sábado, 28 de setembro de 2013

SANTA SANGRE - 1989

Santa Sangre, 1989, Alejandro Jodorowsky

Classificação: Ótimo
Formato: AVI (Xvid)
Áudio: Inglês/Inglês - Comentários do diretor.
Legendas: Português
Duração: 123 minutos
Tamanho: 1,36GB
Servidor: 4Shared (5 Partes)
Links:

Parte 1
Parte 2
Parte 3
Parte 4
Parte 5

Sinopse: Fenix é um jovem que vive internado em um hospício. Quando era novo, ele presenciou a mutilação de sua mãe, uma fanática religiosa pagã, pelo próprio pai, o dono de um circo muito peculiar. Traumatizado, Fenix embarca em uma obsessão pela própria mãe, e entra em um mundo de trevas e de mortes indiscriminadas.
The Internet Movies Database: IMDB - Nota IMBD: 7.4

Análise:
Quando o produtor Cláudio Argento propôs a Jodorowsky que ele fizesse um filme remetendo aos gialli, numa trama onde um assassino mataria um monte de mulheres, o diretor de El topo viu uma grande oportunidade surgir à sua frente para retornar ao cinema depois de quase nove anos sem filmar. Mais por falta de incentivo financeiro, porque Jodorowsky é, certamente, um poço sem fundo de idéias brilhantes.
Acabou dirigindo Santa Sangre, que não é exatamente o que o irmão de Dario Argento imaginava, mas é uma dessas obras assombrosas, que só poderia ter saído da mente de seu criador. Imaginem um Federico Fellini em versão hardcore na sua fase setentista, é mais ou menos o que esperar de Santa Sangre.
Só que a tarefa de descrever os filmes de Jodorowsky é bem difícil e alguns detalhes sempre se perdem pelo caminho. Eles precisam ser vislumbrados, admirados, sentidos, refletidos…
Santa Sangre, por exemplo, conta a estória de Fenix (vivido pelo filho do diretor, Adan Jodorowsky), filho do atirador de facas de um circo e da malabarista-fanática-religiosa (cujos braços são decepados pelo marido após flagrá-lo com uma mulher completamente tatuada). Após assistir a uma série de situações absurdas e traumatizantes, Fenix acaba catatônico num hospício onde passa longos anos. Depois de se “recuperar”, já adulto (agora sob a pele de Axel Jodorowsky, outro filho do diretor), ele se reúne com a sua mãe, formando uma parceria fazendo bizarras apresentações artísticas.
Claro que Santa Sangre não é só isso e a própria estória vai muito além do que esta simplória sinopse que eu me atrevi a descrever. Embora seja um dos trabalhos mais acessíveis e coerentes do diretor, é inegável a inventividade e originalidade nas quais Jodorowsky narra seu filme, sem falar nos simbolismos, nas metáforas e no surrealismo, características habituais do diretor, que estão em evidência durante a narrativa. E não falta também a galeria de figuras estranhas pontuando o filme, como por exemplo uma imensa lutadora de Luta-Livre, uma mímica surda e muda por quem Fenix é apaixonado, anões, elefantes, o mundo circense em todo seu esplendor, muito bem envolvidos à ação.
Santa Sangre é essencialmente visual, e são poucos os filmes que transcendem sobre o nosso cérebro com suas imagens transformando em verdadeiras experiências sensoriais. E Jodorowsky é um artista com esta capacidade, há pelo menos mais duas obras primas (El Topo e Holy Mountain) em que ele consegue este mesmo efeito hipnótico sobre o espectador. Por isso é um diretor tão único, tão verdadeiro, tão sem espaço no cinema que é feito atualmente…
Fonte: Dia da Fúria










3 comentários:

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