domingo, 17 de novembro de 2013

TRÊS MULHERES - 1977

3 women, 1977
Legendado, Robert Altman


Formato: AVI
Áudio: inglês
Legendas: português
Duração: 124 min.
Tamanho: 700 MB
Servidor: Mega (parte única)

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SINOPSE
Califórnia. Pinky Rose (Sissy Spacek) é uma jovem que acaba de conseguir um emprego em um spa de idosos. Mildred "Millie" Lammoreaux (Shelley Duvall), que já trabalha no local, é encarregada de orientar Pinky sobre o serviço. Ela se encanta com Millie e logo se torna sua amiga. Ironicamente ninguém gosta dela, mas Millie tenta passar a imagem de ser muito popular. Millie divide seu apartamento com uma colega, mas quando esta se casa ela passa a dividir com Pinky o apartamento. Pinky fica cada vez mais dependente de Millie, mas a ligação obsessiva ameaça se romper quando ela vê que Millie levou para o apartamento Edgar Hart (Robert Fortier), um cowboy que é marido de Willie Hart (Janice Rule), uma artista local, que está grávida. Isto provoca uma forte discussão entre Pinky e Millie, que gera um grave fato que, por sua vez, provoca uma grande mudança de comportamento de ambas.

Fonte: Adorocinema
The Internet Movie Database: IMDB - NOTA IMDB: 7.7


ANÁLISE

TRÊS MULHERES E A DENSIDADE IMPOSSÍVEL

Lançado em 1977, durante o período de contrato de Altman com a Fox para a realização de cinco filmes, Três Mulheres é freqüentemente citado como uma incursão feita pelo cineasta americano no universo de Bergman, de franca inspiração emPersona. Tal definição, entretanto, seguindo a uma visão atenta do filme, se apresenta um tanto quanto reducionista. Altman já havia visitado o terreno do drama psicológico cinco anos antes com Imagens, mas os resultados deixaram bastante a desejar. Imagens acaba sendo uma repetição confusa de clichês de cinema de arte. Algo como se Altman tivesse embarcado na onda equivocada que, para se legitimar como artista, seria necessário filmar à moda européia.

Não há como negar que existe fortemente em Três Mulheresa influência da matriz Bergman/Persona, mas o que Altman, agora mais seguro e amadurecido, vem a operar é não mais uma tentativa de macaquear uma fórmula, mais sim a inserção desses códigos num universo que domina como poucos: o da cultura e sociedade americanas. Assim, o preto-e-branco sombrio usado por Sven Nykvist na fotografia dePersona torna-se um colorido destacadamente vivo que reflete uma Califórnia ensolarada e desértica. E a rigidez da câmera e dos enquadramentos bergmanianos se transfigura com Altman num impressionante fluxo de imagens caracterizando uma inconstante fluidez nos movimentos e enquadramentos que inundam a tela em cinemascope.

Robert Altman

Essa fluidez se faz presente desde as primeiras cenas, com imagens de água circulando pelas várias piscinas que pontuam a narrativa e pelos movimentos dos corpos envelhecidos e desajeitados que se banham no spa onde vão se encontrar as protagonistas vividas por Shelley Duvall e Sissy Spacek. Fluxo este também que irá se refletir na transposição gradativa de um certo – porém, a seu modo, bastante estranho – realismo, aparente nos momentos iniciais, para um clima de sonho para onde o filme literalmente deságua em sua conclusão.

Falando em sonhos, Robert Altman sempre fez questão de declarar que Três Mulheres foi um projeto que lhe surgiu a partir de um sonho. Se a inserção de elementos oníricos em uma narrativa cinematográfica pode surgir como pretexto para qualquer tipo de liberdade por parte do cineasta, nesse caso específico Altman não faz a utilização desse recurso de forma frouxa ou aleatória. Apesar de uma aparente confusão,Três Mulheres é um filme onde tudo é absolutamente planejado, mesmo que esse não seja passível de uma leitura única ou fechada. Forma-se um leque, mas Altman exerce pleno controle sobre as possibilidades de como abrir, fechar e movimentar esse leque.

A partir de um primeiro olhar, vemos em Três Mulheres a temática arquetípica de personalidades que ao mesmo tempo se fundem e se dividem. Pinky Rose (Spacek) chega do interior e vai trabalhar em um centro de hidroterapia juntamente a Mildred Lamorreaux (Duvall). As duas passam a dividir um apartamento e Pinky passa a se inserir gradativamente no universo de sua companheira. Após uma tentativa de suicídio e um coma, Pinky absorve de vez a personalidade da outra. As mudanças na narrativa e nas atitudes das personagens são pontuadas por um casal, proprietário de um bar temático e do condomínio onde elas residem: a silenciosa Willie Hart, a 3ª mulher, sempre pintando figuras femininas assustadoras e primitivas e seu marido Edgar. Willie e Edgar funcionam, respectivamente, como pontos de coesão e fissura entre a dupla de protagonistas, até a seqüência final onde Pinky-Millie-Willie passam a configurar um eixo ao mesmo tempo uno e tripartido, destacado a partir do momento em que se torna clara a saída de cena da figura de Edgar.

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