terça-feira, 14 de janeiro de 2014

FRUITVALE STATION - 2013

Fruitvale Station, 2013
Legendado, Ryan Coogler
Classificação: Excelente

Formato: AVI
Áudio: inglês
Legendas: Pt-Br
Duração: 85 min.
Tamanho: 700 MB
Servidor: Mega (Parte única)

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SINOPSE
Estados Unidos, 2007. Oscar Grant (Michael B. Jordan) tem 22 anos e acaba de ser demitido do emprego por chegar constantemente atrasado. Ele esconde esta notícia de Sophina (Melonie Diaz), a mãe de sua filha, por achar que pode recuperar o emprego após conversar com seu chefe. Bastante ligado à mãe (Octavia Spencer), Oscar enfrenta problemas quando resolve ir com Sophina ver as festividades de ano novo em San Francisco.

Fonte: Adorocinema
The Internet Movie Database: IMDB - NOTA IMDB: 7.6


ANÁLISE

Rodney King e Trayvon Martin são apenas dois dos nomes mais conhecidos entre os milhares e milhares de jovens negros que, ao longo das décadas, foram vítimas de violência sistêmica por parte das autoridades ou – ainda mais assustador – por milicianos que, então, foram absolvidos de qualquer culpa pelas vidas que destruíram. E estou me referindo apenas aos Estados Unidos, que tantos conservadores brasileiros, numa mentalidade colonialista, apontam como um exemplo eterno a ser seguido. Sim, há pontos admiráveis na cultura norte-americana (e eu, como amante das Artes, seria tremendamente hipócrita caso negasse isto), mas alegar que aquele é um país “de igualdades” é mais que cegueira; é mau-caratismo.
Dirigido e escrito pelo estreante Ryan Coogler, Fruitvale Station resgata a história de mais um destes jovens negros massacrados: Oscar Grant. Morto – não: executado – por policiais na madrugada da virada de 2008 para 2009, o rapaz de 22 anos de idade teve seus últimos momentos registrados por dezenas de vídeos amadores que capturaram a ação absurda das autoridades numa estação de metrô – e quando vemos um destes registros logo na abertura do filme, podemos constatar como toda uma vida vitimada pela intolerância e pelo abuso de poder justificaria a postura defensiva, mas nada violenta, de Oscar ao ser encurralado na mureta da estação por um bando de brutamontes de distintivo. A partir daí, Coogler retorna 24 horas no tempo e transporta o espectador para o último dia da vida de Oscar Grant (Jordan), permitindo que testemunhemos suas interações com a namorada, com a filha de 4 anos e com a mãe (Spencer).
Rodado de forma direta, quase sugerindo um registro documental, Fruitvale Station evita qualquer sombra de melodrama ao acompanhar seu protagonista, que, vivido de maneira expressiva e carismática pelo jovem Michael B. Jordan (digno de prêmios), tampouco é retratado como um santo à espera do martírio. Dono de um passado conturbado e claramente capaz de explosões pontuais – o que fica claro quando puxa um ex-chefe pelo braço -, Oscar é um indivíduo falho: demitido por se atrasar constantemente para o trabalho e visto num breve flashback quando ainda se encontrava preso, o sujeito se mostra, por outro lado, disposto a tentar mudar e exibe imenso carinho pela família. Neste sentido, diga-se de passagem, as belas atuações de Melonie Diaz, Ariana Neal e Octavia Spencer (aqui, sim, merecendo os aplausos que ganhou injustamente por Histórias cruzadas) ajudam a humanizar ainda mais o protagonista ao evidenciar o carinho que desperta, respectivamente, em sua namorada, na filha e na mãe, que viriam a se tornar vítimas indiretas da violência sofrida por ele.
Hábil ao sugerir um cotidiano problemático, mas caloroso, Ryan Coogler e a diretora de fotografia Rachel Morrison constroem uma atmosfera inquieta com a câmera móvel, sugerindo uma tensão subjacente que percorre a narrativa. Em contrapartida, os quadros fechados usados para retratar o jantar da família Grant são inteligentes por não só aproximarem o espectador daquelas pessoas, mas também por criarem um clima de união entre aquelas pessoas – e me encantei particularmente com o plano que traz, no canto direito do quadro, a geladeira com diversos desenhos infantis e retratos da família enquanto, ao fundo, vemos aqueles indivíduos numa roda de oração antes do jantar. Além disso, ao constantemente sobrepor ao campo as telas do celular de Oscar enquanto troca mensagens com amigos e parentes, Coogler não só ressalta as ligações afetivas do personagem como nos lembra constantemente da onipresença daquela tecnologia que seria vital em registrar o fim do jovem.
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