
Fonte: Interfilmes
Notação IMDB: 8,3

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APENAS O VENTO - 2012

Csak a szél, 2012
Legendado, Benedek Fliegauf
Classificação: Bom

Formato: AVI
Áudio: húngaro/inglês/romani 
Legendas: Pt-Br
Duração: 86 min.
Tamanho: 1,51 Gb
Servidor: Mega (Parte única)

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SINOPSE
Uma família cigana é morta a tiro durante o sono. Os assassinos não são encontrados e ninguém espera que o crime seja desvendado. Mas Birdy, uma mulher cigana, está consciente do perigo que corre. O seu objectivo é simples: juntar o dinheiro suficiente para deixar a Hungria e partir com os filhos e o pai doente para o Canadá, onde o marido se encontra emigrado, e onde espera viver longe do preconceito. Até lá, ela e as crianças apenas terão de passar despercebidos, tentando escapar ao ódio e à violência perpetrada, ano após ano, contra o seu povo.

A quinta longa-metragem do realizador húngaro Bence Fliegauf ("Rengeteg", "Dealer") é um drama inspirado em factos verídicos ocorridos entre 2008 e 2009, na Hungria, que resultaram em vários assassinatos motivados por racismo contra a etnia cigana. Apresentado no Festival de Berlim em 2012, o filme venceu o Grande Prémio do Júri (Urso de Prata) e o Prémio Amnistia Internacional.


The internet movie database: IMDB - NOTA IMDB: 6.5


ANÁLISE/RESENHA

Entre 2008 e 2009, famílias ciganas carentes foram brutalmente assassinadas na Hungria durante uma onda de violência racista. Essa primeira afirmação compõe o texto do letreiro que abre o contundente filme húngaro Apenas o Vento, escrito e dirigido por Benedek Fliegauf. Ao final de tal introdução, uma outra frase declara que a obra não é um documentário. Inicialmente pode parecer um informação deveras desnecessária, mas o desenrolar do filme vai provar ao contrário. Pois a intenção do diretor não é registrar fatos e sim infringir a audiência sensações semelhantes as que passaram os ciganos durante essa temporada de terror. Logo, Apenas o Vento não é um filme sobre o massacre, mas sobre estar dentro do massacre. 

Benedek Fliegauf

Assentados em uma localidade totalmente insalubre, margeando uma floresta, a comunidade cigana vive em situação precária. Desprovida das condições de higiene mais básicas, como banheiros para fazerem as necessidades ou mesmo tomar banho, se vêem relegados a própria sorte. A situação piora quando famílias locais passam a serem vítimas de uma declarada "limpeza étnica". E as autoridades pouco fazem para conter as investidas desse grupo não identificado que chega a noite e mata pessoas - homens, mulheres, idosos e crianças - com tiros de escopeta. A opressão é a tônica predominante, evidenciada na estética dos planos extremamente fechados e na diegese dos sons da floresta, denotando sempre algum perigo. Para se proteger, a população institui uma precária resistência. 

A núcleo familiar que vamos acompanhar em Apenas o Vento é o de Mari (Katalin Toldi), uma mulher de meia idade que se divide na árdua tarefa de manter dois empregos. Com Mari, mora seu pai (Györgi Toldi), um idoso com severa enfermidade, e os dois filhos adolescentes, Anna (Gyöngyi Lendvai) e Rió (Lajos Sárkány). Enquanto Anna procurar lidar com suas obrigações escolares, revelando ainda certo talento para a arte, Rió vive a vagar pelas imediações do bairro cigano, visitando as casas vazias das vítimas e alimentando um esconderijo para quando for necessário. Na verdade, pouco em comum a família têm, a não ser o preconceito que sofrem diariamente. Mas todos nutrem o mesmo desejo: irem de encontro ao pai, um imigrante residente no Canadá.


Mesmo vivendo em um panorama angustiante, hostil, Mari, Anna e Rió almejam uma vida digna. Ainda que se sintam diminuídos pelo preconceito, marginalizados, estigmatizados pela condição de seus antepassados, o amor próprio e orgulho nunca cessam. E apesar de Apenas o Vento estudar seus personagens com certa profundidade, a trama se estabelece em somente um dos longos dias do cotidiano dessa família de ciganos. Além do estado de melancolia institucionalizado - a câmera de Fliegauf capta com acachapante destreza rostos tristes e desesperançosos -, a tensão crescente é incômoda, faz o espectador torcer pelo melhor, mas esperar o pior. A qualquer momento, uma tragédia pode acontecer. E a trilha sonora sutilmente inquietante é mesmo um prenúncio inevitável. 

O diretor Benedek Fliegauf opta por uma narrativa rígida a fim de entoar com força a principal mensagem de Apenas o Vento: o preconceito é tão imbecil que desde sempre condena inocentes a uma morte prematura e cruel. Foi assim no passado, é assim no presente e o futuro, infelizmente, traz um horizonte nada promissor. Até quando?

P.S: Por Apenas o VentoBenedek Fliegauf ganhou o Urso de Prata em Berlim (2012), e o Peace Film Award e Amnesty International Filme Prize, ambos pelo Festival de Berlim também. Os dois últimos prêmios louvam a condição humanitária da obra. Pertinente.

Análise retirada do site Espectadorvoraz


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sábado, 28 de junho de 2014

CORONEL BLIMP: VIDA E MORTE - 1943

The Life and Death of Colonel Blimp, 1943
Legendado, Michael Powell e Emeric Pressburger

Formato: AVI
Áudio: inglês/francês/alemão
Legendas: Pt-Br
Duração: 163 min.
Tamanho: 881 Mb
Servidor: Firedrive e Depositfiles (Parte única)

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Parte única - Firedrive
ou
Parte única - Depositfiles

SINOPSE
Clive Candy (Roger Livesey) é um veterano da Guerra dos Boers e também da Primeira Guerra Mundial. Um experiente militar inglês que cultiva valores como o cavalheirismo, a honra e a cordialidade, e acredita que todos os conflitos da vida devem ser encarados seguindo esses princípios. O que ele não percebe é que o mundo à sua volta mudou, e que agir como ele age parece ultrapassado e antiquado em tempos de Segunda Guerra Mundial. No entanto, mesmo quando ele perde a mulher para um alemão, Clive se mantém fiel a tudo que acredita e segue adiante com a teimosia um bom soldado.

Fonte: Adorocinema
The internet movie database: IMDB - NOTA IMDB: 8.1


ANÁLISE

A dupla Michael Powell e Emeric Stressburger formaram sob o nome de The Archers a maior associação autoral do cinema.Tomando para si mesmos os roteiros,a direção e a produção,a dupla viria a influenciar e muito Spielbergs,Copolla e outros da New Hollywood.Um dos seus primeiros sucessos artísticos é a  epopeia romântica de Coronel Blimp.Filmado no auge da Segunda-Guerra,contou com sérias ameaças de banimento por Winston Churchill,e muitas caras foram viradas devido ao simpático personagem alemão Theo(Anton Walbrook).
Dois anos após  o surgimento de "Cidadão Kane",Coronel Blimp mostra ser a contribuição inglêsa mais influente para o cinema moderno,guardando similaridades com o filme de Welles em muitos aspectos,tanto no modo como repentinamente desconstrói a narrativa,como no envelhecimento físico do protagonista em uma brilhante  e inovadora maquiagem.Acima de qualquer aspecto visual,como o estonteante uso da cor,é na temática e na personalidade que o filme guarda brilhantismo.

Construido como uma comédia típica do sarcasmo britânico, na mesma linha das produções da Eagle por exemplo,Coronel Blimp é um filme que acaba enveredando por questões mais profundas,se mostrando um sincero estudo de personagem.Com um timing impressionante e câmeras em motocicletas,o filme começa no meio da Segunda Guerra Mundial,onde um  pelotão liderado pelo Tenente Spud displicentemente antecipa a realização de uma "guerra simulada",abordando os generais em um banho turco.No confronto com o velho Major Clive Candy,que não aceita a desculpa da antecipação da simulação para uma aproximação maior com a realidade e pela falta de organização e modos que isso proporcionou,Spud solta um grupo de insolências e insulta o bigode de Candy,resultando numa briga de socos na piscina do clube com o velho Major disparando frases como "Você fala do meu bigode,mas não sabe como eu consegui!Você fala da minha barriga mas não tem idéia de como ela foi aparecendo!".Num pulo temporal impressionante,emerge da piscina o jovem Tenente Candy,em 1902, com o filme tomando a idéia de envelhecimento e aprendizado para tornar aquele típico general  velho e gordo inglês -Coronel Blimp  foi inspirado numa caricatura popular na Inglaterra -no protagonista da odisséia de paixões de alguém que não consegue manter seus valores de honra e dignidade através dos tempos,numa óbvia mensagem de que toda a retrógada diplomacia fleumática britânica deveria ser posta de lado diante do Nazismo.

Toda essa comédia corajosa,uma crítica aos valores ancestrais ingleses,faz com que o estereótipo que o filme faz do alemão,rindo não só da impostação e da linguagem alemã como até mesmo da farofagem da música clássica romântica,fique apenas como mais uma piada dentro do circo das rivalidades militares,se afastando de qualquer atitude xenofóbica.É preciso entender que a Alemanha foi inimiga do Reino Unido nas três guerras pela qual o personagem passa,sendo sempre o lado negro da lua.
Na Guerra dos Boers,na Primeira Guerra e mais obviamente no nazismo da contemporânea Segunda Guerra,o deboche contra o constante inimigo seria inevitável por parte do filme.Quando surge a professora de inglês Edith Hunter,o primeiro  personagem de Debohra Kerr(que faria três no filme),começa  o enveredamento do que há de mais humano na figura ágil e militar de Candy,fazendo com que o surgimento de Theo,um alemão,prove o quanto,apesar das guerras, a humanidade é ligada pelo mesmo fio que tece o amor e a amizade.

Isso acontece quando Clive decide ir de forma indisciplinada para Berlim  para fazer algo relacionado à  Kaunitz,um alemão que estaria espalhando propaganda contra a Inglaterra e coincidentemente tinha sido prisioneiro junto com ele recentemente na Guerra dos Boers.Com a ajuda de Edith,ele localiza Kaunitz e numa série de provocações hilárias num restaurante,ele ofende todo o alto escalão militar alemão,terminando tendo que se enfrentar em um duelo de esgrima com o desconhecido Theo.Com o enfrentamento resultando em uma cicatriz para cada um,Theo e Clive acabam iniciando uma grande amizade no hospital, juntamente com Edith,que  termina se apaixonando por Theo.Com um belíssimo senso de compreensão,Clive aceita de bom grado o casamento de seus amigos,mesmo apaixonado loucamente por Edith.Com o nazismo no auge,o público britânico não aceitou bem o amigo alemão que rouba a mulher do inglês,numa massificada atitude rasa e quase desumana de se ver o mundo,que propositalmente o filme queria despertar.

Separado de seus amigos  e já com o bigode crescido para esconder a cicatriz,o filme pula mais uma vez no tempo para a Primeira Guerra,onde os valores do agora Brigadeiro Clive já vão se esvaindo devido ao caos.Esse anacronismo de valores é explicito nas palavras do soldado que quando questionado sobre o que seria a tal Guerra dos Boers que o velho Clyde sempre se referia com orgulho,responde: "Aquilo não era uma guerra!Apenas uma manobra de campo.";ou na forma antiquada de interrogatório visto como ineficiente para os jovens e  violentos inquisidores "pé-no chão".
É durante a Primeira Guerra que Clive,sem nunca ter esquecido de Edith,encontra sua amada no rosto da enfermeira Barbara(Kerr em seu segundo personagem),se casando com ela após o fim do conflito enquanto Theo,do outro lado, é  mais um oficial alemão devassado pela perda da dignidade em um pais destroçado.

No início da Segunda Guerra,viúvo de Barbara,Clive acolhe o também viúvo Theo em sua casa,após este fugir do nazismo,e contrata como motorista a jovem Angela(Kerr em seu terceiro personagem),coincidentemente namorada do insolente Spud.

Roger Livesey como Candy,supera a múltipla Kerr,entregando um trabalho de atuação perfeitamente único para a época.Um ator de persona própria como Bogart ou Grant ,ele vai além,usando essas características individuais numa composição sublime.A voz e a  sofisticação de sua compostura vão criando carisma para um personagem que vai se tornando ideologicamente irrelevante com o passar do tempo,envelhecendo sensitivamente com o personagem,e tornando próximo de qualquer ser humano uma criatura tão longe de ser popular na época como longe de ser visto como alguém tão rico de identificações: o típico representante das tradições antiquadas do alto comando do exército inglês.
O roteiro dos The Archers é uma auto-paródia cortante,que costura a vida de alguém que respira o militarismo e exalta o imperialismo,desabafando o desespero pendurando cabeças de animais indefesos na parede de casa, ao mesmo tempo que o torna um  homem de carisma quase heróico.Toda a realidade é vista como uma roda que não para de girar,onde os tempos e visões vão constantemente mudando.Por mais que Theo e Candy sejam vitimas dos tempos e seus fugazes valores,sempre haverá uma Debora Ker para mostrar o quanto isso é irrelevante diante dos verdeiros valores humanos.

Análise retirada do site citizenkadu


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sexta-feira, 27 de junho de 2014

O PAGADOR DE PROMESSAS - 1962

O pagador de promessas, 1962
Anselmo Duarte
Classificação: Excelente

Formato: AVI
Áudio: português
Duração: 98 min.
Tamanho: 700 MB
Servidor: 1Fichier (Parte única)

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SINOPSE
Zé do Burro (Leonardo Villar) e sua mulher Rosa (Glória Menezes) vivem em uma pequena propriedade a 42 quilômetros de Salvador. Um dia, o burro de estimação de Zé é atingido por um raio e ele acaba indo a um terreiro de candomblé, onde faz uma promessa a Santa Bárbara para salvar o animal. Com o restabelecimento do bicho, Zé põe-se a cumprir a promessa e doa metade de seu sítio, para depois começar uma caminhada rumo a Salvador, carregando nas costas uma imensa cruz de madeira. Mas a via crucis de Zé ainda se torna mais angustiante ao ver sua mulher se engraçar com o cafetão Bonitão (Geraldo Del Rey) e ao encontrar a resistência ferrenha do padre Olavo (Dionísio Azevedo) a negar-lhe a entrada em sua igreja, pela razão de Zé haver feito sua promessa em um terreiro de macumba.

Fonte: Adorocinema
The internet movie database: IMDB - NOTA IMDB: 8.2


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