terça-feira, 10 de setembro de 2013

JOHNNY GUITAR - 1954

Johnny Guitar, 1954
Legendado, Nicholas Ray
                                                                                            

Formato: AVI
Áudio: Inglês
Legendas: Português
Duração: 110 minutos
Tamanho: 701 MB
Servidor: Mega (4 Partes)


Links:

Parte 1
Parte 2
Parte 3
Parte 4


Sinopse: 

Dona de um saloon num lugar esquecido por Deus vê suas esperanças renascerem com a possibilidade de a ferrovia passar próximo ao seu comércio. Mas ela tem de resolver um problema: a hostilidade do xerife local e os capangas de sua inimiga mortal, uma fazendeira que a quer fora da cidade . Para enfrentar as adversidades, numa luta sangrenta que está por começar, ela conta com a ajuda do antigo amor Johnny Guitar, músico e pistoleiro.

Fonte: Cineplayers
The internet movie database: IMDB - NOTA IMDB: 7.6

Análise

O machismo sempre foi um dos temas mais abordados no gênero cinematográfico conhecido como western. Quase raramente encontramos um papel feminino como sendo o principal em tais películas. Pois é, eu disse quase! Incrivelmente, em Johnny Guitar a história é contrária e, consequentemente, o filme ganha espaço no mundo da sétima-arte por abrir novas fronteiras ao faroeste e, também, à figura feminina.
Também é possível destacar, além de Johnny Guitar, outra obra-prima do faroeste em que a feminidade pode ser encontrada: no spaghetti de Sergio Leone, Era uma vez no Oeste (1968), onde quem leva o destaque é a belíssima atriz Claudia Cardinale, representando uma figura muito parecida com a de Joan Crawford – a coadjuvante responsável por ajudar e ser ajudada pelo ator principal. Logo, nos resta dizer que Leone pode ter se inspirado em Johnny Guitar para realizar o papel de Cardinale.
Como dito anteriormente, quem toma conta do trabalho é a figura feminina, sendo representada por Vienna (Joan Crawford); ela faz o que normalmente um homem faria em outros filmes do gênero: ser dona de um saloon, utilizar palavras de calão ameaçador, carregar uma arma consigo e muito mais; entretanto, algo que mais marca seu caráter é a paixão. E é tal sentimento que desencadeará novas histórias, criando uma base para o filme em si.
Apesar de ser o faroeste que domina a trama em grande parte, é muito fácil encontrarmos lances de romance e drama, além também de alguns pouquíssimos respingos musicais e cômicos. Então, por portar tais gêneros, o elenco ainda é fortalecido por atuações de peso, principalmente por parte de Joan Crawford: aliás, não foi à toa que a escolheram para o papel principal, já que sua figura e seu jeito de atuar botam medo em qualquer marmanjo, tanto os do filme em si quanto os meros espectadores. Fora isso, a direção segura e carregada de simplicidade por parte de Nicholas Ray foi suficiente para manter a salvo o clima de tensão presente no filme, com ações demoradas a acontecer, oferecendo um prazer maior a quem gosta de diálogos memoráveis e carregados por ironia. Com isso, o roteiro de Philip Yordan se fortalece, porém também apresenta alguns erros fatais. Entretanto, ainda destaca-se a trilha sonora de Victor Young, a qual está presente em todo e qualquer momento, enriquecendo as divergentes cenas de romance, drama, comicidade e ação.
Baseado no livro de mesmo do escritor Roy Chanslor, Johnny Guitar apresenta ares que diretamente nos lembram dos tradicionais westerns norte-americanos (as roupas, a música, as falas, o andamento das cenas e muitos outros detalhes comumente associados ao gênero estadunidense). Fora o faroeste em si, o arsenal de gêneros presentes em seu interior (humor, drama e romance) ajuda-o a manter uma regularidade em cenas, não cansando o espectador em ver apenas um tipo de espetáculo, mas sim uma bela alternância entre tais estilos fílmicos.

Fonte: Blog - Analisando o Oeste







2 comentários:

  1. Adorei essa postagem, muito bom o filme. Sempre foi um dos meus favoritos :)

    ResponderExcluir
  2. Postem mais filmes desse que é o maior cineasta de todos. Outras sugestões pra ampliar o acervo essencial: Chabrol, Rohmer, Jerry Lewis e outros do Ford. Bom trabalho!

    ResponderExcluir

Política de moderação do comentários:
A legislação brasileira prevê a possibilidade de se responsabilizar o blogueiro pelo conteúdo do blog, inclusive quanto a comentários. Dessa forma, o Convergência Cinéfila reserva a si o direito de não publicar comentários que firam a lei, a ética, ou quaisquer outros princípios da boa convivência. Para a boa convivência, o Convergência Cinéfila formulou algumas regras:
Comentários sobre assuntos que não dizem respeito ao filme postado poderão ser excluídos;
Comentários com links serão automaticamente excluídos;
Os pedidos de filmes devem ser feitos no chatbox.

Att.,
Convergência Cinéfila