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sábado, 7 de maio de 2016

O RETRATO DE DORIAN GRAY, 1945

The Picture of Dorian Gray, Legendado, 1945, Albert Lewin.
https://youtu.be/jp7xAM-ZCCg
 Classificação: Ótimo

 Formato: AVI (Xvid)
Áudio:
Inglês
Legendas:
Português
Duração:
1h50min.
PG:
13
Tamanho:
1.38 GB.
Servidor: MEGA
Links:

Parte 1
Parte 2
Parte 3

Sinopse:
Dorian Gray é moralmente corrupto. Os anos passam e sua beleza e juventude continuam a ser mantidas. Um retrato seu que ele mantém para si, escondido de olhos alheios, guarda seus segredos - à medida que os anos vão passando, o retrato vai exibindo sua feiúra interior. Aos poucos, porém, suspeitas começam a acontecer com relação a seu comportamento e vitalidade.
Fonte: 
http://www.cineplayers.com/filme/o-retrato-de-dorian-gray/2979 








http://www.imdb.com/title/tt0037988/?ref_=fn_al_tt_3
Internet Movies Database: Nota Imdb 7.6

"O Retrato de Dorian Gray" (1945)

(The Picture of Dorian Gray) De: Albert Lewin, Com: Hurd Hatfield, George Sanders, Angela Lansbury, Donna Reed, Lowell Gilmore, Peter Lawford, EUA – Suspense – P&B – MGM – 1945.

Baseado na obra homônima de Oscar Wilde, o filme O Retrato de Dorian Gray chegou às telas quarenta e cinco anos após a morte de seu polêmico criador. O romance, que foi publicado na Inglaterra pela primeira vez em abril de 1891, além de ter sido mal recebido naquela sociedade Vitoriana, sofreu ainda, graças a seu conteúdo hedonista e homoerótico, diversas criticas negativas. Com o passar dos anos o livro foi tornando-se símbolo da juventude intelectual decadente da época e hoje é um dos maiores clássicos da literatura britânica de todos os tempos, imortalizado também como a obra prima do autor. Realizado com ostentação, requinte e razoável fidelidade a fonte, o filme da Metro Goldwyn Mayer convence. Foi sucesso em seu lançamento e mantém-se até a atualidade como um ótimo trailer de suspense e drama. A escolha do papel central, a principio, foi destinado ao ator Basil Rathbone, porém a Universal negou-se de emprestá-lo a MGM devido seu enorme sucesso na série Sherlock Holmes. Diante disso o estúdio das estrelas recorreu ao novato Hurd Hatfield que acabou interpretando magistralmente o “herói” de Wilde. Mais tarde Hatfield confessou não entender porque havia sido escolhido para o papel considerando-se feio e inferior ao “Adônis que se diria feito de marfim e pétalas de rosa” descrito por Wilde; O filme, assim como o livro, conta a história de Dorian Gray (Hatfield) um jovem aristocrata que vive em Londres no final do século XIX. Dono de uma beleza ímpar, Dorian aparenta ser um rapaz ingênuo e acima de qualquer suspeita. Porém, após ser retratado pelo amigo Basil Hallward (Gilmore), e conhecer os ideais hedonistas de Lorde Henry Wotton (Sanders) o inocente rapaz passa a idolatrar seu quadro de tal forma que chega a oferecer sua própria alma em troca da eterna juventude estampada pelo amigo. Tendo seu pedido aceito, Dorian se condena a eterna jovialidade enquanto seu quadro passa a envelhecer transparecendo, além dos sinais do tempo, todos seus pecados. O filme foi muito bem produzido, venceu o Oscar de melhor fotografia, possui uma trilha sonora tocante (o que inclui a performance de Lansbury com Goodbye Little Yellow Bird), ótima direção de arte, interpretações comoventes e interessantes efeitos (como as sequências do retrato, filmadas em Technicolor). Consagrado como um dos grandes filmes da MGM, O Retrato de Dorian Gray resistiu muito bem ao tempo, encontrando-se hoje entre os grandes clássicos do cinema.
✩✩✩✩


Basil recebe ajuda da pequena sobrinha Gladys para finalizar sua obra 
Dorian Gray é apresentado ao hedonista Lorde Henry Wotton
Que passa a lhe pregar seus ideais 
Dorian após aceitar as idéias de Lorde Henry passa a frequentar a noite londrina
E Em uma taberna conhece sua grande paixão
Sibyl Vane
Os apaixonados Dorian e Sibyl
A Pequena Gladys cresce e Dorian permanece o mesmo
O misterioso Dorian Gray
Hurd Hatfield "quase um astro"
George Sanders caracterizado como Lorde Henry, um coadjuvante de peso
Cartaz original do filme
 Fonte: O cinema Antigo
 

domingo, 1 de maio de 2016

O REGRESSO, 2015

The Revenant, Legendado, 2015, Alejandro Gonzales Iñárritu
Classificação: Muito Bom
Formato: XVID (Avi)
Áudio: Inglês
Legendas: Português
Duração: 2h36min.
PG: 16
Tamanho: 1.36GB
Servidor: MEGA
Links:

Parte 1
Parte 2

Sinopse: Em 1823, um caçador de peles chamado Hugh Glass foi atacado por um urso enquanto participava de uma expedição na região que hoje forma o estado de Dakota do Sul, nos Estados Unidos. Gravemente ferido e agonizante, ele foi deixado para trás pelo grupo, que, no entanto, encarregou dois de seus integrantes de permanecerem ao lado do sujeito até que ele morresse, enterrando-o antes de se reunirem com os demais. A dupla, porém, desistiu da tarefa depois de dois dias, partindo enquanto Glass ainda se encontrava vivo – e, assim, foi um imenso choque quando este apareceu em um forte localizado a 400 quilômetros de distância de onde havia sido deixado depois de rastejar por quase dois meses. Passando a fazer parte do imaginário da história do país, a jornada de Glass ganha, aqui, sua segunda adaptação para o Cinema, já tendo originado, em 1973, o bom Fúria Selvagem, no qual o herói era interpretado por Richard Harris.

Internet Movies Database: Nota Imdb 8.1



Crítica: 

Por: Marcelo Hessel
Quando disse em entrevista que não considera seu O Regresso (The Revenant, 2015) um faroeste, porque "o problema com gêneros é que eles vêm da palavra 'genérico'", o diretor Alejandro González Iñárritu não apenas demonstrou que nunca ganharia um Oscar de etimologia. Especialmente, deixou evidente a prepotência que norteia seu cinema: a crença numa experiência transcendental não como uma consequência dos filmes mas como um ponto de partida.

É atrás dessa experiência de encomenda que o diretor vai, quando convoca para O Regresso o diretor de fotografia Emmanuel Lubezki, a figurinista Jacqueline West e o desenhista de produção Jack Fisk - três profissionais que trabalharam com Terrence Malick em outro faroeste revisionista, O Novo Mundo (2005). Se Malick se tornou com os anos um cineasta da transcendência como commodity - seus filmes contemplativos, banhados de contraluz e organizados como um poético fluxo de consciência hoje beiram a autoparódia - Iñárritu pega para si o estilo sem desconfiar dessa carga.
O resultado é que O Regresso, embora seja seu filme mais festejado na mídia e nas premiações de Hollywood, é também o mais desesperado por uma legitimação arthouse. Se os trabalhos anteriores de Iñárritu partiam de uma megalomania temática - falar de todo o mal da globalização em Babel, de toda a miséria da vida em Biutiful, de todo o ridículo da indústria da arte em Birdman - O Regresso, um filme cheio de som e fúria que só toca marginalmente e com casuísmo em questões da formação da identidade americana, tem na megalomania formal seu começo e seu fim.

É uma miopia que se traduz, na tela, na forma como a história de sofrimento de Leonardo DiCaprio é encenada. Ainda que ganhe seu esperado Oscar, o ator sempre será um coadjuvante diante dos verdadeiros protagonistas de O Regresso: as grandes-angulares de Lubezki, o pôr-do-sol do Canadá, os movimentos de câmera sobre um mesmo eixo (que se combinam com as grandes-angulares e ficam uma coisa meio pau-de-selfie de arte). Até a respiração que embaça a lente parece mais importante que a figura de DiCaprio, porque também denota a presença exibicionista do autor.
"Destaque para a arte Europeia do pôster."

O que fica faltando ao fim é a tal transcendência: com frequência Lubezki encerra planos virando a câmera para a copa das árvores, em busca de um sentido metafísico ou de uma justificativa divina para as desgraças que filma, mas acontece que o céu não tem todas as respostas - não importa o "templo" em que se assista a O Regresso.
Fonte: Omelete

https://omelete.uol.com.br/filmes/criticas/the-revenant-2015/?key=105159














domingo, 14 de dezembro de 2014

O PROTETOR - 2014

The Equalizer, 2014, Legendado, Antoine Fuqua.


Classificação: Ótimo
Formato: MKV
Áudio: Inglês
Legendas: Português
Duração: 132 Min.
Tamanho: 614 MB.
Servidor: MEGA (3 partes)
Links:

Parte 1
Parte 2
Parte 3

Sinopse:O agente especial Robert McCall está tentando levar uma vida tranquila e acredita ter deixado seu passado sombrio para trás. Mas quando descobre a jovem Teri, ameaçada e sob posse de violentos gângsteres russos, não consegue ficar de braços cruzados e decide ajudá-la, colocando-se outra vez no caminho que tanto quis esquecer.

THE INTERNET MOVIES DATABASE: IMDB - Nota Imdb 7.4


Crítica:
Quem assistiu ao excelente “Dia de Treinamento”, que teve o diretor Antoine Fuqua em parceria com o ator Denzel Washington, cujo trabalho lhe rendeu o Oscar em sua categoria, logo imaginaria que um segundo encontro dos dois poderia trazer algo semelhante ao filme de 2001. No entanto, “O Protetor” é completamente diferente do que Fuqua fez em um de seus primeiros filmes. Em “O Protetor“, que adapta uma série de TV de 1980, Denzel Washington vive Robert McCall, um homem que viveu um passado misterioso e que tenta manter uma vida tranquila, mas acaba se afeiçoando por uma jovem prostituta (Chloë Grace Moretz), que sofre nas mãos de uma gangue ligada à máfia russa. A partir de então, ele terá que enfrentar os bandidos com suas incríveis habilidades de luta e espionagem.
Seria inevitável, até mesmo pela origem da história, que o filme não fizesse referência aos típicos longas de ação dos anos 80. No entanto, em vez de fazer uma homenagem, o roteiro e a direção acabam se rendendo aos clichês, por mais que funcione como entretenimento aos que buscam divertidas cenas de luta.
Quanto aos personagens, o filme não apenas os mostra com características exploradas exaustivamente no gênero, como também não se aprofunda nem mesmo no que é apresentado. O que temos, no fim das contas, é uma série de personas unidimensionais. Há uma tentativa maior de se aprofundar em McCall, já que vemos os livros que ele lê e algo sobre seu passado, mas não o suficiente para que o espectador se importe com ele. Aliás, o fato de ele não se mostrar em perigo em nenhum momento da projeção apenas reforça tal sentimento. O mesmo pode-se dizer da jovem Alina (Moretz), que se limita a uma jovem sonhadora que veio a se prostituir sabe-se lá por qual motivo. Se o roteiro não ajuda, ao menos os atores se esforçam para carregar seus personagens de verdade – até onde podem.

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Chloë Grace Moretz interpretando uma jovem prostituta.

Em relação aos vilões, eles não apenas são vagos, como possuem características clichês. O simples fato de serem russos já sugere que o roteirista nem sequer pensou em mudar este fato do material original, já que esta nacionalidade de vilões era bastante conveniente aos americanos no período da Guerra Fria. No entanto, embora a máfia russa pudesse servir justamente como uma forma de desconstruir a visão dos criminosos, seria minimamente aceitável se o filme tomasse esta escolha como algo que criticasse ou brincasse com a situação.

OProtetor01

Para enfraquecer ainda mais o filme, o diretor opta por exagerar nas cenas de ação: close-ups demais, câmeras lentas demais, Denzel Washington malvado demais e escapando de explosões demais (sem nem olhar para elas). E por mais que a figura de um justiceiro pareça algo interessante, já que promove uma espécie de catarse coletiva – por matar policiais corruptos e bandidos, por exemplo – o espectador consegue perceber que trata-se de um artifício para forçar a humanização do personagem. Fuqua ainda insiste em criar diversos planos que desfocam o que está à frente para depois desfocar o que está ao fundo (ou vice-versa), em momentos extremamente desnecessários que apenas incomodam o espectador.
Considerando que Antoine Fuqua foi responsável por um filme de peso dramático muito mais eficiente, como foi “Dia de Treinamento”, é uma pena que este “O Protetor” funcione apenas como entretenimento raso. E tudo fica mais triste quando vemos que trata-se de mais uma tentativa de criar uma franquia.

OProtetor03
Por:
Fonte: Cinema(ação)









domingo, 30 de novembro de 2014

A FANTÁSTICA FÁBRICA DE CHOCOLATES - 1971

Willy Wonka & the Chocolate Factory, Mel Stuart, 1971, dublado.

Classificação: Excelente
Formato: AVI/Xvid
Áudio: Português (Dublagem clássica)
Legendas: Sem legendas
Duração: 100 Min.
Tamanho: 715 MB.
Servidor: MEGA (3 Partes)
Links:

Parte 1
Parte 2
Parte 3

Sinopse: Um grupo de crianças vence o concurso das barras de chocolate Wonka e tem acesso à misteriosa, mágica e fantástica fábrica de chocolate, onde segredos bizarros da fabricação do produto estavam até então trancafiados a sete chaves.

THE INTERNET MOVIES DATABASE: IMDB - Nota Imdb 7.8



Crítica:

"A imaginação do ser humano provavelmente não tem limites fantásticos", principalmente quando o ser humano a ser tratado for uma ingênua criança. Seja criança, conte até três, abra os olhos, e imagine um mundo fantasioso e incrível para os padrões reais, um mundo que seja semelhante ao sonho mais lindo que você já teve. Imaginou? Pois bem, A Fantástica Fábrica de Chocolate (1971), é tão fantástico, que se fosse possível realmente converter sonhos para a realidade, a impressão que daria ao assistir a obra de Mel Stuart seria de que um doce sonho infantil foi transferido genuinamente para a tela. A obra cinematográfica setentista é baseada em um romance direcionado ao público infantil. A literatura instiga o leitor a imaginar, construir pessoalmente na mente o cenário descrito pelo escritor do texto, portanto, imaginar um mundo fantástico é fácil, amigo, o difícil mesmo é construir o cenário descrito no mundo real por meio do poder cinematográfico, podendo dar ao espectador a possibilidade de testemunhar com os próprios olhos aquele complexo mundo onírico.
Gene Wilder interpretando o inesquecível ''Willy Wonka''.

Não é exagero afirmar que A Fantástica Fábrica de Chocolate é um dos filmes mais encantadores que o cinema já dispôs, tanto no aspecto visual quanto no aspecto sentimental, que se dá pelo roteiro muito bem escrito. Uma adaptação respeitável da obra literária. É inacreditável a quantidade de elementos fantasiosos que a obra fílmica possui; o filme a todo o momento ruma para caminhos que parecem terem sido desenhados por não uma, mas várias crianças sonhadoras. Temos em tela um rio de chocolate, gramados comestíveis, flores artificiais comestíveis, gansos que põem ovos de chocolate dourado e (a fantasia da comilança não acaba por aí), acima de tudo, um dos personagens mais imaginativos e agradáveis que o cinema infantil (não apenas) já recebeu: Willy Wonka.
 Gene Wilder marcou seu rosto e seu modo único de atuar no cinema, marcou na mente do público que aprecia (ou não) a sétima arte, seja pelo mero entretenimento ou pelo meio artístico, a verdade é que seu rosto é algo familiar até mesmo para os leigos. Aqui, no filme que estamos a tratar, temos em tela a incorporação de um grande personagem por um ator não menor, portanto, é inevitável o público alvo da obra aplaudir Gene Wilder em A Fantástica Fábrica de Chocolate e afirmar que sem dúvidas o talento de Gene Wilder para interpretar, completa o de Willy Wonka para agradar os espectadores, aliás, é de Wilder o principal mérito de quase todo o sucesso qualitativo da obra; o próprio ator faz valer cada minuto presente em cada calda de chocolate, pelo seu método justo de fazer tristeza e alegria com maestria em um filme que se diz infantil.
 A Fantástica Fábrica de Chocolate é infantil até certo ponto. É visível que o filme chega em um momento em que toma uma incrível forma surreal que vai além de ‘’apenas’’ um mundo infantil, é a partir daí que o trabalho toma proporções realmente adultas e se estabelece como um filme infantil que é capaz de agradar até mesmo o adulto mais maduro de sentimento. Tal é o poder que o filme tem para cativar o público adulto, que é quase impossível não ficar com invejas de todos aqueles personagens adultos que estão infantilmente fazendo usufruto de todas aquelas coisas fantásticas existentes na fábrica, personagens adultos que brincam sonhadoramente sob a imagem de várias crianças.


Um dos filmes mais deliciosos de todos os tempos (e olha que digo isso visando vários sentidos). Mostra que para o ser humano ser feliz e brincar de forma marota com a vida, não necessita ter idade para ser criança, mas sim basta ser criança, independente da idade. De fato, com todos os elementos memoráveis e doces como os inesquecíveis ‘’oompa-loompas’’, A Fantástica Fábrica de Chocolate é um filme para toda família que contém mais acertos que erros (e erros aqui são quase inexistentes). Um fantástico mundo de sonhos, um fantástico mundo de fantasias, uma ‘’Terra do Nunca’’, uma ‘’Fantástica fábrica de Chocolate’’, uma obra-prima.
Avaliação: 5/5