quinta-feira, 22 de novembro de 2012

MOSCOU - 2009

Moscou, 2009
Eduardo Coutinho

Formato: AVI
Aúdio: Português
Legendas: -
Duração: 78 minutos
Tamanho: 700 Mb
Servidor: Zippyshare
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SINOPSE

Em Belo Horizonte, o Grupo Galpão e o diretor de teatro Enrique Diaz se dispuseram a enfrentar o desafio de “montar”, em três semanas, a peça As três irmãs, de Anton Tchekcov. O filme é composto de fragmentos dos workshops, improvisações e ensaios de uma peça que não teve e nem terá estréia.
 Fonte: Cineplayers


ANÁLISE

Coutinho segue ampliando a temática sobre as fronteiras entre os gêneros cinematográficos e sobre a natureza da interpretação.

por Geo Euzebio 


Depois de usar o palco de um teatro para explicitar as fronteiras entre realidade e ficção, e também para balançar as estruturas do que é real ou fictício dentro da tela do cinema, Eduardo Coutinho segue investigando o jogo de cena, a construção do espetáculo e das interpretações, e desta vez transforma em palco todos os espaços de um teatro, ocupando-os com os atores e suas próprias emoções.

Em Moscou, Coutinho e sua equipe elaboram uma adaptação do livro 3 Irmãs, do russo Anton Tchecov, em conjunto com o Grupo Galpão de teatro, e o desafio está em montar o máximo de atos possíveis da peça em três semanas. E nada escapa ao espectador, nem Coutinho: vemos o encontro entre a equipe de filmagem e a equipe teatral que recebe do documentarista o texto sem saber do que se trata, e assim alguns atores reconhecem a história pelos nomes das personagens, ao mesmo tempo em que são convidados a compartilharem a lembrança mais emotiva que guardam, num exercício que busca fundir as emoções e vivências dos atores a construção dos personagens que aos poucos os vemos assumindo.

Esse exercício também lembra a construção da estrutura de Jogo de Cena e suas várias interpretações das mesmas histórias, mesclando lembranças pessoais e atuações, novamente misturando realidade e ficção. Em Moscou, vale prestar atenção na cena em que o ator que interpreta o único irmão da família de irmãs faz um resumo emocionado da triste trajetória da família perdida em si mesma. Aqui já se mostra também a intenção do documentário, que fala de escombros em meio ao depósito do teatro, sem ocultar a equipe de filmagem mesmo quando um dos câmeras ainda busca a emoção nos olhos do ator, enquanto um novo take é montado. Novamente: tudo está ali exposto para que possamos repensar a construção do fictício, afastado tanto quanto possível a idéia de imitação da realidade, ainda que nos aproximando do texto pela emoção evocada pela interpretação.

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