domingo, 13 de julho de 2014

LOLITA - 1962

Lolita, 1962
Legendado, Stanley Kubrick 

Formato: AVI 
Áudio: inglês/francês
Legendas: Pt-Br
Duração: 152 minutos
Tamanho: 700 MB
Servidor: Depositfiles (Parte única) 

LINK
Parte única

SINOPSE
Erudito professor universitário britânico vai trabalhar nos Estados Unidos e lá fica tão obcecado por uma ninfeta de 14 anos que casa sua mãe, para estar próximo dela. Porém, quando a esposa morre atropelada ele acredita ser o momento adequado para seduzir a enteada, mas algo acontece que pode prejudicar seus planos.

Fonte: Adorocinema
The internet movie database: IMDB - NOTA IMDB: 7.7


ANÁLISE

Lançado em 1962, Lolita é o sexto longa da carreira de Stanley Kubrick. Após sua experiência em Spartacus, tendo que brigar com Kirk Douglas por controle criativo, Kubrick decidiu que produziria seus próprios filmes. Lolita foi o primeiro, e nesse contexto, ganha importância por ser o primeiro passo do diretor em direção ao ideal de criar o seu próprio cinema. É interessante ainda destacar que houve problemas no roteiro, na seleção do elenco e na edição, tudo em função do tema polêmico (Cary Grant teria recusado indignado a oferta do papel principal). E é ainda em Lolita que se encontram pela primeira vez dois gênios, Kubrick e Peter Sellers, que juntos criariam, dois anos mais tarde, talvez a maior atuação do cinema.
Stanley Kubrick

Stanley Kubrick dizia gostar de adaptar livros medíocres, pois eles rendiam bons filmes. Assim sendo, não chega a surpreender a ironia de que o livro mais célebre adaptado para o cinema pelo diretor tenha resultado em sua obra de menor prestígio – com as possíveis exceções de Fear and Desire e A Morte Passou por Perto, obras do início da carreira do diretor. Trata-se da adaptação do romance Lolita, escrito pelo russo Vladmir Nabokov, narrando a estória do professor Humpert Humpert, que se apaixona pela personagem título, uma menina de apenas 14 anos.

O primeiro passo para analisar Lolita deve ser, então, buscar razões com que se possa justificar o motivo de ser essa a obra que menos agrada o público. O motivo mais óbvio é o tema, bastante indigesto. Afinal, todo ser humano tem um limite de tolerância para com a torpeza da vida e da humanidade, e o sofrimento de crianças e jovens, em especial por motivos sexuais, excede esse limite para muita gente. Isso pode ser especialmente verdadeiro para espectadores conservadores e para pais e mães que vejam na menina Lolita suas próprias crianças. Com relação aos cinéfilos, em especial os fãs do diretor, o motivo anterior perde força, e o que provavelmente mais pesa contra Lolita é a comparação com os outros filmes de Kubrick. É provável que, ao assistir a esse filme, se tenha em mente a ousadia narrativa e visual dos clássicos 2001 – Uma Odisséia no Espaço e Laranja Mecânica, e Lolita, bem menos ousado e inovador, sai perdendo.
Não obstante, nada disso significa tratar-se de uma obra pequena ou medíocre. É possível notar a mão talentosa de Kubrick em diversas seqüências. Tomem-se como exemplos a conversa entre Humpert e o psicólogo da escola de Lolita, o encontro de Humpert e de Clare Quilty na varanda do hotel e a perseguição na auto-estrada, todas elas realizadas com maestria, criando tensão de uma forma que poucos diretores conseguiriam extrair de seqüências tão “simples”. As duas primeiras cenas citadas acontecem em ambientes escuros e claustrofóbicos, e contrapõem os personagens de maneira que o resultado é o que mais perto se poderia chegar de um duelo de faroeste expressionista. A seqüência da perseguição de carros, além de tecnicamente excelente, é também emblemática, pois marca o ponto a partir do qual o pouco controle que ainda restava a Humpert sobre sua vida termina. A partir dali, os acontecimentos o carregam, sem que ele consiga impedi-los, até que o personagem chegue a seu trágico destino.

Continue lendo em multiplot

Screenshots































































































Um comentário:

  1. Existem muitas versões da obra de Nabokov, mas a versão de kubrick continua sendo a melhor de todas. Talvez o tema seja um pouco pesado, mas o genial diretor fazia cinema como ninguém e convenhamos ele nunca foi convencional. Não acho que se seja uma obra menor, apenas sujeito a todo tipo de interpretação. O tema de Lolita se tornou próprio da cultura do século 20 e nunca esteve tão atual. E com o devido clichê, um cineasta muito a frente do seu tempo. Parabéns pela escolha do filme. Obrigado!

    ResponderExcluir

Política de moderação do comentários:
A legislação brasileira prevê a possibilidade de se responsabilizar o blogueiro pelo conteúdo do blog, inclusive quanto a comentários. Dessa forma, o Convergência Cinéfila reserva a si o direito de não publicar comentários que firam a lei, a ética, ou quaisquer outros princípios da boa convivência. Para a boa convivência, o Convergência Cinéfila formulou algumas regras:
Comentários sobre assuntos que não dizem respeito ao filme postado poderão ser excluídos;
Comentários com links serão automaticamente excluídos;
Os pedidos de filmes devem ser feitos no chatbox.

Att.,
Convergência Cinéfila